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Novos magistrados destacam aprendizados e desafios das primeiras semanas do Cofi 2026

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Os juízes substitutos que participam do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi 2026), promovido pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), avaliaram positivamente as duas primeiras semanas de atividades, marcada por conteúdos voltados à gestão judiciária, práticas forenses, integração com a estrutura administrativa do Poder Judiciário, Administração da Atividade Judiciária, entre outros temas.

Para muitos, o período tem representado um momento de intenso aprendizado e de contato direto com temas que não fazem parte da formação jurídica tradicional.

Ao final da primeira semana de aulas, a juíza substituta Ana Carolina Pelicioni da Silva Volkers destacou que os primeiros dias do curso têm sido uma grande oportunidade de aprendizado, especialmente pela qualificação dos professores e pela abordagem prática sobre sistemas a serem utilizados e gestão de pessoas. Segundo ela, o módulo de gestão de pessoas se mostrou bastante desafiador e, ao mesmo tempo, proveitoso, por tratar de competências essenciais para o trabalho em equipe. “O magistrado não atua sozinho. É fundamental saber delegar, ouvir a equipe e garantir que todos estejam alinhados no mesmo propósito”, afirmou.

Já o juiz substituto Magno Batista da Silva também ressaltou o impacto positivo da formação, lembrando que muitos dos novos magistrados vêm de outras carreiras e estão tendo, agora, uma visão mais ampla do funcionamento do Poder Judiciário mato-grossense. Ele elogiou o investimento do Tribunal de Justiça na capacitação e a qualidade dos docentes, citando as aulas sobre gestão de processos, pessoas e produção como fundamentais para compreender as peculiaridades das comarcas. Segundo ele, as aulas ministradas na primeira semana pelo juiz Jeverson Quintieri foram de grande proveito, dirimindo muitas dúvidas e apresentando situações concretas.

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Durante a aula, a juíza substituta Thaís D’eça Morais enfatizou que o Cofi tem oferecido a diretriz necessária para o início da carreira. “Acredito que tanto o curso quanto os juízes tutores vão dar um norte para que a gente possa melhorar e dar o nosso melhor, que é o que todos querem”, complementou.

Além do conteúdo técnico, os participantes destacaram a relevância da troca de experiências proporcionada pelo curso. O contato com magistrados mais experientes e com especialistas em gestão tem permitido aos novos juízes compreender melhor os desafios práticos da função, ao mesmo tempo em que fortalece a integração entre colegas que irão atuar em diferentes comarcas do Estado.

Outro ponto ressaltado pelos magistrados(as) é a percepção de que a atividade jurisdicional exige, cada vez mais, habilidades gerenciais. Na prática, a formação ofertada pelo Cofi tem mostrado que o papel do juiz vai além da análise jurídica dos processos, envolvendo também a capacidade de administrar equipes, planejar metas e acompanhar resultados.

Segunda semana

O juiz substituto Yago da Silva Sebastião destacou como principal desafio a falta de experiência na gestão pública e apontou a disciplina de Diretoria de Foro e Gestão Judiciária como primordial. Ele ressaltou que a nova turma de juízes e juízas tem recebido todo apoio necessário da administração do TJMT para realizar suas tarefas da melhor forma possível. “O Tribunal tem sido bastante acolhedor, tem sido atento às nossas demandas, sobretudo em relação à necessidade de que esse tipo de matéria seja dada logo no início, porque nós não temos muito tempo.”

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Já o juiz substituto Antônio Bertalia Neto pontuou que, desde que atuava como advogado, já percebia a diferença que havia na entrega da prestação jurisdicional em varas que tinham uma boa gestão. “Para o juiz da atualidade, não basta ser juiz, tem que ser um juiz gestor, devido à demanda muito alta do jurisdicionado. O professor Wanderlei dos Reis fez uma exposição muito interessante do ponto de vista da experiência, porque ele é um professor com muita experiência na área.”

