Ministério Público MT

MPMT denuncia irregularidades e acompanha vistoria em penitenciária

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Após denunciar irregularidades na Penitenciária Major PM Zuzi Alves da Silva, em Água Boa (a 730km de Cuiabá), o Ministério Público do Estado de Mato Grosso acompanhou a inspeção do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo de Mato Grosso (GMF/MT) na unidade prisional, na terça-feira (17). O objetivo da vistoria foi verificar as condições estruturais e as instalações, conversar com os reeducandos e conhecer os projetos de reinserção social desenvolvidos para garantir o cumprimento digno da pena. 

Participaram da inspeção o supervisor do GMF, desembargador Orlando de Almeida Perri, o coordenador do GMF, juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto, o secretário-adjunto de Administração Penitenciária, Jean Carlos Gonçalves, o presidente da Fundação Nova Chance, Winkler Freitas Teles, e o promotor de Justiça Roberto Arroio Farinazzo Junior, da 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Água Boa. 

“Recentemente, fui a Cuiabá para denunciar algumas irregularidades na penitenciária de Água Boa. Em visita ao desembargador Orlando Perri, narrei algumas delas, tais como ausência de médico e de nutricionista na unidade, fornecimento de água insuficiente para as necessidades básicas dos presos, ausência de água gelada para consumo, insuficiência de ventilação nas celas e superlotação”, contou o promotor de Justiça Roberto Arroio Farinazzo Junior. 

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O membro do MPMT considerou bastante proveitosa a fiscalização, especialmente sob o ponto de vista da preocupação com a ressocialização. “No Brasil, não existe pena de morte, tampouco prisão perpétua, de modo que todos os presos, inevitavelmente, retornarão ao convívio social. Assim, proporcionar condições humanas de ressocialização é dever do Poder Público e de toda a sociedade”, considerou.

“Se não dermos assistência mínima aos presos, eles acabam sendo acolhidos pelas próprias facções criminosas, fortalecendo o crime organizado. Assim, precisamos dar oportunidade de mudança de vida aos presos, para que, quando retornarem ao convívio social, estejam melhores do que quando ingressaram no sistema prisional, e não piores, como lamentavelmente vem acontecendo em todo o Brasil. Cuidar dos presos é, também, prevenir novas vítimas. Esse é um dever de todos nós”, acrescentou.

A visita do GMF atende à Resolução nº 47 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que determina aos juízes de execução criminal realização de inspeção mensal in loco nos estabelecimentos penais visando a adoção de providências para seu adequado funcionamento. 

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Dados – A unidade prisional conta com 467 pessoas privadas de liberdade. Destas, 235 estudam, 250 fazem remição pela leitura e 67 trabalham intramuro e extramuro. As contratações são intermediadas por termos de cooperação com a Fundação Nova Chance.

(Com informações do TJMT)
 

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Gaeco investiga cobrança de propina para aprovação de projetos em Sinop

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O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, nesta terça-feira, em Sinop (a 481 km de Cuiabá), a Operação Mãos à Obra, que apura supostas práticas de corrupção envolvendo servidores públicos da Prefeitura de Sinop.
Estão sendo cumpridos três mandados de busca e apreensão contra servidores efetivos do município que atuam na área de fiscalização. As investigações apontam que os envolvidos solicitavam vantagens indevidas para agilizar a tramitação e a aprovação de obras, projetos e outros procedimentos administrativos vinculados à Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação.
Os mandados estão sendo cumpridos nas residências dos investigados e também na sede da Prefeitura.
A Justiça autorizou, durante o cumprimento das ordens judiciais, a apreensão de aparelhos celulares, documentos, projetos relacionados à área de engenharia e outros materiais que serão analisados pelas equipes do Gaeco.
Participam da operação equipes do Grupo de Apoio e do Raio, do 11º Batalhão da Polícia Militar e a Força Tática de Sinop.
O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) é uma força-tarefa permanente coordenada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e integrada pela Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e pelo Sistema Socioeducativo.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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