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Organização criminosa é denunciada por Golpe da Falsa Portabilidade

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O Mercado Pago teve um prejuízo de aproximadamente R$ 23,5 milhões resultantes de fraudes cometidas por uma organização criminosa integrada por 51 pessoas, a maioria moradores de Cuiabá, que aplicavam o “Golpe da Falsa Portabilidade”. O grupo foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por intermédio do promotor de Justiça que compõe o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). 

Consta na denúncia que integrantes da organização criminosa criavam uma conta bancária na plataforma do Mercado Pago, utilizando-se indevidamente de dados pessoais dos reais beneficiários dos valores (trabalhadores) e de documentos falsificados (com foto de terceiros, que realizavam a validação da conta por selfie). Posteriormente, solicitavam a portabilidade de salário e, uma vez creditado, realizavam a distribuição dos valores, por meio de diversas operações financeiras.

Segundo o MPMT, os crimes foram cometidos entre os meses de dezembro de 2018 e setembro de 2023. Além de Mato Grosso, a organização contava com integrantes nos estados de Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo. De acordo com a participação de cada um no esquema, os denunciados devem responder por constituição de organização criminosa, falsificação de documentos públicos, uso de documento falso, estelionato mediante fraude eletrônica e lavagem de capitais.

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Foram denunciados:
– ADRIANO JUNIOR MORAIS DA SILVA,
– ADEMIR GERONIMO DA ROCHA, 
– ALCIM GOMES EVANGELISTA FILHO, 
– ALEX VITOR DA SILVA, 
– ALEXANDRE RODRIGUES DE PAULA, 
– ANDRESSA ALLEN MORAIS DA SILVA,
– ANNDRELLA PEREIRA DA SILVA, 
– BRUNA SOUZA DE JESUS, 
– CLEITON SANTOS FERREIRA, 
– CLEVERSON RIBEIRO OLIVEIRA, 
– CLEY RUBENS RODRIGUES DA CRUZ, 
– COSME NETO SANTANA, 
– DAMIÃO NETO SANTANA, 
– DANIEL ALVES PEREIRA, 
– DAVID MATHEUS RIBEIRO DOS SANTOS, 
– DOUGLAS LEONARDO MACIEL, 
– DOUGLAS MENEGOTTO LIMA, 
– EIDIANE ALMEIDA SOUZA DUARTE, 
– EMERSON CARLOS DA SILVA PINTO, 
– EMELLY LUANA DA SILVA, 
– HEITOR ROCHA MACHADO, 
– HUGO GUILHERME NEDEL, 
– HYALLEN ROCHA MACHADO, 
– IRES RIANE RODRIGUES DO CARMO, 
– ISABELA CRISTINA CASSIANO, 
– JOSE VICTOR DE LANA SINIKEVICZ,
– JOSÉ DEODATO CORREIA JUNIOR, 
– JUSCILAINE DA SILVA MALHEIROS, 
– JÚLIA DE ALMEIDA MARINHO, 
– LAURICIO BARBOSA DA SILVA,
– LEANDRO ROMARIO RAMOS DE MOURA, 
– LETICIA CRISTINA SOUZA CORREA, 
– MARIA EDUARDA SANTOS SILVA, 
– MARLY DA SILVA RODRIGUES, 
– MICHELLE FERNANDA ALMEIDA DOS SANTOS,
– MILLAINY MENDES DE LIMA, 
– MILLENY MENDES DE LIMA, 
– RAFAEL JUNIOR NAZARIO DE SIQUEIRA, 
– RAIZA PEREIRA DOS SANTOS, 
– RAQUEL IASMIM MAURICIO DE SOUZA, 
– REINIS REGIS DE SOUZA PASSOS MENDES,
– RENAN CARLOS VITALINO,
– RENAN DA SILVA BOMDESPACHO,
– RENATO EDUARDO LUDWIG ESTEVO, 
– RODRIGO BEZERRA PEGORARO, 
– SUELEN ADAMES DE OLIVEIRA,
– THAYNARA SANTIAGO DA SILVA, 
– THAYS OLIVEIRA DA SILVA SOARES, 
– VINICIUS NASCIMENTO DOS SANTOS PEREIRA, 
– WENDER ROSSANI BEZERRA 
– WILLIAN CESAR FIGUEIREDO CAVALHEIRO

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT e Prefeitura alinham ações para desocupação de áreas verdes

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O avanço de ocupações irregulares em áreas públicas situadas nos loteamentos Senador Jonas Pinheiro e Residencial Ilza Therezinha Picoli Pagot foi tema de uma reunião realizada nesta sexta-feira (28) entre o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a Prefeitura de Cuiabá. O encontro foi conduzido pela promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, titular da 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística da Capital, e contou com a participação do Prefeito Abilio Brunini, da Secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, e de técnicos da administração municipal. Na ocasião, foram discutidas as medidas adotadas para conter novas invasões e garantir a proteção das áreas.Recentemente, o MPMT notificou o Município de Cuiabá para que, no exercício do poder de polícia administrativa, adotasse providências destinadas à desocupação de duas áreas verdes ocupadas irregularmente. Parte da região afetada está inserida em Área de Preservação Permanente (APP), com a presença de nascente difusa. A atuação ministerial considera o crescimento das ocupações em uma área classificada pela Defesa Civil como de alto risco, exigindo medidas preventivas para impedir novas construções e assegurar a preservação ambiental.Segundo a promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, a atuação conjunta busca assegurar o cumprimento da legislação urbanística e ambiental. A região já havia sido alvo de ações fiscalizatórias anteriormente. Em abril de 2025, foram realizadas demolições de imóveis em construção e sem ocupação. Já na quinta-feira (27), uma nova operação resultou na demolição de 19 edificações desabitadas erguidas irregularmente na área invadida.De acordo com a secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, o trabalho da Prefeitura tem sido realizado em consonância com as orientações do Ministério Público. “A ação teve como foco construções sem ocupação identificadas durante o monitoramento da área. Além de famílias em situação de vulnerabilidade, foram encontradas edificações de grande porte e padrão construtivo elevado, evidenciando que parte das ocupações não está relacionada exclusivamente à necessidade de moradia. O Município seguirá adotando medidas para impedir novas invasões e garantir o cumprimento da legislação”, afirmou.A promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa reforçou que o Ministério Público continuará acompanhando o caso e adotando as medidas extrajudiciais e judiciais necessárias para promover a desocupação das áreas irregularmente ocupadas, assegurar a preservação das áreas verdes e proteger os recursos ambientais existentes na região.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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