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Depois das intempéries e da ferrugem, agora lavouras de soja são ameaçadas por percevejos

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Após enfrentar os desafios das intempéries que devem provocar quebra de até 20% da safra e o aumento da incidência de ferrugem asiática, agora as plantações de soja agora estão lidando com um novo problema: o aumento expressivo da incidência de percevejos.

Este pequeno inseto, não maior que 15 milímetros, tem preocupado os agricultores em todo o país, pois sua presença pode levar a uma redução significativa – até 30% – no potencial produtivo das lavouras.

De acordo com relatórios recentes do Sindiveg (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal), baseados em pesquisas de campo, a incidência de percevejos nas plantações aumentou consideravelmente.

O desafio é generalizado, afetando plantações em todas as regiões do país. Embora esses insetos tenham um ciclo de vida curto, vivendo cerca de 30 dias, seus danos podem ser devastadores para as plantações, principalmente quando o ataque ocorre durante a fase de formação de grãos.

Os produtores estão sendo orientados a redobrar a atenção, mantendo um monitoramento constante e identificando precocemente a presença desses insetos. Isso se torna crucial, uma vez que os danos podem se tornar mais severos caso não sejam detectados a tempo.

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O método de controle mais utilizado nas lavouras é o químico, que envolve o uso de inseticidas e bioinseticidas. O aumento dos percevejos nas lavouras é atribuído às mudanças climáticas, com isso, estratégias de manejo e controle tornam-se essenciais para mitigar os prejuízos e garantir a produtividade da próxima safra.

Fonte: Pensar Agro

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Centro de inovação mira avanço da produção brasileira de azeite de oliva

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O Rio Grande do Sul, responsável por mais de 80% da produção brasileira de azeite de oliva, começou a estruturar um novo movimento para fortalecer tecnicamente a olivicultura nacional. A criação de um Centro de Referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Olivicultura pretende ampliar estudos sobre adaptação climática, produtividade e qualidade dos azeites produzidos no estado, em uma tentativa de reduzir a instabilidade causada pelas variações do clima e consolidar a cadeia produtiva no país.

A iniciativa reúne universidades, governo estadual e produtores rurais em uma parceria articulada pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura. O protocolo foi assinado durante a Abertura Oficial da Colheita da Oliva, realizada em Triunfo, e envolve a participação da Universidade Federal de Santa Maria, Universidade Federal de Pelotas, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, além de secretarias estaduais ligadas à inovação e agricultura.

O projeto surge em um momento de expansão da olivicultura brasileira, mas também de crescente preocupação com os efeitos climáticos sobre a produção. O Rio Grande do Sul concentra praticamente toda a produção comercial de azeite extravirgem do país, porém enfrenta oscilações frequentes de safra provocadas por estiagens, excesso de chuva, geadas e variações térmicas durante períodos críticos do desenvolvimento das oliveiras.

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Nos últimos anos, o estado ganhou reconhecimento internacional pela qualidade dos azeites produzidos localmente. Marcas gaúchas acumulam premiações em concursos internacionais, especialmente pela qualidade sensorial dos azeites extravirgens produzidos em regiões da Campanha, Serra do Sudeste e fronteira oeste gaúcha. Apesar disso, o setor ainda busca estabilidade produtiva para consolidar escala comercial.

A proposta do novo centro é justamente aproximar ciência e produção rural. A estrutura deverá atuar em pesquisas voltadas à adaptação de cultivares ao clima gaúcho, manejo de olivais, controle fitossanitário, qualidade industrial, certificação de origem e desenvolvimento de tecnologias capazes de aumentar produtividade e reduzir perdas.

Segundo lideranças do setor, um dos principais gargalos da olivicultura brasileira ainda está dentro da porteira. A produção nacional de azeite continua pequena frente ao consumo interno, que depende majoritariamente de importações vindas de países como Portugal, Espanha e Argentina. O Brasil consome mais de 100 milhões de litros de azeite por ano, enquanto a produção nacional representa apenas uma fração desse volume.

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Fonte: Pensar Agro

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