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Cuiabá amplia acesso a medicamento para tratamento de hanseníase

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), passou a oferecer do medicamento talidomida no Centro de Especialidades Médicas (CEM) do Centro. A medida foi possível após o credenciamento da unidade junto à Vigilância Sanitária Estadual/SES/MT, garantindo aos pacientes do município com indicação para o uso do medicamento acesso ao tratamento dentro dos protocolos estabelecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A ação é resultado do trabalho conjunto entre a Assistência Farmacêutica e a Atenção Especializada da Secretaria Municipal de Saúde. A dispensação ficará concentrada no CEM Centro, devido às características específicas do medicamento e à necessidade de controle rigoroso durante sua utilização.

A talidomida é utilizada no tratamento de algumas doenças específicas, conforme indicação médica e protocolos do Ministério da Saúde. Entre as condições para as quais o medicamento pode ser empregado estão casos de hanseníase, especialmente em determinadas manifestações da doença, além de outras enfermidades com indicação prevista nos protocolos oficiais.

Por apresentar elevado risco de causar graves malformações no feto, a talidomida possui regras específicas para prescrição, acompanhamento e dispensação. Por isso, o medicamento não será distribuído nas 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) de Cuiabá, permanecendo o atendimento concentrado no CEM Centro, que possui estrutura para cumprir as exigências relacionadas ao controle do produto.

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Para retirar o medicamento, o paciente precisa apresentar a documentação exigida e receita de controle especial em receituário amarelo, conforme as normas estabelecidas para a talidomida.

A dispensação realizada pelo município não representa custo adicional para a Prefeitura, uma vez que o medicamento é disponibilizado por meio da rede pública de saúde.

A iniciativa ocorre em um momento de ampliação da assistência farmacêutica municipal. A Prefeitura de Cuiabá atualizou a Relação Municipal de Medicamentos Essenciais (REMUME) e ampliou para 159 itens a lista de medicamentos que integram a assistência farmacêutica da rede municipal.

A revisão foi realizada pela Comissão de Farmácia e Terapêutica Permanente (CFTP), responsável por analisar propostas de incorporação e desincorporação de medicamentos, considerando as necessidades da rede municipal.

Ao todo, 27 medicamentos foram incluídos na nova REMUME, enquanto 12 itens foram substituídos ou migrados para dispensação na atenção especializada ou secundária.

Entre os medicamentos incorporados estão ciprofloxacino associado à dexametasona em solução oftálmica, cloreto de sódio 0,9%, guaco em xarope, hidralazina 25 mg, ivermectina 6 mg, ácido fólico, ácido ascórbico, colecalciferol, albendazol, bromoprida, ciclobenzaprina, domperidona, doxazosina, loratadina, macrogol, metformina 500 mg de liberação imediata, ibuprofeno, metronidazol, miconazol, ondansetrona, acetilcisteína xarope adulto e tramadol em comprimido.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Prefeitura remove edificações desocupadas em área de nascentes após recomendações do Ministério Público

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A Prefeitura de Cuiabá realizou, na manhã desta quinta-feira (27), uma nova ação de fiscalização e remoção de edificações irregulares no Loteamento Residencial Ilza Terezinha Picoli Pagot e entorno. A atuação ocorre em cumprimento a recomendações e notificações do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), que orientam o poder público a exercer seu papel constitucional e legal na proteção do meio ambiente, do patrimônio público e da segurança da população.

Durante a operação, realizada de forma coordenada pela Secretaria de Ordem Pública, com apoio da Polícia Militar e demais órgãos envolvidos, cerca de oito edificações desocupadas foram demolidas. As estruturas eram de alvenaria, muros e obras ainda em construção. Conforme levantamento realizado pelos órgãos municipais, não havia moradores nos imóveis no momento da intervenção. Nenhuma família foi retirada de residência habitada.

A área possui nascentes e características de área úmida, com presença de minas d’água, além de solo arenoso e suscetível a processos erosivos e alagamentos. O local está inserido em área de preservação permanente (APP), que possui legislação específica e restritiva justamente para garantir a proteção dos recursos hídricos e das nascentes.

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Laudo elaborado pela Defesa Civil Municipal também classificou a região como de alto risco hidrológico. Segundo os estudos técnicos, as condições do terreno podem provocar erosões, alagamentos e comprometer a segurança de edificações instaladas no local. Por se tratar de área ambientalmente protegida e de risco, a ocupação também apresenta restrições para eventual regularização fundiária.

Ao comentar a atuação, o prefeito Abílio Brunini reforçou que o Município não apoia novas ocupações irregulares e que a Prefeitura está cumprindo determinações e orientações dos órgãos de controle e do sistema de Justiça. “Não invadam área pública, privada, área de proteção permanente, área de praça, qualquer equipamento público ou privado. Se invadir, infelizmente, teremos de agir para proteger o direito à propriedade e o bem público”, afirmou.

O prefeito também destacou que a fiscalização não tem como objetivo retirar famílias de imóveis habitados sem o devido atendimento. “Se tivesse alguma família dentro, ela teria o apoio”, afirmou, ao explicar que as estruturas demolidas durante a ação foram previamente verificadas e estavam desocupadas.

A Prefeitura ressalta que o combate às ocupações irregulares ocorre especialmente em áreas públicas, propriedades privadas e locais ambientalmente protegidos, em atendimento às recomendações e notificações do Ministério Público e às determinações judiciais. A legislação estabelece proteção especial para áreas de nascentes e APPs, restringindo intervenções que possam causar degradação ambiental.

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Nos casos em que houver famílias em situação de vulnerabilidade eventualmente afetadas por ações de desocupação, o Município prevê atendimento individualizado por meio do Comitê Intersetorial de Gestão de Desocupações de Áreas Públicas (CIGDAP), com participação das secretarias de Assistência Social e Habitação e encaminhamento à rede de proteção social.

A medida reforça a atuação integrada do poder público para impedir novas ocupações em áreas ambientalmente protegidas e de risco, preservar as nascentes e garantir o cumprimento das normas ambientais, urbanísticas e das orientações dos órgãos de controle.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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