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Entrevista ressalta importância de doadores regulares em Mato Grosso

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Nesta sexta-feira (04) o projeto Diálogos com a Sociedade, uma parceria entre o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a rádio CBN Cuiabá, trouxe uma edição extra com um tema vital, a doação de sangue. Participaram da entrevista o promotor de Justiça Mauro Poderoso de Souza, o titular da Promotoria Criminal dos Juizados Especiais de Cuiabá, e a diretora-geral do MT-Hemocentro, Gian Carla Zanela.O alerta, é claro, o estoque de sangue em Mato Grosso, que depende constantemente de novos doadores. A diretora Gian Carla reforça que, “conforme os hospitais retiram as bolsas, os estoques diminuem rapidamente. Precisamos muito dos tipos O+ e O-, mas todas as doações são essenciais para manter os níveis adequados”.O promotor Mauro Poderoso explica a dimensão da necessidade. “Uma única cirurgia de grande porte pode exigir até 20 litros de sangue, enquanto cada doação fornece apenas 400 ml. Por isso, a conscientização e a mobilização da sociedade devem ser contínuas”.Para garantir o abastecimento, o MT-Hemocentro, único banco de sangue público do Estado, mantém uma atuação estratégica em todos os 142 municípios mato-grossenses. “Além de nossa sede fixa em Cuiabá, operamos três unidades móveis de coleta que percorrem todo o Estado, incluindo parcerias com órgãos públicos e empresas privadas para facilitar o acesso aos doadores”, explicou a diretora, completando que as coletas externas são fundamentais para reforçar o estoque estratégicos. A iniciativa busca atender especialmente aqueles que desejam doar, mas enfrentam dificuldades para se deslocar até a sede central.O promotor de Justiça Mauro Poderoso, explicou que a atuação do Ministério Público vai além de um órgão fiscalizador. “Nós também sentimos na pele quando amigos e familiares precisam de sangue. É nosso dever, como cidadãos e como representantes do MP, incentivar a solidariedade e o compromisso coletivo”, afirmou. Ele citou os incentivos oferecidos pelo Estado para os doadores regulares, como a meia-entrada em eventos, certidão positiva em concursos e isenção na Corrida de Reis.Um ponto inovador abordado pelo promotor de Justiça foi o uso da doação de sangue voluntária como alternativa ao pagamento de cestas básicas durante as audiências no Juizado Especial Criminal de Cuiabá (Jecrim). “Tem tido uma aceitação surpreendente. Muitas pessoas, que inicialmente poderiam resistir à ideia, acabam se envolvendo e entendendo a importância do ato”, explicou.Gian Carla destaca que essas iniciativas do Ministério Público e do MT-Hemocentro contribuem para o aumento de doadores fidelizados, aqueles que mantêm uma rotina constante de doação de sangue. “Homens podem doar até quatro vezes por ano, e mulheres, três. Qualquer ação que incentive essa prática ajuda a manter cidadãos comprometidos com a doação regular,” afirma.Embora os incentivos sejam importantes, o promotor de Justiça enfatiza que a doação de sangue vai além, é um ato de amor ao próximo, que exige tempo e desprendimento. “Meu pai foi bombeiro e dedicou a vida a salvar pessoas. Isso me faz refletir, precisamos fazer a nossa parte, afinal, qual o sentido da vida senão podermos dizer, ao final da jornada, que ajudamos a transformar e salvar vidas?”Quem pode doar: Para ser doador de sangue no MT-Hemocentro, é preciso ter entre 16 e 69 anos e 11 meses e 29 dias; pesar no mínimo 50 Kg; estar em boas condições de saúde; ter dormido pelo menos 5 horas nas últimas 24 horas, estar alimentado; apresentar documento oficial com foto. Os menores de 18 anos também podem doar, mas somente com autorização dos pais ou responsável legal Quem não pode: Apesar da boa vontade, há pessoas que não podem realizar a doação de sangue. Não pode doar sangue quem fez cirurgia cardíaca, tem ou teve um teste positivo para HIV, teve