Tribunal de Justiça de MT

Calculadora Itinerante reforça conscientização ambiental no Mutirão Interligue Já

Publicado em

 Três pessoas observam um totem verde com ilustrações de folhas e engrenagens. À direita, um homem de barba e óculos segura uma câmera profissional. O ambiente é amplo com teto de grade metálica.Além das 546 audiências de conciliação voltadas à ligação de imóveis residenciais e empresariais à rede coletora de esgoto da capital, a 5ª edição do Mutirão Interligue Já traz ainda mais uma iniciativa voltada à conscientização ambiental: a Calculadora Itinerante de Compensação de Gases de Efeito Estufa, coordenada pelo Núcleo de Sustentabilidade do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A ferramenta está disponível durante todo o período do mutirão, até o dia 13 de março, no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania Ambiental (Cejusc Ambiental), permitindo que os participantes conheçam o impacto ambiental de suas atividades cotidianas e aprendam formas de reduzir ou compensar essas emissões.

De acordo com a gestora do Núcleo de Sustentabilidade do TJMT, Jaqueline Schoffen, a iniciativa também dialoga com objetivos globais de desenvolvimento sustentável. “Aqui se trabalha um Objetivo de Desenvolvimento Sustentável muito importante, que é o da água potável. Esse cuidado e a busca por uma melhor entrega à população, com o tratamento adequado do esgoto, passam também por trazer a comunidade para a construção de uma solução conjunta”, explicou.

Leia Também:  Concessionária é condenada por danos morais ao negar água a nova moradora

Mulher de pele clara e cabelos castanhos longos, vestindo blusa branca e colete marrom. Ela fala para um microfone com o logo Segundo ela, o projeto busca despertar na população a compreensão sobre o impacto ambiental das ações diárias. “A Calculadora Itinerante tem como objetivo mostrar ao cidadão o que é o efeito estufa e qual é a contribuição de cada um no dia a dia. Ela calcula atividades como transporte, combustível utilizado, consumo de carne vermelha e a destinação dos resíduos”, detalhou.

Ao final da simulação, a ferramenta apresenta um diagnóstico das emissões individuais e sugere formas de compensação ambiental. “A calculadora indica se a pessoa está emitindo muitos gases e também aponta alternativas para mitigar esse impacto, como o plantio de árvores. Quando falamos em gases de efeito estufa, uma das formas de reduzir esses efeitos é justamente por meio do plantio de árvores, que ajuda a retirar parte desse gás da atmosfera”, acrescentou Jaqueline.

Ainda segundo a gestora, hábitos cotidianos como deslocamento, consumo de energia elétrica, uso de combustíveis e descarte de resíduos contribuem significativamente para a emissão de gases de efeito estufa, o que torna essencial o estímulo a práticas mais sustentáveis.

Leia Também:  Aluno tem nome negativado sem comprovação de vínculo com instituição de ensino

Interligue Já

A 5ª edição do Mutirão Interligue Já foi lançada na tarde desta segunda-feira (9), em Cuiabá. A iniciativa busca incentivar moradores a conectarem seus imóveis à rede pública de esgoto, ampliando a cobertura do saneamento básico e evitando a judicialização de demandas – já que os proprietários de imóveis são obrigados, por lei, a fazer a ligação.

O mutirão faz parte das ações do Termo de Cooperação Técnica nº 12/2024, firmado entre o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, por meio do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) e do Cejusc Ambiental, o Ministério Público de Mato Grosso, a concessionária Águas Cuiabá, o Município de Cuiabá e a Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Cuiabá Regula).

