AGRONEGÓCIO

Oferta recorde amplia pressão sobre farelo e sustenta preço do óleo

Publicado em

O complexo soja entra em 2026/27 com expectativa de nova safra recorde no Brasil e um cenário global de oferta elevada, mas com dinâmica cada vez mais desigual entre os derivados do grão. Enquanto o óleo de soja ganha sustentação com a demanda do setor de biocombustíveis, o farelo enfrenta pressão diante do aumento da concorrência internacional e da expansão do esmagamento nos principais países produtores.

No Brasil, a produção de soja deve atingir 182,4 milhões de toneladas na safra 2026/27, consolidando o país como principal fornecedor global do grão. A colheita da safra 2025/26 avança em ritmo regular nas principais regiões produtoras, com maior concentração no Centro-Oeste e no Matopiba, em um cenário de produtividade sustentada por condições climáticas próximas da normalidade na maior parte do ciclo.

O país mantém forte dependência do mercado externo para absorção do excedente. Em anos de safra cheia, mais de 60% da produção brasileira é direcionada à exportação, com embarques que superam 95 milhões de toneladas de soja em grão. O esmagamento interno, por sua vez, vem ganhando participação, impulsionado pela demanda de óleo e farelo pela indústria de alimentos e de biocombustíveis.

Leia Também:  países e entidades que cobram um posicionamento mais severo para preservação ambiental no Brasil

No comércio de derivados, o comportamento é distinto. As exportações de óleo de soja cresceram cerca de 40% no acumulado de 2026 até maio, enquanto o farelo avançou em torno de 5%, refletindo a diferença entre a demanda energética e a pressão de oferta no mercado de proteína vegetal.

No mercado internacional, o óleo de soja foi o principal destaque recente do complexo, sustentado pela expansão dos mandatos de biodiesel em países asiáticos e pelo avanço das políticas de transição energética. O movimento elevou as cotações do derivado, enquanto o farelo perdeu força diante da maior disponibilidade global.

O cenário global para 2026/27 projeta uma produção de soja de 441,34 milhões de toneladas, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), com um mercado praticamente equilibrado entre oferta e consumo. O superávit, que chegou a cerca de 16 milhões de toneladas em ciclos anteriores, deve recuar para menos de 1 milhão de toneladas, indicando um ambiente mais ajustado.

No Brasil, o complexo soja segue como um dos principais motores do agronegócio, com receita anual de exportação combinada de grão, farelo e óleo na casa de R$ 250 bilhões a R$ 300 bilhões, dependendo das cotações internacionais e do câmbio, que opera em torno de R$ 5,00 por dólar.

Leia Também:  Brasil exportou R$ 6 bilhões em frutas em 2023

Apesar da produção recorde, o mercado caminha para um segundo semestre marcado por abundância de oferta e maior competição entre exportadores, especialmente no farelo. Já o óleo tende a permanecer mais firme, sustentado pela demanda estrutural da matriz energética, ainda que sujeito à volatilidade do petróleo e das políticas globais de biocombustíveis.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Goiânia sedia fórum nacional de infraestrutura rodoviária

Published

on

A capital goiana torna-se, a partir desta segunda-feira (22), o epicentro do debate sobre logística e mobilidade no Brasil. O Centro de Convenções de Goiânia recebe, até o dia 25 de junho, o 28º Encontro Nacional de Conservação Rodoviária (Enacor) e a 51ª Reunião Anual de Pavimentação (RAPv), eventos que compõem o principal fórum técnico-científico do setor no País.

Com o apoio do Governo de Goiás, por meio da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), o encontro reúne um público estimado de 2,5 mil pessoas, incluindo engenheiros, pesquisadores, gestores públicos e representantes da iniciativa privada. A programação de abertura ocorre nesta segunda-feira, às 19h30.

Inovação e Tecnologia

O foco desta edição recai sobre a modernização da malha viária brasileira. Entre os temas que dominarão as palestras e mesas-redondas estão o uso de inteligência artificial no monitoramento de pavimentos, técnicas avançadas de aerolevantamento para projetos de infraestrutura e a implementação de sistemas de fiscalização para rodovias inteligentes.

Para a presidente da Goinfra, Eliane Simonini, o evento extrapola a agenda técnica. “O encontro em Goiás reforça o protagonismo do Estado nos debates sobre infraestrutura. É uma oportunidade ímpar para difundirmos tecnologias que não apenas garantem a durabilidade das estradas, mas também elevam o padrão de segurança viária e a eficiência logística nacional”, afirma.

Leia Também:  Agronegócio mineiro exportou 13,2 milhões de toneladas até outubro

Agenda de Conhecimento

Além de servir como espaço de networking, o EnacorRAPv 2026 promove a transferência de conhecimento por meio de minicursos e workshops ministrados por especialistas de renome nacional, como Adriano Souza (Grupo GTO) e Ana Cristina Roman (Saint-Gobain), entre outros nomes da engenharia rodoviária. A estrutura conta ainda com uma área de exposições voltada à apresentação de novas soluções em materiais e equipamentos, aberta ao público mediante inscrição prévia.

O evento é uma realização conjunta da Associação Brasileira dos Departamentos Estaduais de Estradas de Rodagem (ABDER) e da Associação Brasileira de Pavimentação (ABPv), contando com a participação ativa de órgãos federais, como o DNIT.

Serviço:

  • Evento: EnacorRAPv 2026

  • Data: 22 a 25 de junho de 2026

  • Local: Centro de Convenções de Goiânia (Rua 4, nº 1.400, Setor Central)

  • Inscrições e Programação: www.enacorrapv.com.br

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA