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Encantar forma nova geração de laboratoristas e fortalece cultura da inovação no Judiciário de MT

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O Poder Judiciário de Mato Grosso iniciou nesta segunda-feira (24 de novembro) o Curso Encantar – Formação de Laboratoristas. Realizada pelo Laboratório de Inovação (InovaJusMT) em parceria com a Escola dos Servidores, a iniciativa em formato presencial é conduzida pelos instrutores José Faustino Macedo de Souza Ferreira, juiz de Direito do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e membro do Comitê Gestor da Inovação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e João Guilherme de Melo Peixoto, servidor do TJPE, ambos especialistas em inovação no setor público. O referido Comitê foi instituído pela Resolução n⁰ 395 de 2021.
Por meio da união entre teoria e simulação de situações, o objetivo é fortalecer a cultura de inovação prática e colaborativa dentro do PJMT, capacitando magistrados(as) e servidores(as) para que atuem como profissionais preparados para identificar problemas reais e construir soluções rápidas, criativas e voltadas ao cidadão.
Técnicas – Com uma abordagem inspirada em Design Thinking e metodologias de prototipagem, além das técnicas, o Encantar ensina a olhar para o sistema de Justiça com lentes de empatia, colaboração e foco no impacto social. A ementa aborda temas como inovação no setor público; pensamento visual, empatia e cocriação; processos de ideação; experiência do usuário; construção de protótipos de baixa, média e alta complexidade; cultura da prototipação no Poder Judiciário; e pitch e comunicação para apresentar soluções.
“Solucionática” – Para o juiz José Faustino Macedo, a intenção é romper com a percepção de que o Judiciário é um órgão distante e inacessível. Ele explica que a ideia é subsidiar o tribunal com ferramentas metodológicas, capazes de transformar fluxos de trabalho, rotinas e formas de entregar a jurisdição. “A proposta é dar ferramentas aos magistrados e servidores para que promovam uma transformação focada no usuário, simplifiquem fluxos e melhorem a lógica de trabalho. A gente está muito acostumado a viver na problemática; aqui criamos a ‘solucionática’”.
O magistrado destaca ainda a mudança de postura que a formação incentiva. “O Judiciário costuma atuar de forma provocativa. Aqui, a gente inverte isso. Colocamos o cidadão no centro, permitindo que o sistema de Justiça atue ativamente na solução de problemas reais”, aponta.
Inovar para transformar – O servidor do TJPE explica que “o Encantar nasce da inquietação de perceber como a cultura da inovação, da criatividade e do empreendedorismo público pode transformar a forma como prestamos nossos serviços. Trata-se de empoderar pessoas para entender que a transformação do Judiciário começa dentro de cada um”.
Segundo João Guilherme, para isso, é preciso perceber que a inovação não se limita apenas ao uso de tecnologia. “Inovação não é só IA ou automação. É revisão de processos. Se não tiver o cidadão no centro, todas as ferramentas são apenas ferramentas. Queremos formar laboratoristas capazes de transformar qualquer unidade do PJMT”.
A juíza coordenadora do Laboratório de InovaJusMT, Joseane Quinto Antunes, evidencia que o Encantar é uma estratégia consistente de fortalecimento da inovação no Judiciário brasileiro. “O Encantar é reconhecido nacionalmente, já aplicado no CNJ, tribunais superiores, estaduais e eleitorais. Traz técnicas estruturadas para que, ao inovarmos, sigamos caminhos validados por outras instituições. Trazemos métodos que já se mostraram eficazes”, enaltece.
“Fizemos questão de reunir pessoas de diversas áreas da administração, atendimento ao público, comarcas e áreas finalísticas. A inovação nasce da pluralidade. Ao final, teremos protótipos prontos para serem desenvolvidos e que impactam diretamente a experiência do cidadão”, revelou.
O curso “Encantar – Formação de Laboratoristas” se estende até quarta-feira (26 de novembro).

Autor: Talita Ormond

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Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

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Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

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Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

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Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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