Autor: Patrícia Neves

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Pai Presente: privados de liberdade reconhecem paternidade durante audiência online em Cáceres

Published

on

Dois pais privados de liberdade deram um passo decisivo, nesta terça-feira (4), para fazer parte da vida de suas filhas. Durante audiências de reconhecimento espontâneo de paternidade realizadas pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Cáceres (218km de Cuiabá), ambos garantiram às crianças o direito de terem o nome do pai e dos avós paternos na certidão de nascimento.
As audiências integram a programação do Mutirão Pai Presente, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com os tribunais de Justiça de todo o país, entre os dias 3 e 7 de julho. As audiências foram realizadas por videoconferência com os pais, que estão custodiados na Cadeia Pública de Cáceres. A sessão foi conduzida pela mediadora Débora Ferreira da Silva Lizieri, com a participação do defensor público Antônio Góes de Araújo.
Embora compartilhem a mesma condição de privação de liberdade e de terem conhecido as filhas por meio de uma tela de computador, suas histórias têm caminhos diferentes.
Na primeira audiência, um pai já maduro, que vive em união estável com a mãe da criança desde junho de 2025, mas foi preso cerca de dois meses antes do nascimento da menina, ocorrido em 10 de julho deste ano. Não acompanhou a reta final da gestação, o parto e nem pôde segurá-la nos braços.
Logo após a assinatura do termo de reconhecimento, fez uma pergunta emocionada: “Posso ver minha filha?” Sua mulher então mostrou a bebê para ele, que chorou e fez uma oração, pedindo a Deus que cuidasse da menina e que ela nunca se esquecesse dele.
Além do reconhecimento da paternidade, o casal solicitou a formalização da união estável, existente desde junho de 2025. A medida permitirá que a mãe seja orientada pela Defensoria Pública para requerer autorização judicial para visitar o pai na unidade prisional com a criança, possibilitando o primeiro encontro presencial entre os dois.
Na segunda audiência, um jovem pai também viu pela primeira vez a filha, nascida em 10 de junho de 2026. Diferentemente do primeiro caso, os jovens pais não mantêm um relacionamento. Após o reconhecimento voluntário, a mãe foi orientada a procurar a Defensoria Pública para receber assistência jurídica quanto ao pedido de pensão alimentícia, garantindo à criança todos os direitos decorrentes da filiação.
Em ambos os casos, o reconhecimento foi consensual, dispensando a necessidade de uma ação judicial.
Com a homologação dos acordos, o Poder Judiciário de Mato Grosso encaminhará os termos aos cartórios para inclusão do nome dos pais e dos avós paternos nos registros civis das crianças.
Como os casos chegaram ao Cejusc
As duas situações tiveram origem nos próprios cartórios de registro civil. Durante o atendimento, as mães informaram o nome completo e o endereço dos supostos pais. O cartório enviou os dados para o Poder Judiciário, que viabilizou o reconhecimento da paternidade por meio do Mutirão Pai Presente.
A conciliadora Débora Ferreira da Silva Lizieri explica que esse procedimento é comum. “De 100% dos casos de investigação de paternidade, cerca de 30% terminam em reconhecimento espontâneo. Esses dois exemplos ocorreram porque os pais estavam privados de liberdade e não puderam estar presentes no momento do registro da criança no cartório.”
Tecnologia que garante direitos
O defensor público Antônio Góes de Araújo destacou que a realização das audiências por videoconferência permitiu assegurar um direito fundamental às crianças. “Graças à tecnologia conseguimos realizar as audiências de forma remota. O nome do pai no registro de nascimento é importante para as crianças, para o reconhecimento da sua origem e, em última análise, é uma situação que promove unidade familiar.”
Direito à identidade
O Mutirão Pai Presente busca ampliar o acesso ao reconhecimento voluntário de paternidade em todo o Brasil, garantindo às crianças e aos adolescentes o direito à identidade, à convivência familiar e aos direitos decorrentes da filiação, como alimentos, herança e benefícios previdenciários.
Em Mato Grosso, todas as comarcas participam da mobilização ao longo desta semana, oferecendo atendimento para reconhecimento espontâneo de paternidade, mediação e orientação às famílias.

Autor: Marcia Marafon

Leia Também:  Aluno tem nome negativado sem comprovação de vínculo com instituição de ensino

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA