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Projeto de aquaponia começa a gerar renda em assentamento de Cuiabá

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Cinco meses após a implantação do projeto de aquaponia no Assentamento Gamaliel, em Cuiabá, a iniciativa idealizada pelo deputado estadual Juca do Guaraná (MDB) já começa a apresentar resultados concretos. A comunidade se prepara para realizar a primeira despesca das tilápias criadas no sistema integrado, além de manter a produção contínua de hortaliças cultivadas na estufa.

O projeto, entregue em outubro do ano passado e viabilizado por emenda parlamentar, consiste em uma estufa equipada com sistema de aquaponia, técnica que integra a criação de peixes com o cultivo de hortaliças, garantindo produção sustentável, geração de renda e alimentos saudáveis para aproximadamente 350 famílias do assentamento.

Com investimento de R$ 700 mil, viabilizado por meio de emenda parlamentar apresentada pelo deputado, em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), o sistema conta com seis tanques que receberam 1.200 alevinos de tilápia, além do cultivo de cerca de 2.000 pés de alface. Desde a implantação, a estrutura tem permitido colheitas periódicas das hortaliças e agora avança para uma nova etapa com a primeira retirada dos peixes para comercialização e consumo.

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Para Juca do Guaraná, ver o projeto começar a gerar resultados na prática reforça a importância de investir em iniciativas sustentáveis na agricultura familiar.

“Quando entregamos esse projeto, nosso objetivo era garantir oportunidade e autonomia para as famílias. Hoje, ver a produção acontecendo e a primeira despesca sendo realizada mostra que estamos no caminho certo, levando tecnologia e desenvolvimento para quem vive no campo”, destacou.

Segundo o deputado, a experiência do Assentamento Gamaliel irá servir de referência para outras comunidades rurais do estado.

“Esse é um modelo que pode ser replicado em várias regiões de Mato Grosso. A aquaponia permite produzir peixe e hortaliça no mesmo espaço, com eficiência e sustentabilidade. Nosso compromisso é continuar apoiando projetos que gerem renda e melhorem a qualidade de vida das famílias”, afirmou Juca.

O projeto conta com acompanhamento técnico especializado em piscicultura e horticultura, garantindo o manejo adequado do sistema e fortalecendo a proposta de transformar a iniciativa em referência para outras comunidades rurais do estado.

Fonte: ALMT – MT

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CPI da Saúde aprofunda apuração sobre pagamentos indenizatórios e prevê novas oitivas

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) deu continuidade, nesta quarta-feira (14), à apuração de procedimentos administrativos e pagamentos realizados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). A reunião ouviu o ex-secretário Gilberto Figueiredo, que respondeu aos questionamentos dos parlamentares sobre pagamentos indenizatórios, reconhecimento de dívidas e recomendações dos órgãos de controle. O atual secretário, Juliano Silva Melo, não compareceu à oitiva.

Entre os principais pontos debatidos estiveram os valores pagos por indenização, a continuidade desse tipo de despesa após a fase mais crítica da pandemia de Covid-19 e os procedimentos adotados pela Secretaria diante das orientações da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e da Controladoria-Geral do Estado (CGE).

Após a reunião, o deputado Wilson Santos afirmou que as respostas do ex-secretário reforçaram a necessidade de esclarecer os pagamentos indenizatórios, que, segundo ele, ultrapassaram R$ 1,1 bilhão. O parlamentar também questionou o crescimento dessas despesas no período posterior à fase mais crítica da pandemia e citou pagamentos superiores a R$ 140 milhões ao Hospital Israelita Albert Einstein, sobre os quais considera necessário obter explicações.

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Em entrevista, Gilberto Figueiredo defendeu os procedimentos adotados durante sua gestão. Segundo ele, pagamentos indenizatórios já eram utilizados na administração estadual e, na área da Saúde, podem ocorrer em situações nas quais a aquisição de um medicamento ou serviço é necessária para garantir o atendimento de pacientes. O ex-secretário também afirmou que suas decisões consideravam as necessidades da assistência pública e que não manteve acordos ilícitos com empresas.

Foto: Helder Faria

A oitiva também abordou o cumprimento das recomendações dos órgãos de controle e a responsabilidade pelas decisões administrativas. Figueiredo declarou que, em determinadas situações, considerou necessário ponderar as orientações recebidas diante das necessidades dos pacientes. Já Wilson Santos avaliou que persistem dúvidas sobre os procedimentos e os valores envolvidos, que deverão ser considerados no andamento da investigação.

Comissão prevê novos encaminhamentos – A ausência do atual secretário de Saúde também esteve entre os assuntos tratados após a reunião. Wilson Santos informou que seria encaminhado pedido ao desembargador Marcos Machado para buscar a determinação judicial do comparecimento de Juliano Silva Melo, após sucessivos adiamentos. O deputado afirmou ainda que a CPI pretende ouvir outros agentes públicos, conforme a avaliação dos depoimentos e documentos reunidos.

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A comissão segue com a análise dos procedimentos investigados e a programação de novas oitivas. O prazo de funcionamento foi prorrogado, com previsão de encerramento dos trabalhos em janeiro de 2027.

Participaram da reunião os deputados Chico Guarnieri (PRD), vice-presidente da CPI; Beto Dois a Um (União), relator; e Dilmar Dal Bosco (União), membro titular.

Fonte: ALMT – MT

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