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Organização criminosa é denunciada por lavagem de R$ 4,6 mi do tráfico

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Os promotores de Justiça que compõem a Unidade Desconcentrada do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) em Sinop (a 500km de Cuiabá) denunciaram, nesta sexta-feira (21), 64 pessoas alvos da Operação Follow The Money. Os investigados foram denunciados pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e associação, e lavagem de dinheiro (aproximadamente R$ 4,6 milhões). A operação foi deflagrada em 21 de março deste ano, pela Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, com o objetivo de desarticular esquema de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas praticado por integrantes de uma facção criminosa na cidade. 

Oito pessoas, que exerciam função de comando e liderança, foram denunciadas por promover e integrar organização criminosa. As outros 56 foram denunciadas por integrar a facção. O crime de tráfico e associação foi imputado a seis denunciados e somente de associação a sete deles. O grupo, com exceção de uma pessoa, também foi denunciado por lavagem de dinheiro. E apenas um deles deve responder por posse ilegal de arma de fogo de uso permitido.

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Conforme a denúncia do Gaeco de Sinop, a organização criminosa denominada “Comando Vermelho” se instalou de forma rápida na cidade, com crescimento vertiginoso, ao passo em que atualmente detém o monopólio do comércio de entorpecentes em toda a região. Em 2022, a equipe policial da divisão especializada de roubos e furtos da Polícia Civil no município iniciou investigações sobre o tráfico de drogas em Sinop e nas adjacências. Em julho do mesmo ano, chegaram a apreender 483kg de maconha em uma chácara na zona rural da cidade. 

A partir da localização da droga, a Polícia Civil do município revelou um esquema de lavagem de dinheiro sustentado a partir do tráfico de drogas, com a existência de empresas fantasmas e empresas reais que dissimulavam o capital ilícito dando a aparência de licitude às transações. 

Saiba mais – A Operação Follow the Money foi deflagrada em março deste ano para o cumprimento de 136 ordens judiciais, entre 56 mandados de busca domiciliar, 60 prisões temporárias, 17 ordens de bloqueios bancários, dois sequestros e cautela de veículos e a suspensão das atividades de uma farmácia em Cuiabá. 

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Os mandados foram cumpridos em 11 cidades de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Pará. As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Criminal de Sinop, após representação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) Sinop, baseada nas investigações realizadas pela equipe da unidade com o apoio do Núcleo de Inteligência da regional da Polícia Civil no município.

(Com informações da PJC). 
Foto: Drone Cuiabá.

 

Fonte: Ministério Público MT – MT

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PM acusado de matar esposa em Cuiabá vai a júri popular

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A Justiça de Mato Grosso decidiu levar a julgamento pelo Tribunal do Júri o policial militar Ricker Maximiano de Moraes, acusado de matar a esposa, G.D.S., em maio de 2025, em Cuiabá. Na sentença de pronúncia, o Juízo da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher considerou haver provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria para que o réu seja submetido ao julgamento pelos jurados. A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da 15ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá – Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, sob responsabilidade da promotora de Justiça Claire Vogel Dutra. O MPMT imputou ao acusado a prática do crime de feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar, com causas de aumento de pena e circunstância qualificadora que dificultou a defesa da vítima. De acordo com a denúncia, no dia 25 de maio de 2025, por volta das 16h40, o acusado efetuou disparos de arma de fogo contra a esposa dentro da residência do casal, localizada no Bairro Praeiro, em Cuiabá. A vítima morreu em decorrência dos ferimentos causados pelos tiros. Conforme a acusação, o crime foi cometido na presença dos filhos do casal, então com três e cinco anos de idade.Na decisão, destacou-se que a materialidade do crime está comprovada por laudos periciais, entre eles o exame de necropsia, que apontou que a vítima morreu em decorrência de choque hemorrágico provocado por disparos de arma de fogo que atingiram órgãos vitais. O laudo de confronto balístico também confirmou que os projéteis encontrados foram disparados pela pistola funcional acautelada ao acusado. Durante a instrução processual, testemunhas relataram que o acusado deixou o local após os disparos levando os filhos para a casa dos avós paternos. Em juízo, o próprio réu admitiu ter efetuado os disparos contra a esposa, alegando que passava por forte perturbação emocional e problemas psiquiátricos. A defesa buscou a absolvição sumária sob o argumento de inimputabilidade por doença mental. No entanto, um laudo psiquiátrico concluiu que o acusado apresentava Transtorno Psicótico Não Especificado (CID-10 F29) e possuía capacidade de entendimento parcialmente preservada, sendo enquadrado na condição de semi-imputável. Diante disso, a Justiça afastou o pedido de absolvição sumária, entendendo que a questão deverá ser apreciada pelo Tribunal do Júri.Ao pronunciar o réu, a Justiça manteve todas as circunstâncias descritas na denúncia do Ministério Público, incluindo o feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar, a condição de a vítima ser mãe de crianças, a suposta prática do crime na presença dos descendentes e o emprego de recurso que teria dificultado ou impossibilitado a defesa da vítima. Também foi mantida a prisão preventiva do acusado, que está preso desde a conversão do flagrante em prisão preventiva, ocorrida logo após o crime. Com a pronúncia, o processo seguirá para a fase de preparação do julgamento pelo Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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