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Oficina de Estratégias Integradas reúne município, estado e Governo Federal

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Nos dias 27 e 28 de fevereiro, o Auditório do Hotel Fazenda MT, em Cuiabá, recebe um evento de grande relevância para a saúde pública da capital, a “Oficina de Estratégias Integradas para Formalização de Multiplicadores na Organização da Rede de Atenção e Manejo Clínico das Arboviroses”. A iniciativa é promovida pela Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá (SMS) e conta com o apoio do Ministério da Saúde.

O evento capacita profissionais da saúde para aprimorar a resposta às arboviroses, como dengue, zika e chikungunya, que têm impactado significativamente a população mato-grossense. Representantes das esferas municipal, estadual e federal estão presentes para fortalecer a rede de atenção primária e hospitalar.

A assessora técnica do Departamento de Estratégias e Políticas de Saúde Comunitária, do Ministério da Saúde, Raylayne Bessa, enfatizou a importância da colaboração entre os entes federativos no enfrentamento das arboviroses.

“Primeiramente quero agradecer a vocês por aderir a essa iniciativa do Estado, dos municípios e do Ministério da Saúde. Aqui, nós estamos em resposta a um compromisso tripartite de apoiarmos uns aos outros na resposta à emergência de saúde pública decorrente das arboviroses. Esse momento é uma resposta à necessidade de ajuda ao território”.

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A secretária municipal de Saúde de Cuiabá, Lúcia Helena Barboza Sampaio, discursou de maneira emocionada, destacando a importância do suporte recebido. “Quero falar da minha gratidão pelo pronto atendimento do Ministério da Saúde neste momento de dificuldade. É de conhecimento de todos as dificuldades financeiras com o município enfrenta hoje, e esse apoio do Ministério da Saúde é fundamental para que a gente possa se organizar e tratar essa situação da melhor forma possível. Que aprendamos muito e que possamos promover a saída dessa situação difícil, com o mínimo de impacto possível”.

Juliano Mello, representante do governo do Estado e organizador do evento, ressaltou os desafios estruturais da saúde na capital e as iniciativas estaduais para minimizar os impactos da crise. “Acho que a secretária ainda foi boazinha no aspecto do que ela pegou para este ano. Lembrando que estamos falando de oito anos de gestão anterior que colapsou o serviço como um todo. Ela herda, em dois meses, um problema de oito anos. Então, de fato, o desafio é gigantesco. O Estado participou de forma complementar ao serviço, naquilo que foi possível, desde a requisição do Hospital Santa Casa até a ampliação de unidades hospitalares. Nosso compromisso é inquestionável e estamos totalmente à disposição para apoiar o município”.

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#PraCegoVer

A imagem ilustra a mesa diretora de um evento da Saúde, composta por sete pessoas. Todos estão sentados em cadeiras marrons.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Entre datas de inclusão, ensino bilíngue abre caminhos para crianças surdas em Cuiabá

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Celebrados nessa quinta (23) e sexta-feira (24), o Dia Nacional da Educação de Surdos e o Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais (Libras), respectivamente, reforçam a importância de práticas educacionais inclusivas. Em Cuiabá, a rede municipal tem avançado na consolidação da educação bilíngue, modelo que reconhece a Libras como primeira língua (L1) e o português escrito como segunda (L2).

Amparada pela Lei nº 14.191/2021, a proposta considera a surdez como uma diferença linguística e cultural. Na prática, isso significa garantir que o estudante surdo tenha acesso pleno ao conteúdo escolar, respeitando suas especificidades e promovendo equidade no processo de aprendizagem.

A mestre em educação e coordenadora técnica de educação especial, Neuraides Ribeiro Silva, explica que a educação bilíngue de surdos na rede municipal segue diretrizes legais e pedagógicas específicas. Segundo ela, o modelo vem sendo estruturado de forma gradual em Cuiabá.

“A rede municipal de Cuiabá vem estruturando a educação bilíngue para alunos surdos de forma gradual e integrada ao modelo de educação inclusiva, combinando ensino regular com serviços especializados. A organização segue princípios legais nacionais e práticas pedagógicas específicas para esse público”, disse.

Já a professora da rede municipal e estadual, especialista em educação especial, Alessandra Andrade Silva, destaca que a educação bilíngue vai além da tradução de conteúdos e envolve uma estrutura pedagógica pensada para o desenvolvimento integral dos alunos.

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“A educação bilíngue de surdos constitui uma modalidade que garante o direito à formação integral, respeitando a singularidade linguística. A Libras é a primeira língua e base da aprendizagem, enquanto o português escrito é trabalhado como segunda língua”, informou.

Na rede municipal de Cuiabá, o atendimento ocorre de forma integrada. Estudantes da educação infantil até o 2º ano contam com professores bilíngues. Já do 3º ao 5º ano, o acompanhamento é feito por intérpretes de Libras, além de instrutores no contraturno. O currículo é o mesmo para todos, com adaptações linguísticas que asseguram o entendimento dos conteúdos.

Nesse contexto, o trabalho colaborativo entre professores regentes, profissionais bilíngues, intérpretes e famílias é essencial para o sucesso da proposta. A professora bilíngue e intérprete de Libras, Emanuelle Freire Galvão Ponce, explica que o papel do intérprete vai além da tradução, sendo fundamental na mediação do aprendizado em sala de aula.

“O principal papel do intérprete de Libras é a mediação comunicativa. Ele atua na relação entre professor, aluno surdo e colegas, garantindo que o conteúdo seja compreendido. Esse acompanhamento acontece em todas as disciplinas, durante todo o período em sala”, explicou.

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Ela também ressalta que, com a presença do professor bilíngue, é possível ampliar as estratégias pedagógicas e adaptar materiais de forma mais eficaz, favorecendo o aprendizado dos estudantes surdos.

Outro ponto importante é o início precoce desse acompanhamento. Segundo especialistas, quanto mais cedo a criança surda tem acesso à Libras, melhores são seus resultados no processo de alfabetização e desenvolvimento escolar.

“Quando a criança surda tem acesso à língua de sinais desde cedo e é alfabetizada nesse contexto, o desenvolvimento é muito mais positivo. Ela consegue acompanhar a turma e avançar com mais autonomia”, afirma Emanuelle.

O município de Cuiabá, por meio da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), enfrenta o desafio de garantir uma escola inclusiva para professores, estudantes e toda a comunidade escolar.

Diante desse cenário, as datas de 23 e 24 de abril reforçam não apenas a importância da Libras, mas o compromisso com uma educação que valorize a diversidade e promova inclusão de forma efetiva, garantindo que todos os estudantes tenham as mesmas oportunidades de aprender e se desenvolver.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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