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Você sabe o que é mansplaining, manterrupting e gaslighting? Cartilha da Cemulher explica

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A violência contra a mulher é um problema social que se manifesta de diversas formas. A mais conhecida é a violência física, mas também pode ser psicológica, sexual, patrimonial e moral. Todas elas são explicadas de forma simples na cartilha “Viver sem violência: um direito de toda mulher”, elaborada pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher). O material está disponível gratuitamente na página da Cemulher no Portal do TJMT. Confira a cartilha clicando aqui.

Com o objetivo de levar informação às mulheres e a toda população e, assim, prevenir casos e orientar sobre como e onde buscar ajuda, a cartilha disponibiliza também questões pouco abordadas da cultura do machismo que, por vezes, se mostra de forma sutil, mas reforça o estereótipo da mulher como inferior e dependente do homem. Conheça algumas dessas manifestações do machismo:

Mansplaining é uma mistura de dois termos em inglês: “man” (homem) e “splaining” (explicando), que se refere à situação em que um homem começa a explicar algo para uma mulher, mesmo sem necessidade, subestimando sua capacidade de compreensão.

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Isso acontece quando um homem tenta ensinar coisas óbvias para uma mulher, como se ela não conseguisse entender sozinha, ou ainda quando o homem decide explicar para a mulher algum tópico em que ela possui muito mais conhecimento.

Manterrupting mistura “man” (homem) com “interrupting” (interrompendo). Ocorre quando um homem interrompe a fala de uma mulher com frequência, muitas vezes a ponto de ela não concluir o seu raciocínio.

Gaslighting é uma forma de abuso psicológico na qual um manipulador faz com que a vítima comece a questionar sua própria realidade. Ela começa a duvidar da própria memória ou até mesmo da sua sanidade.

Durante palestra realizada no II Encontro das Redes de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, no último dia 11 de dezembro, o juiz Marcelo Gonçalves de Paula, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, destacou que o combate à violência doméstica e familiar precisa atingir a raiz do problema: o comportamento de homens agressores e as estruturas sociais que moldam essa masculinidade. “Precisamos trazer a discussão do que está no interior desse homem, discutir essas estruturas de comportamento, o que marca essa masculinidade e o que, muitas vezes, pode levar à violência”, afirmou.

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Uma das formas de colocar essa discussão em prática, conforme o magistrado, é promover grupos reflexivos, rodas de conversa, mediadas por profissional habilitado, que trabalham diretamente com homens autores de violência para evitar reincidências e promover mudanças reais.

Atualmente, o Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Cemulher, desenvolve grupos reflexivos em mais de 20 comarcas, a exemplo de Barra do Garças, que está há quase quatro anos sem registro de feminicídio.

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Autor: Celly Silva

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Bens sem uso são disponibilizados para doação a entidades e órgãos públicos de Cuiabá

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A Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá publicou edital que disponibiliza para doação a órgãos públicos e entidades sem fins lucrativos bens considerados inservíveis. A iniciativa permite que itens sem uso pelo Judiciário sejam reaproveitados por outras instituições em suas atividades.

Os bens ofertados são classificados como ociosos, obsoletos, antieconômicos ou irrecuperáveis para as finalidades da unidade judicial. A doação será feita no estado em que os materiais se encontram, mediante assinatura de termo específico.

Podem participar órgãos municipais, estaduais e federais, além de entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos reconhecidas como de utilidade pública em Mato Grosso e organizações da sociedade civil de interesse público.

Para solicitar os bens, os interessados devem encaminhar pedido formal para o e-mail [email protected], no prazo de 15 dias a partir da publicação do edital, informando quais itens desejam e apresentando a documentação exigida, como dados da instituição, comprovação de regularidade e identificação do representante legal.

As solicitações serão analisadas conforme critérios de prioridade, começando pelos órgãos públicos municipais, seguidos pelos estaduais e federais. Na sequência, serão consideradas entidades sem fins lucrativos e organizações da sociedade civil. Em caso de empate, terá preferência quem fizer o pedido primeiro.

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Após a habilitação, as instituições selecionadas serão convocadas para retirar os bens, sendo responsáveis pelos custos de transporte. Caso haja desistência, o item será destinado ao próximo interessado na ordem de prioridade.

Os bens que não forem doados poderão ser destinados à reciclagem ou descarte ambientalmente adequado.

O edital completo está disponível no Diário da Justiça Eletrônico (DJe) da última quarta-feira (29 de abril), na página 16.

Autor: Adellisses Magalhães

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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