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Vítimas se sentem acolhidas e efetuam denúncias durante peça teatral

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Emocionadas e tocadas com a mensagem repassada pela peça “Inocente Pétalas Roubadas” do projeto Prevenção Começa na Escola, crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual têm pedido socorro ao final de cada apresentação. Em São José do Povo, em uma plateia de aproximadamente 120 alunos com idades entre 10 e 14 anos, cinco meninas não se contiveram e choraram durante toda a peça. O fato chamou a atenção dos integrantes da Rede de Proteção, que imediatamente realizaram o atendimento. 

Segundo o coordenador do projeto Prevenção Começa na Escola, procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado, em cada apresentação da peça são registradas, em média, quatro denúncias. Desde o dia 19 de fevereiro, já foram realizadas apresentações em 20 municípios. “Esta semana passamos por Alto Araguaia, Alto Garças, Pedra Preta, São José do Povo e Guiratinga. Na segunda-feira teremos apresentações em Poxoréu e na terca-feira encerraremos esta etapa em Primavera do Leste”, destacou o procurador de Justiça.

Segundo ele, a peça teatral tem provocado reações entre as crianças e adolescentes. “Na maioria dos relatos, a comunidade escolar não tinha conhecimento do que estava ocorrendo. O projeto tem demonstrado que precisamos fortalecer cada vez mais a rede de proteção”, afirmou.

Em Alto Araguaia, o promotor de Justiça Frederico Cesar Batista Ribeiro destacou o quanto a peça mexeu com as crianças. “Elas se emocionaram em alguns momentos, ‘compraram’ a dor da Rosa e de uma forma lúdica entenderam a mensagem, que é o combate à exploração e ao abuso sexual infantil, uma das nossas missões enquanto promotores da infância. Foi um evento simplesmente fantástico, tanto que até houve casos que logo após o espetáculo já foram denunciados aqui, no próprio auditório”, relatou.

No município de Alto Garças, o promotor de Justiça Elton Oliveira Amaral também comentou sobre o resultado da iniciativa. “Tenho certeza que os frutos dessa peça serão colhidos imediatamente e também em um futuro próximo, quando poderemos retirar, com base nas denúncias, os nossos pequenos que enfrentam essas situações de perigo dentro das suas casas”, afirmou.

A promotora de Justiça substituta em Pedra Preta, Ana Flávia de Assis Ribeiro, enfatizou a forma como temas sensíveis são trabalhados na peça Inocentes Pétalas Roubadas. “A forma de abordagem que os atores trazem para as crianças é leve, mas, ao mesmo tempo traz características do que infelizmente acontece em muitas cidades. Acredito que estamos dando um passo importante no combate ao abuso sexual, exploração infantil e que teremos resultados”.

Em São José do Povo, a promotora de Justiça Patrícia Eleutério Campos Dower também destacou a relevância da iniciativa. “A ideia do Projeto Prevenção Começa na Escola é maravilhosa. São mensagens importantes que atingem o coração das crianças de forma natural, garantindo que elas prestem atenção e que não se esqueçam da mensagem que estamos passando de autocuidado, de cuidado com a escola e também de entender que elas não estão sozinhas e que nós somos por elas”, acrescentou.

No município de Guiratinga, a promotora de Justiça Grasielle Beatriz Galvão também fez uma avaliação positiva do projeto. “Foi maravilhoso, as crianças gostaram e interagiram bastante. Faz muito tempo que eu queria ter essa oportunidade de trazer esse tema para as crianças, mas eu não sabia como, porque tem que ser uma abordagem diferenciada, mais leve e mais lúdica. Essa foi a oportunidade das crianças receberem essa mensagem tão importante, tanto as crianças do município de Tesouro, quanto as crianças do município de Guiratinga. Tenho certeza que foi muito válido e que todos gostaram”.

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Veja o que outros integrantes da Rede de Proteção disseram sobre o Prevenção Começa na Escola 

Professora Kátia Simone – Alto Araguaia 

“Eu já estou há 25 anos na educação aqui de Alto Araguaia e não me lembro de ter visto um evento assim tão entusiasmante e que chamou tanto a atenção, não só das crianças como de todos os professores. A didática foi maravilhosa, foi um conteúdo que soube explorar a inocência das nossas crianças. Tenho certeza que elas entenderam a mensagem e vão passar para outras pessoas em casa e aos coleguinhas que não estiveram aqui”.

Capitão PM Murilo – Alto Araguaia 

“É uma ação fundamental para que nós possamos cultivar essa aproximação das instituições com a população. As crianças precisam ser influenciadas e o papel do MP, nesse caso, é fundamental. Essas crianças precisam entender que podem confiar nas instituições e nós estamos aqui para isso, para garantir a segurança e a integridade delas”.

