Tribunal de Justiça de MT
Palestra orienta colaboradoras terceirizadas sobre como romper ciclo da violência doméstica
Publicado em
26 de março de 2026por
Da Redação
“Hoje minha mãe é feliz, é decidida!” O relato emocionado da colaboradora terceirizada Rosângela Gonçalves marcou o bate-papo sobre violência doméstica realizado no Complexo dos Juizados Especiais de Cuiabá, na manhã desta quinta-feira (26). Ao compartilhar a história vivida dentro de casa, ela destacou como o acesso à informação foi essencial para ajudar a mãe a romper um ciclo de violência.
Rosângela contou que cresceu em um ambiente marcado por agressões psicológicas. “Meu pai não deixava a minha mãe trabalhar fora, não deixava ela viver. Minha mãe sofria muito e chegou a não querer saber mais de nada na vida”, relatou. A mudança começou quando ela passou a participar de palestras voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher.
“Comecei a levar minha mãe, conversar com ela em casa. Ela começou a tomar postura, querer mudar. Hoje ela se maquia, faz cabelo, faz curso. É outra vida”, disse, emocionada. Para ela, ações como essa são fundamentais. “Vocês não fazem ideia do tanto que é importante para nós mulheres. Muitas sofrem caladas e não sabem como procurar ajuda”, completou.
O encontro integra a campanha “Eu Digo Basta”, da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar no âmbito do Poder Judiciário de Mato Grosso (Cemulher-MT), e foi promovido pelo Núcleo de Atendimento Espaço Thays Machado, voltado ao acolhimento de mulheres que atuam no Poder Judiciário de Mato Grosso.
Durante palestra, a juíza da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Cuiabá, Tatyana Lopes de Araújo Borges reforçou que o enfrentamento começa pelo conhecimento. Com o tema “Proteção começa com informação”, ela explicou os diferentes tipos de violência — física, psicológica, moral, sexual e patrimonial — e destacou a importância de identificar os sinais o quanto antes.
“A mulher muitas vezes demora para perceber que está dentro de um ciclo de violência. E quando percebe, sente vergonha ou dificuldade de falar. Por isso, é essencial saber que existem canais de apoio e espaços de acolhimento”, afirmou a magistrada.
Segundo a juíza, além de reconhecer a situação, é preciso orientar sobre o que fazer depois da decisão de romper. “Depois que eu digo não, depois que eu rompo com esse ciclo, o que eu faço? Esse é um momento em que a mulher precisa de apoio psicológico, orientação jurídica e segurança”, destacou.
Despois do basta
Esse foi justamente o foco da psicóloga do Núcleo, Luciana Edeliz, que conduziu a palestra com o tema “Eu disse basta, e agora o que eu faço?” A abordagem trouxe caminhos práticos para o pós-rompimento, etapa considerada uma das mais delicadas para as vítimas.
O Núcleo Espaço Thays Machado oferece atendimento psicológico, acompanhamento jurídico e suporte psiquiátrico, além de medidas institucionais de proteção. O serviço é destinado a magistradas, servidoras, terceirizadas, estagiárias e colaboradoras do Judiciário.
Para a juíza Valdeci Morais Siqueira, dirigente do Complexo dos Juizados Especiais, a iniciativa amplia o acesso à informação e fortalece a rede de apoio dentro da instituição. “Muitas mulheres estão em situação de violência e nem percebem. Agora elas sabem que têm onde procurar ajuda”, afirmou.
A importância do acesso à informação também foi destacada pelas participantes. A auxiliar de serviços gerais Érica Alves de Lima ressaltou que conhecer os canais de apoio faz diferença na forma como a mulher reage à violência. “A gente passa a saber onde buscar socorro e como se proteger”, disse.