Sobre a aula do dia 5 de fevereiro, o juiz substituto Tiago Gonçalves dos Santos avaliou que, apesar do volume de informações, o contato com os sistemas é essencial para a atuação. “O concurso prepara para o conhecimento jurídico, mas não para a parte administrativa, a gestão de pessoas, de recursos e de ferramentas. Em relação aos sistemas, há um receio inicial pelo volume, mas eles são fundamentais tanto para o cumprimento das metas do Tribunal quanto para atender às demandas da população”, afirmou.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Projeto de Barra do Garças que previne violência doméstica é selecionado para o Prêmio Innovare 2026

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Arte de divulgação da 23ª edição do Prêmio Innovare, premiação que reconhece práticas inovadoras no sistema de Justiça brasileiroO projeto Homens que Cuidam, desenvolvido pela Segunda Vara Criminal da Comarca de Barra do Garças em parceria com a Prefeitura Municipal, foi selecionado para concorrer à 23ª edição do Prêmio Innovare. A iniciativa se destaca por colocar os homens no centro das ações de prevenção à violência doméstica, por meio de atividades educativas que estimulam a reflexão sobre masculinidade, saúde emocional, autocuidado e relações familiares.

Lançado no final de 2025 e executado desde março deste ano, o projeto reúne o Poder Judiciário, a Prefeitura de Barra do Garças, forças de segurança, escolas, lideranças religiosas e outros atores sociais para desenvolver ações educativas voltadas ao público masculino. As atividades incluem palestras, encontros educativos e a integração com o Grupo Reflexivo para Homens (GRH), ampliando as estratégias de prevenção. A proposta é atuar antes que a violência aconteça, levando ações de conscientização a diferentes espaços da comunidade e incentivando mudanças de comportamento desde a infância até a vida adulta.

Idealizador da iniciativa, o juiz Marcelo Sousa Melo Bento de Resende, que atua na Segunda Vara Criminal da Comarca, com competência em Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, explica que o projeto nasceu da constatação de que o machismo produz consequências não apenas para as mulheres, mas também para os próprios homens.

Juiz Marcelo Sousa Melo Bento de Resende apresenta o projeto Homens que Cuidam durante palestra em Barra do Garças.“O machismo não afeta só as mulheres. Homens têm expectativa de vida menor, bebem mais, cometem mais homicídios e são maioria na população carcerária. E, para cuidar da família, esse homem precisa, antes, cuidar de si próprio. Ele precisa perceber o risco que esse comportamento traz para a própria vida”, contextualiza.

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Segundo o magistrado, campanhas tradicionais costumam estimular a mudança de comportamento em benefício da mulher ou da família. Na avaliação dele, esse modelo nem sempre é suficiente para provocar transformações efetivas. Por isso, o projeto busca mostrar aos homens os benefícios pessoais de abandonar padrões machistas, como a melhoria da saúde física e emocional, dos relacionamentos familiares e da qualidade de vida.

As atividades abordam temas como masculinidade, construção social dos papéis de gênero, influência da chamada “machosfera”, radicalização em ambientes digitais, manejo da raiva, reconhecimento e regulação das emoções, saúde do homem, autocuidado, parentalidade e os impactos do consumo abusivo de álcool.

A iniciativa estreou com uma palestra em uma escola da rede municipal de ensino. Em seguida, foi realizada uma reunião de alinhamento com representantes das instituições parceiras para definir as estratégias de atuação conjunta. A partir dessa articulação, o projeto passou a ser implementado em diferentes espaços da comunidade. Uma das ações ocorreu no destacamento do Cindacta, reunindo militares da Aeronáutica em uma palestra sobre masculinidade e prevenção da violência doméstica. Outra foi realizada na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Campus Araguaia, onde cerca de 100 estudantes, entre homens e mulheres, participaram de um debate sobre igualdade de gênero, relações saudáveis e prevenção da violência. O projeto também deu início a um ciclo de três palestras voltadas aos servidores do sexo masculino da Prefeitura de Barra do Garças.

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Outra frente do projeto é a integração com GRHs, conduzidos pela Segunda Vara Criminal. Além dos participantes encaminhados judicialmente, os encontros passaram a admitir a participação voluntária de homens interessados em refletir sobre seus comportamentos e prevenir situações de violência.

“O fato de homens procurarem espontaneamente o Grupo Reflexivo mostra que estamos conseguindo ampliar o alcance da prevenção. Nossa intenção é chegar antes da violência, oferecendo um espaço de reflexão e mudança de comportamento”, avalia o juiz.

Prêmio Innovare – Criado em 2004, o prêmio reconhece e dissemina práticas que contribuem para o aprimoramento do sistema de Justiça brasileiro, independentemente de alterações legislativas. Ao longo de sua trajetória, a premiação já analisou mais de 10 mil práticas desenvolvidas em todos os estados do país, consolidando-se como uma das principais vitrines de iniciativas inovadoras da Justiça brasileira.

Autor: Alcione dos Anjos

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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