Professor e diretor Adão Pereira de Oliveira – Ponte Branca 

“Foi lúdico e muito esclarecedor. Acredito que várias pessoas que acompanharam a apresentação não possuíam esse conhecimento, que foi repassado de forma clara. Muitas crianças se emocionaram, demonstrando que realmente entenderam a peça”.

Eva Carvalho, professora e secretária municipal de Educação em Alto Araguaia

“Da forma como o assunto foi trabalhado, com uma linguagem mais próxima das crianças, elas aprendem mais. É um tema muito importante e todos temos responsabilidades em combatê-lo. O enfrentamento ao abuso sexual contra crianças tem que ser uma preocupação de toda a sociedade”.

Milena Gonçalves, coordenadora pedagógica do município de Araguainha 

“Foi uma peça maravilhosa. As crianças se sentiram acolhidas pela forma em que a mensagem foi trabalhada e esse aconchego da peça faz com que elas tenham condições de expor tudo o que guardam dentro de si mesmas. Nós precisamos ter um olhar bem atento para as nossas escolas, nossos alunos e trabalhar mais esse tema”.

Sandra Mosquin, conselheira tutelar em Alto Garças 

“Gostamos muito da peça, achamos que foi um trabalho excelente com as crianças. O tema foi tratado de forma lúdica e as crianças conseguiram entender a mensagem e ficaram encantadas”.

Vania Abreu, secretária municipal de Educação de Alto Garças 

“O teatro condiz com a nossa realidade, foi uma peça muito real, impactou bastante algumas crianças. Eu agradeço o Ministério Público por essa iniciativa, precisamos dessa parceria. As crianças entenderam a mensagem e várias choraram pedindo socorro. Esse foi o pontapé inicial e tenho certeza que colheremos bons frutos com essa peça”.

2ª Sargento Jussan, da Polícia Militar de Alto Garças 

“Foi um momento prazeroso e valeu muito a pena. Nós vimos que foi repassada uma informação muito importante para as crianças em uma linguagem que, com certeza, elas entenderam. O projeto também possibilitou o fortalecimento da rede de proteção aqui em Alto Garças”.

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Marcela Sperandio, psicóloga do CRAS em Alto Garças 

“Foi uma manhã muito rica para nós. Nós, enquanto equipe técnica do CRAS, aprendemos que devemos encontrar uma linguagem que venha ao encontro das idades das crianças. Através do teatro, o tema foi abordado de forma lúdica, leve e muito clara. Tenho certeza que a peça deixou frutos”.

Angelita Amorim, vice-prefeita de Alto Garças 

“É muito importante essa parceria com o Ministério Público. O poder público precisa reunir forças para enfrentar esse problema tão sério. Aqui, hoje, a peça apresentada para as nossas crianças foi de grande valia, um momento único, um momento especial. Precisamos cuidar das nossas crianças, nossa cidade é pequena, mas já tivemos alguns casos que repercutiram em nosso município. Essas crianças precisam ser abraçadas, precisam ser protegidas e nós gestores estamos aqui para isso”.

Tatiana Antunes, secretária municipal de Assistência Social em Pedra Preta 

“A peça usou uma linguagem lúdica e muito acessível para as nossas crianças. Eu tenho certeza que a mensagem ficou e vai ser muito válida para a nossa comunidade”.

Vilmar Gregório Garcia, secretário municipal de Educação em Pedra Preta

“É uma ação muito positiva, trabalhar através do lúdico, levar a mensagem preventiva para que nossos alunos possam ser parceiros dos pais e dos professores para contar e falar das suas ansiedades. Essa é uma ação relevante que traz benefícios para a população do Estado de Mato Grosso”.

Pastor Isaias Dias – São José do Povo

“Penso que ações como esta deveriam acontecer mais vezes em todo o estado, em cada cidade. Isso aqui foi uma alerta para todas as famílias, para todas as pessoas que estão cuidando de crianças. O teatro foi maravilhoso e vai mudar muita coisa aqui na nossa cidade”.

Maria das Graças, juíza de Direito da Infância e Juventude na comarca de Rondonópolis 

“Essa é a segunda ou a terceira vez que eu acompanho as apresentações do Projeto Prevenção Começa na Escola. Eu gostei demais, acho que isso é muito necessário. As nossas crianças, adolescentes e professores precisam saber onde e para quem recorrer  quando tem conhecimento de uma situação como essa. Todos os temas que foram trabalhados aqui dizem respeito à educação”.

