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MPMT realiza mudanças estratégicas em órgãos da administração

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) promoveu alterações na estrutura administrativa com mudanças na coordenação do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional e na coordenação-geral dos Centros de Apoio Operacional (CAOs), bem como na composição do Núcleo de Apoio para Recursos aos Tribunais Superiores (Nare). As portarias assinadas pelo procurador-geral de Justiça Rodrigo Fonseca Costa determinaram que as mudanças passassem a valer em 23 de fevereiro de 2026.
O procurador de Justiça Antonio Sergio Cordeiro Piedade deixou o comando da escola institucional e passou a integrar o Nare, conforme Portaria nº 104/2026-PGJ. O núcleo é responsável por prestar suporte técnico e jurídico aos procuradores de Justiça na interposição de recursos aos Tribunais Superiores, sobretudo em decisões divergentes do entendimento institucional. Desde 2025, o Nare é coordenado pelo procurador de Justiça Wagner Cezar Fachone, contando ainda com a atuação do promotor de Justiça Arnaldo Justino da Silva e do procurador de Justiça Amarildo Cesar Fachone.
O novo integrante destaca o aprimoramento do núcleo como prioridade. “O que se busca é o fortalecimento do Nare, que vem fazendo um trabalho técnico de excelência perante os tribunais superiores, especialmente nas ações de articulação institucional, entrega de memoriais, sustentações orais e participação ativa no Linha Unificada do Ministério Público Estratégico (Lume). O Lume é um órgão de coordenação estratégica criado pelo Conselho Nacional de Procuradores-Gerais de Justiça (CNPG), com a finalidade de garantir a atuação conjunta e estratégica do Ministério Público brasileiro perante os tribunais superiores. Chego ao núcleo para somar esforços com os valorosos colegas que já compõem o Nare”, apontou.
Assumiu a coordenação do Ceaf o promotor de Justiça Caio Márcio Loureiro. A mudança ocorreu por meio da Portaria nº 105/2026-PGJ. O novo coordenador da escola institucional ressalta o compromisso de fortalecer a formação institucional. “Assumir o Ceaf é dar continuidade a um trabalho central para o aprimoramento institucional. Vamos ampliar a oferta de formação, fortalecer parcerias e promover ações educativas que qualifiquem ainda mais a atuação do Ministério Público em todo o estado”, defendeu.
Já os Centros de Apoio Operacional (CAOs) passam a ser coordenados pelo promotor de Justiça José Mariano de Almeida Neto, designado pela Portaria nº 106/2026-PGJ. Para o novo coordenador-geral, o fortalecimento do suporte técnico às Promotorias é essencial para o desempenho institucional. “Os Centros de Apoio Operacional exercem papel fundamental na integração, orientação e suporte à atividade-fim do Ministério Público. Assumo essa missão com o compromisso de fortalecer o diálogo com as Promotorias, aprimorar fluxos de trabalho e incentivar práticas que potencializem os resultados institucionais em todas as áreas de atuação”, revelou.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Liminar do TJMT mantém investigação de estupro de vulnerável

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) obteve decisão liminar favorável no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que suspendeu o arquivamento de um inquérito policial que apura um crime de estupro de vulnerável na Comarca de Tapurah.A medida foi concedida pela desembargadora Gabriela Knaul Albuquerque, relatora do Mandado de Segurança Criminal impetrado pelo MPMT contra decisão da então Vara Única da comarca, que havia determinado de ofício o encerramento da investigação.O mandado de segurança foi ajuizado pela 1ª Promotoria de Justiça de Tapurah, por meio do promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, após o Juízo de primeiro grau indeferir um pedido de prorrogação de prazo para a realização de diligências complementares e, na sequência, determinar o arquivamento do inquérito policial sem manifestação ministerial pelo encerramento do caso.Na impetração, o MPMT argumentou que o arquivamento determinado de ofício representou interferência em atribuição constitucional do Ministério Público, titular exclusivo da ação penal pública. Conforme destacou o promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, a investigação possuía diligência essencial e viável ainda pendente de realização.Ao analisar o pedido liminar, a desembargadora relatora reconheceu, em juízo preliminar, a relevância das alegações apresentadas pelo Ministério Público. Na decisão, destacou que o sistema processual penal brasileiro é regido pelo modelo acusatório, no qual cabe ao Ministério Público formar sua convicção acerca da possibilidade de denúncia, da necessidade de novas diligências ou do arquivamento da investigação.A relatora ressaltou ainda que o requerimento ministerial não consistia em simples pedido genérico de prorrogação, uma vez que foram especificadas diligências concretas e sua finalidade para a conclusão da investigação.Com a concessão da liminar, ficam suspensos os efeitos da decisão que determinou o arquivamento do inquérito policial, preservando-se a possibilidade de realização das diligências consideradas necessárias pelo Ministério Público até o julgamento definitivo do mandado de segurança pela Turma de Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça.O MPMT ressalta que, em razão do segredo de justiça que protege a identidade das vítimas, não serão divulgadas informações adicionais sobre o caso concreto ou quaisquer dados que possam, direta ou indiretamente, identificá-las.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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