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Justiça reconhece avanços da Prefeitura e mantém contas sem bloqueio de R$ 15 milhões

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A atuação da Procuradoria Geral do Município garantiu uma decisão favorável à Prefeitura de Cuiabá e evitou o bloqueio de R$ 15 milhões das contas municipais, medida que seria prejudicial ao planejamento e à execução das políticas públicas da administração. Em decisão proferida nesta terça-feira (4), pelo juiz Emerson Luis Pereira Cajango, da Vara Especializada do Meio Ambiente de Cuiabá, a Justiça reconheceu que o Município apresentou elementos que demonstram os esforços empreendidos na política de proteção e bem-estar animal e que, antes de qualquer medida de constrição de recursos públicos, é necessária a produção de novas provas.

“O Município sempre atuou com responsabilidade e transparência, demonstrando nos autos que vem cumprindo seu dever constitucional de promover a política pública de bem-estar animal, investindo na estruturação dos serviços, na manutenção do atendimento veterinário e na melhoria contínua das unidades. A decisão da Justiça prestigia esses esforços da administração municipal e reafirma que medidas tão severas quanto o bloqueio de recursos públicos exigem provas técnicas consistentes e respeito ao devido processo legal”, afirmou o procurador-geral do Município, Luiz Antônio.

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Ao analisar o pedido do Ministério Público, o magistrado observou que a própria vistoria realizada pelo Juizado Especial Volante Ambiental (Juvam), em abril deste ano, registrou condições adequadas de limpeza, alimentação, manejo dos animais, disponibilidade de medicamentos e acompanhamento veterinário na unidade municipal.

A Procuradoria também apresentou documentos comprovando o funcionamento do Programa Reação Animal 24 Horas, a escala permanente de médicos veterinários, o atendimento prestado por clínicas credenciadas, as condições do abrigo municipal e a execução dos recursos do Fundo Municipal de Bem-Estar Animal (Funbea).

Embora o Ministério Público tenha reiterado o pedido de bloqueio dos recursos, alegando descumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), o juiz entendeu que ainda existem controvérsias sobre os fatos mais recentes e que não há elementos técnicos suficientes para justificar, neste momento, a indisponibilidade dos R$ 15 milhões.

Na decisão, o magistrado destacou que eventual bloqueio de recursos públicos deve observar os princípios da proporcionalidade e da menor onerosidade, ressaltando que o pedido do Ministério Público foi apresentado de forma genérica, sem um plano detalhado sobre a destinação imediata do valor pretendido.

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Por isso, o juiz determinou que a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) encaminhem, em até dez dias, os relatórios, laudos, registros fotográficos e demais documentos produzidos durante as diligências realizadas no fim de julho.

Já o Ministério Público terá prazo de 15 dias para apresentar um plano emergencial detalhando como os R$ 15 milhões seriam aplicados caso o bloqueio venha a ser autorizado futuramente, indicando prioridades, estimativas de custos e mecanismos de fiscalização da utilização dos recursos.

Ao final, o magistrado encaminhou o processo ao Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) Ambiental para tentativa de conciliação entre as partes, buscando uma solução consensual para o cumprimento das obrigações previstas no TAC.

Com isso, o pedido de bloqueio das contas da Prefeitura permanece indeferido neste momento e somente poderá ser reavaliado após a conclusão da instrução probatória e a análise dos novos elementos técnicos determinados pela Justiça.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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UPAs de Cuiabá garantem atendimento rápido a pacientes com suspeita de AVC

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As quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Cuiabá seguem um protocolo rigoroso para garantir que pacientes com suspeita de Acidente Vascular Cerebral (AVC) sejam atendidos com rapidez e encaminhados ao tratamento especializado dentro da chamada janela terapêutica, período de até quatro horas após o início dos sintomas, considerado decisivo para reduzir sequelas e aumentar as chances de recuperação.

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), mantém as UPAs Norte (Morada do Ouro), Sul (Osmar Cabral), Oeste (Verdão) e Leste (Leblon) integradas ao protocolo SOS AVC. As equipes são capacitadas para identificar precocemente os sinais da doença, iniciar os primeiros cuidados e realizar a regulação imediata para o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), unidade de referência para o tratamento do AVC na capital.

A eficiência desse fluxo foi demonstrada nesta quarta-feira (5), na UPA Norte (Morada do Ouro). Um paciente com suspeita de AVC deu entrada na unidade às 13h58 e, às 14h25, já havia sido encaminhado ao HMC. Todo o processo, desde a avaliação médica até a transferência para o hospital de referência, foi concluído em menos de 30 minutos, mantendo o paciente dentro da janela terapêutica indicada para o tratamento.

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Durante a ocorrência, um familiar do paciente chegou à unidade exaltado e adotou comportamento agressivo contra a equipe de saúde. Diante da situação, foi acionado o botão do pânico, e a Polícia Militar compareceu ao local para garantir a segurança dos profissionais, dos pacientes e dos demais usuários da unidade.

O secretário adjunto de Atenção Secundária, Odair Mendonça, destacou que a agilidade no atendimento é resultado da organização da rede municipal e da preparação das equipes.

“O AVC é uma das principais emergências médicas, e cada minuto faz diferença para preservar a vida e reduzir sequelas. Nossas equipes são treinadas para reconhecer rapidamente os sinais da doença, iniciar o protocolo e encaminhar o paciente ao Hospital Municipal de Cuiabá dentro da janela terapêutica. Esse caso demonstra que a rede está preparada para oferecer uma resposta rápida e eficiente. Da mesma forma, é fundamental que os profissionais possam exercer seu trabalho com segurança e respeito. Agressões e desacatos comprometem o atendimento, prejudicam outros pacientes e são passíveis de responsabilização criminal”, afirmou Odair Mendonça.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que atos de violência contra profissionais comprometem o ambiente de atendimento e podem prejudicar a assistência prestada à população. Também esclarece que desacatar servidor público no exercício da função ou em razão dela é crime, conforme previsto no artigo 331 do Código Penal, sem prejuízo da responsabilização por outras condutas, como ameaça, injúria, lesão corporal ou dano ao patrimônio público, quando configuradas.

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A orientação da Secretaria é que, ao identificar sinais como fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para falar, desvio da boca, perda súbita da visão ou alterações no equilíbrio, a população procure imediatamente uma unidade de urgência ou acione o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O atendimento rápido é determinante para aumentar as chances de recuperação e minimizar as sequelas causadas pelo AVC.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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