Maria Aparecida de Jesus, Primeira-dama de São José do Povo e secretária de Assistência Social 

“O Ministério Público está de parabéns! As crianças gostaram, aplaudiram, vibraram e, principalmente, entenderam a mensagem que foi repassada. Obrigada de coração”.

Subtenente Cabral – PM de São José do Povo 

“Essa apresentação veio agregar, foi um momento ímpar e inédito para as crianças. São José do Povo é uma cidade pequena e as crianças não têm muitas opções de lazer e cultura”.

Fátima Martine, vice-prefeita e secretária municipal de Educação em Guiratinga 

“Tudo isso que está acontecendo dentro de nosso estado é da maior importância para que a gente realmente fortaleça a rede de proteção às crianças. O teatro é uma maneira fácil, lúdica para que as crianças realmente entendam o intuito de se protegerem.”

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Procurador do MPMT apresenta Siscalc em evento do CNMP

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O procurador de Justiça do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Gerson Barbosa, apresentou o Siscalc Ambiental durante a sexta edição do programa Diálogos Ambientais, promovido pela Comissão de Meio Ambiente do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). A ferramenta foi destacada como uma inovação voltada a dar mais eficiência, segurança jurídica e celeridade à atuação do Ministério Público na responsabilização por danos ambientais.O Siscalc Ambiental é um sistema desenvolvido para realizar a valoração de danos ambientais de forma automatizada, padronizada e célere. Criado em 2025 e ainda em fase de desenvolvimento, o sistema atua inicialmente nos casos de desmatamento ilegal e exploração de madeira, com o objetivo de oferecer maior segurança jurídica e eficiência às promotorias de Justiça.Durante a apresentação, o procurador explicou que a ferramenta surgiu a partir da necessidade de superar entraves históricos na quantificação dos danos ambientais. “O sistema de cálculo de danos ambientais do Siscalc visa dar maior celeridade e autonomia às promotorias. Sentíamos uma insegurança jurídica devido a métodos não padronizados e a morosidade, pois o órgão de execução dependia dos técnicos do CAEX ambiental”, afirmou.Uma das principais inovações do Siscalc Ambiental é a possibilidade de o próprio membro do Ministério Público realizar os cálculos de forma imediata. Antes da implementação da ferramenta, o tempo médio para a valoração de um dano ambiental era de 136 dias, podendo chegar a oito meses. Com o novo sistema, esse prazo é reduzido para cerca de 15 minutos. “Os cálculos são automatizados em aproximadamente 15 minutos, baseados em parâmetros validados e jurisprudência”, destacou Gerson.O sistema utiliza critérios técnicos para estimar o valor do dano, considerando aspectos como o tipo de vegetação nativa afetada, o grau de impacto ambiental e a capacidade de regeneração da área degradada. Além disso, inclui custos de reposição e a aplicação de índices de correção monetária, como o IPCA, desde a data do dano até sua efetiva reparação.A escolha pelo foco inicial no desmatamento, de acordo com o procurador, está relacionada à urgência das mudanças climáticas e à importância dos biomas presentes em Mato Grosso, como Amazônia, Pantanal e Cerrado. Dados apresentados durante a exposição mostram que o ritmo de desmatamento ainda é elevado, o que reforça a necessidade de instrumentos mais ágeis e eficazes de controle e responsabilização.Durante a apresentação, foi demonstrado um caso concreto no município de Aripuanã, em que o sistema estimou, em poucos minutos, um dano ambiental superior a R$ 23 milhões, a partir de uma média de desmatamento entre 20 e 30 hectares por dia. O exemplo evidenciou o potencial da ferramenta para transformar a atuação institucional.Gerson Barbosa também adiantou que o Siscalc Ambiental seguirá em expansão, com a inclusão de novos parâmetros para ampliar sua aplicação. “O próximo passo será criar parâmetros para o cálculo de danos morais coletivos, impactos em recursos hídricos e também danos causados por empreendimentos hidrelétricos e outros”, explicou.Ao final da apresentação, o conselheiro Thiago Roberto Moraes Dias destacou a relevância da iniciativa. “Obrigado, Dr. Gerson, parabenizo pelo trabalho que encurta bastante o tempo na apuração dos danos ambientais, que talvez fosse o maior desafio nessa temática”, afirmou.Participaram da apresentação o engenheiro florestal José Guilherme Roquette, os assessores de Tecnologia da Informação do Departamento de Tecnologia da Informação (DTI) Rodrigo Fonseca de Moraes e Fabrício Santos da Silva, que trabalharam no desenvolvimento do sistema.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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