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Promotor de Justiça fala em entrevista sobre atuação na área da Saúde

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O promotor de Justiça Milton Mattos da Silveira Neto, titular da 7ª Promotoria de Justiça Cível da Capital – Defesa da Cidadania (Saúde), foi o entrevistado do programa Música é Lei, da rádio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dia 15 de março (sexta-feira). Ele falou sobre a atuação do Ministério Público Estadual na área da Saúde. “É uma satisfação enorme poder participar e falar um pouco sobre como é ser promotor de Justiça e o trabalho que estamos desenvolvendo na Saúde, agradeço o convite”, iniciou.

Milton Mattos reforçou que o Ministério Público tem a missão constitucional de fiscalizar a ordem jurídica e tutelar os direitos difusos, coletivos e individuais indisponíveis, o que inclui a Saúde. “É um dever do Estado prestar serviço na área da Saúde conforme a Constituição Federal”, afirmou, aproveitando para elogiar o Sistema Único de Saúde (SUS) por ser “público e universal”, cobrindo desde a atenção primária até cirurgias mais complexas. 

O entrevistado explicou que, embora seja responsável por uma promotoria de Cuiabá, como a maior parte dos serviços de alta complexidade está na capital, a unidade ministerial acaba tendo atuação e abrangência estadual. “Atuo na promotoria de maneira coletiva, macro, e não individual. Nosso foco hoje, conforme o Planejamento Estratégico do MPMT, é a atenção básica. Visitamos e fiscalizamos as unidades básicas de saúde para verificar se faltam medicamentos, se a equipe de profissionais está completa, se a estrutura está adequada”, revelou. 

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Conforme o promotor de Justiça, além disso, a 7ª Promotoria de Justiça Cível fiscaliza as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais, verificando o tempo de espera e acompanhando a regulação no setor. “Nosso trabalho é visitar in loco as unidades e, caso constatarmos o não funcionamento de algum tipo de serviço, buscar a solução autocompositiva e consensual, na base do diálogo com o gestor público, o que é uma tendência do Ministério Público brasileiro por ser mais rápido e dar mais resultado”, discorreu. 

Ouça aqui a entrevista completa.

Foto: ALMT.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT realiza visita técnica à Patrulha Maria da Penha

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O Núcleo das Promotorias de Violência Doméstica e Familiar- Espaço Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), realizou visita técnica à Patrulha Maria da Penha na tarde da última sexta-feira (24.04), em Cuiabá. A unidade é vinculada ao 1º Comando Regional da Polícia Militar.A promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, acompanhada de equipe técnica, foi recebida pelo tenente-coronel Douglas Catanante, comandante-adjunto do 1º Batalhão da Polícia Militar, além de policiais que atuam diretamente nas ações preventivas e repressivas. O trabalho da Patrulha inclui visitas periódicas a mulheres em situação de violência que possuem medidas protetivas concedidas pela Justiça.Durante a reunião, a sargento Márcia Gonçalina de Morais Almeida apresentou dados de produtividade e destacou que a Patrulha conta atualmente com 14 policiais militares, responsáveis pelo atendimento nos municípios de Cuiabá, Chapada dos Guimarães, Santo Antônio do Leverger e Barão de Melgaço.Segundo a sargento, atualmente são acompanhadas 1.282 mulheres. “Temos recebido um volume crescente de processos. Há uma demanda elevada, possivelmente em razão do aumento das denúncias e da maior disseminação de informações sobre a violência doméstica. As regiões com maior incidência incluem os bairros Osmar Cabral, Pedra 90, Dom Aquino e a Baixada Cuiabana”, afirmou.Ela explicou que o acompanhamento é realizado com base em classificação individual de risco: leve, moderado ou elevado. “Nos casos de maior risco, as visitas são mais frequentes. Essa avaliação é feita na primeira visita, quando o policial acolhe o relato da vítima e verifica, in loco, a situação”, detalhou.A promotora Claire Vogel Dutra manifestou preocupação com o aumento do descumprimento de medidas protetivas. “O descumprimento tem sido expressivo e tem levado à adoção de medidas mais rigorosas. O monitoramento eletrônico passou a ser aplicado com mais frequência como forma de impedir a aproximação do agressor, assim como houve aumento nas prisões”, pontuou.Claire também ressaltou a dificuldade na definição de competência para atendimento quando há notícia de descumprimento de medidas protetivas. “Ainda há dúvidas operacionais: a quem acionar nessas situações? Nem sempre se trata de flagrante para o 190, e há casos em que não se enquadra diretamente na atuação da Patrulha. Nesses casos, temos orientado o encaminhamento à Delegacia Especializada de Defesa da Mulher”, explicou.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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