Autor: Vitória Maria Sena
Fotografo: Alair Ribeiro
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
Tribunal de Justiça de MT
Avanços no papel e entraves na prática mostram que a inclusão ainda carece de efetividade
Published
20 horas agoon
18 de abril de 2026By
Da Redação
Apesar da existência de um arcabouço jurídico avançado, a garantia de direitos às pessoas com deficiência ainda enfrenta entraves concretos para sua execução. A avaliação foi apresentada pela advogada doutora Jennyfer Bathemarque durante a palestra “A Pessoa com Deficiência no Sistema de Justiça: Direitos, desafios e o papel do Judiciário na efetivação da inclusão”, realizada dentro da programação do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, em Cuiabá.
A advogada conhece na pele as dificuldades de uma mãe atípica e da necessidade de recorrer ao sistema de Justiça para garantir que o amor de sua vida, seu filho, quando ainda um bebezinho de seis meses, pudesse ser submetido a uma intervenção cirúrgica cardíaca de alta complexidade.
Ao aprofundar a reflexão, a palestrante adotou um tom crítico ao provocar o público sobre a distância entre o que está previsto na legislação e o que, de fato, é entregue à população: o que determina a “Lei Berenice Piana” quanto à responsabilidade dos municípios na proteção das pessoas com autismo?
Segundo ela, o país não carece de normas, mas de efetividade. “Temos um arcabouço jurídico robusto, mas que ainda falha na execução. O direito existe no papel, mas não chega com a mesma força na vida real de quem precisa”, pontuou.
Na avaliação da advogada, essa desconexão se reflete em violações recorrentes: negativa de terapias por planos de saúde, ausência de profissionais especializados nas escolas, falta de atendimento adequado no SUS, escassez de especialistas, longas filas de espera e entraves no acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). “O que vemos é um sistema que empurra as famílias para decisões difíceis, muitas vezes abrindo mão de estabilidade financeira para tentar garantir o mínimo de dignidade”, alertou.
A crítica se intensifica quando o acesso a direitos passa, quase sempre, pelo Judiciário, evidenciando um cenário que exige reflexão: direitos básicos ainda dependem de ação judicial para serem garantidos, enquanto a morosidade processual compromete tratamentos que não podem esperar.
A advogada cita ainda que se soma a isso a exigência excessiva de laudos, que acaba se tornando mais uma barreira de acesso, além da falta de uniformidade nas decisões, gerando insegurança jurídica. Nesse contexto, também se coloca em debate a própria capacidade do sistema de Justiça de compreender, em sua complexidade, as dimensões clínicas e sociais que envolvem as pessoas com deficiência.
Ela também chamou atenção para o que classificou como distorções estruturais: por que a judicialização deixou de ser exceção e passou a ser regra? Por que decisões ainda se baseiam, muitas vezes, em critérios exclusivamente formais? Onde está o olhar multidisciplinar? E por que, mesmo após decisões favoráveis, ainda há descumprimento, dependência de bloqueios judiciais e um ciclo contínuo de novas ações?
Para Jennyfer, esse cenário evidencia uma inversão preocupante. “O que deveria ser resolvido administrativamente tem sido transferido ao Judiciário. Isso revela não apenas a fragilidade das políticas públicas, mas também a sobrecarga de um sistema que acaba sendo acionado para garantir o básico”.
A advogada também fez questão de elogiar o serviço prestado por meio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), com destaque para a realização do evento TJ Inclusivo, que, segundo ela, evidencia o compromisso institucional com a promoção da acessibilidade e da inclusão.
Para a advogada, iniciativas como essa ampliam o diálogo com a sociedade e, a cada interação, contribuem para uma compreensão mais clara das falhas ainda existentes, auxiliando na promoção de ações mais efetivas, sensíveis e alinhadas às necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade.
TJMT Inclusivo – O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade e dá cumprimento à Resolução 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre o desenvolvimento de diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência nos órgãos do Judiciário, e à Lei federal nº 12.764/2012 – Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.
Autor: Patrícia Neves
Fotografo: Alair Ribeiro
Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
Email: [email protected]
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