Tribunal de Justiça de MT

“Uma Justiça distante não transforma a realidade. Sem diálogo, não há paz social”, afirma Zuquim

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A defesa do reforço da prestação jurisdicional, da ampliação da proximidade com o cidadão e do compromisso de tornar a Justiça cada vez mais presente e acessível marcou a sessão solene de posse de 35 juízas e juízes substitutos do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Durante a solenidade, realizada na manhã de quarta-feira (21) no Plenário 1 – Desembargador Wandyr Clait Duarte, o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira reafirmou os pilares que balizam o Plano de Gestão do biênio 2025/2026.

Durante a cerimônia, o presidente destacou o papel estratégico do Primeiro Grau de jurisdição na consolidação da confiança da sociedade no Poder Judiciário.

José Zuquim Nogueira enfatizou que a função judicial ultrapassa a aplicação técnica da lei. “O que se espera de um juiz ou de uma juíza não é apenas a aplicação técnica da lei. Mas a compreensão de que por trás de cada processo há várias histórias, conflitos e sonhos”, disse, ao destacar que a atuação judicial deve ser orientada pela pacificação social.

“Onde alguns veem números, vocês precisam ver pessoas. Onde alguns veem problemas, vocês precisam enxergar oportunidades, principalmente oportunidades de pacificação. Onde alguns veem distância, vocês precisam construir pontes”, defendeu o presidente.

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Ao destacar o papel do Primeiro Grau como porta de entrada do cidadão à Justiça, o presidente reforçou a importância da escuta, da serenidade e da humanidade no exercício da jurisdição. “Uma justiça distante não transforma a realidade. Uma justiça que não dialoga não alcança a paz social”, pontuou, acrescentando que a sociedade exige, cada vez mais, proximidade, transparência e humanidade do Judiciário.

Dirigindo-se diretamente aos empossados, José Zuquim Nogueira destacou que “a magistratura não é um lugar de privilégios. É um lugar de responsabilidades”. Desejou equilíbrio, empatia e compromisso permanente com o ser humano no exercício da função pelos novos magistrados.

Com a posse dos novos juízes substitutos, o Poder Judiciário de Mato Grosso passa a contar com 353 magistrados e magistradas. Foram empossados 23 homens e 12 mulheres.

Confira os nomes dos juízes que tomaram posse:

  • Marco Antonio Luz de Amorim
  • Bruno Guerra Sant’Anna Deliberato
  • Ana Emília Moreira de Oliveira Gadelha
  • Leandro Bozzola Guitarrara
  • Laís Baptista Trindade
  • Isabela Ramos Frutuoso Delmondes
  • Antonio Dias de Souza Neto
  • Tiago Gonçalves dos Santos
  • Francisco Barbosa Júnior
  • Izabele Balbinotti
  • Nathália de Assis Camargo Franco
  • Thiago Rais de Castro
  • José dos Santos Ramalho Júnior
  • Iôrran Damasceno Oliveira
  • Iron Silva Muniz
  • Ana Flávia Martins François
  • Lais Paranhos Pitas
  • Hugo Fernando Men Lopes
  • Israel Tibes Wense de Almeida Gomes
  • Pedro Henrique de Deus Moreira
  • Felipe Barthón Lopez
  • Taynã Cristine Silva Araujo
  • Victor Valarini
  • Magno Batista da Silva
  • Danilo Marques Ribeiro Alves
  • Victor Hugo Sousa Santos
  • Raphael Alves Oldemburg
  • Lessandro Réus Barbosa
  • Ana Carolina Pelicioni da Silva Volkers
  • Nelson Luiz Pereira Júnior
  • Thaís d’Eça Morais
  • Antonio Bertalia Neto
  • Luana Wendt Ferreira Corrêa da Costa
  • Yago da Silva Sebastião
  • Gabriella Andressa Moreira Dias de Oliveira.
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Acesse as fotos no Flickr do TJMT

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Posse de 35 juízas e juízes substitutos fortalece a Justiça de Mato Grosso

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Círculos de Paz transformam diálogo em ferramenta de acolhimento em escola de Várzea Grande

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Escutar, acolher e fortalecer vínculos. É por meio dessas ações que estudantes da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Joaquim da Cruz Coelho, em Várzea Grande, estão vivenciando uma experiência que vai além da sala de aula. A unidade foi escolhida para receber o projeto Raízes da Paz: Cultivando Diálogo e Fortalecendo Vidas, iniciativa do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) da Comarca de Várzea Grande, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL).

A escola funciona como unidade piloto do projeto, que prevê encontros periódicos com estudantes, professores, servidores e famílias ao longo de 2026. A proposta é criar espaços seguros de escuta e reflexão, contribuindo para o fortalecimento das relações e para a construção de um ambiente escolar mais acolhedor.

De acordo com o juiz da Vara Especializada da Infância e Juventude de Várzea Grande, Tiago Souza Nogueira de Abreu, a iniciativa foi direcionada inicialmente para unidades escolares que enfrentam maiores desafios sociais. “O objetivo do projeto é trabalhar inicialmente com as escolas mais vulneráveis. Vamos aplicar o método que estabelecemos no CEJUSC e, após avaliar os resultados, estudar formas de ampliar, aperfeiçoar e replicar essa experiência. A ideia é humanizar e melhorar o ambiente das escolas que apresentam mais dificuldades, especialmente aquelas onde há relatos de adolescentes envolvidos em atos infracionais”, destacou o magistrado.

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Desde o início do ano, a equipe do projeto realizou reuniões de planejamento, visitas técnicas, ações de sensibilização da comunidade escolar e encontros com pais e responsáveis. Em março, foram iniciados os Círculos de Construção de Paz com os estudantes do Ensino Fundamental II, conduzidos por facilitadores capacitados em Justiça Restaurativa.

Acolhimento que gera transformação

Para a diretora da EMEB Joaquim da Cruz Coelho, Rosalina Marques de Almeida, o projeto tem contribuído para identificar e compreender as dificuldades enfrentadas pelos alunos, muitos deles em situação de vulnerabilidade social. “Fomos agraciados com esse trabalho voltado para nossas crianças. Temos alunos que vivem realidades muito difíceis e os círculos têm sido fundamentais porque permitem identificar suas dores e trabalhar questões sociais, psicológicas, afetivas e emocionais. Esse atendimento está ajudando as crianças, a escola e toda a comunidade”, afirmou.

Segundo a gestora, as atividades têm proporcionado um importante processo de acolhimento e fortalecimento emocional dos estudantes. “Não temos como passar pela vida dessas crianças sem oferecer acolhimento e oportunidades de transformação. É isso que estamos recebendo com esse trabalho desenvolvido na escola”, completou.

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A programação prevê a realização de novos círculos ao longo do ano, sendo concluída com uma solenidade de encerramento, em novembro. A expectativa é que os resultados obtidos na unidade sirvam de base para a expansão da iniciativa para outras escolas da rede municipal.

Autor: Roberta Penha

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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