hepatite após os 11 anos de idade, teve diagnóstico de doença de Chagas e recebeu enxerto de duramater.Afastamento do trabalho: A legislação brasileira (Lei nº 1.075/1950) permite que o doador se ausente do trabalho por um dia, sem prejuízo salarial, desde que apresente comprovante da doação.Atendimento MT-Hemocentro: O site (http://mthemocentro.saude.mt.gov.br) oferece agendamento online e informações detalhadas. Também é possível obter atendimento pelo WhatsApp (65) 98433-0624.As entrevistas do projeto Diálogos com a Sociedade seguem até o dia 11 de abril, das 14h às 15h, no estúdio de vidro localizado na entrada principal do Pantanal Shopping, com transmissão ao vivo pelo canal do MPMT no YouTube. A iniciativa conta com o apoio de empresas privadas, como Pantanal Shopping, Rádio CBN, Aprosoja, Energisa Mato Grosso, Unimed Mato Grosso, Bodytech Goiabeiras e Águas Cuiabá.*Com supervisão da jornalista Janã Pinheiro.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Julgamento de réu que matou ex queimada será no dia 26 de maio

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Djavanderson de Oliveira de Araújo, acusado de atear fogo e matar a ex-namorada Juliana Valdivino da Silva em setembro de 2024, será julgado pelo Tribunal do Júri de Paranatinga (a 373 km de Cuiabá) na próxima terça-feira (26). O julgamento está marcado para 8h, no Fórum da comarca. Participa do júri a promotora de Justiça Fernanda Luiza Mendonca Siscar, da 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Paranatinga.Inicialmente, a sessão estava agendada para dia 21 de maio. Contudo, a pedido da defesa do réu, foi redesignada. Na decisão, o juízo acolheu o parecer ministerial para que o julgamento fosse reagendado para a próxima semana. De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), após uma discussão com a vítima, o acusado jogou álcool (etanol) sobre o corpo de Juliana e ateou fogo. Os dois sofreram queimaduras graves. A vítima teve lesões de 2º e 3º grau em cerca de 90% do corpo, foi transferida para o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e permaneceu internada em estado gravíssimo, mas não resistiu aos ferimentos e morreu dias depois.“O delito foi praticado contra mulher por razões da condição de sexo feminino, envolvendo violência doméstica e familiar, uma vez que o casal conviveu maritalmente por aproximadamente três anos, mas há três meses estavam separados”, destacou o MPMT. Segundo a investigação, Juliana residia no alojamento do frigorífico onde trabalhava e, no dia do crime, foi até a antiga residência do casal para buscar pertences pessoais. Na ocasião, acabou sendo impedida de sair pelo denunciado, sob o pretexto de que ele desejava conversar. Temendo por sua segurança, a vítima enviou mensagens à mãe com o endereço e um pedido de socorro, conseguindo deixar o local apenas após a intervenção da genitora.Horas depois, o acusado teria premeditado o crime. Ele foi até um posto de combustível da cidade, onde adquiriu etanol, e, no período da noite, utilizou-se de um ardil para atrair novamente a vítima, alegando ter se envolvido em um acidente e precisar de ajuda. Sensibilizada, Juliana retornou ao local. Após nova discussão, o acusado lançou o combustível sobre ela e ateou fogo, agindo de forma a impedir qualquer possibilidade de defesa, motivado pela inconformidade com o término do relacionamento.Além do feminicídio, Djavanderson também foi denunciado por perseguição e violência psicológica. Conforme o Ministério Público, ele monitorava a vítima por meio da clonagem do celular, acessando suas comunicações e localização, além de exercer controle emocional com ameaças de suicídio e restrição de sua liberdade, inclusive impedindo-a temporariamente de sair de casa no dia dos fatos.O réu está preso preventivamente desde setembro de 2024, no Centro de Custódia de Cuiabá.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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