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Curso de Atualização em Direito Penal reúne cerca de 140 participantes

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O “Curso de Atualização em Direito Penal – Uma visão atualizada, sistematizada e crítica das principais alterações legislativas e orientações jurisprudenciais” reuniu, na noite de segunda-feira (23), 137 participantes, sendo 72 na modalidade online e 65 presencialmente. Realizada na sede da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP-MT), a capacitação foi conduzida pelo promotor de Justiça Renee do Ó Souza, doutorando e mestre em Direito, professor e autor de diversas obras jurídicas.A formação realizada na modalidade híbrida é resultado da união de esforços entre a FESMP-MT, a Escola da Magistratura do Estado de Mato Grosso (Esmagis-MT), a Academia de Polícia (Acadepol), a Escola Superior da Defensoria Pública (Esdepe) e a Escola Superior da Advocacia (ESA). Com carga-horária de três horas/aula, o curso reuniu promotores e Justiça, magistrados, delegados, defensores públicos, advogados e assessores. O curso apresentou uma visão atualizada, sistematizada e crítica das principais alterações legislativas e orientações jurisprudenciais de 2025, abrangendo mudanças relevantes no Código Penal, no Código de Processo Penal e em legislações especiais, além de recentes entendimentos dos tribunais superiores.Para Renee do Ó Souza, iniciativas como essa são essenciais diante da velocidade das transformações legislativas no país. “É sempre muito importante disponibilizarmos esse tipo de atualização. No Brasil, temos a cultura de o legislador alterar freneticamente nossa legislação penal e processual penal, o que impõe ao estudante e ao operador do Direito a necessidade permanente de atualização. Parabenizo os organizadores pelo sucesso do curso e agradeço essa ótima oportunidade”, afirmou. O diretor da FESMP-MT, promotor de Justiça Marcelo Caetano Vacchiano, destacou a importância da união interinstitucional para fortalecer a qualificação. “O Direito é dinâmico, e as alterações legislativas ocorrem de forma muito rápida. A Fundação Escola, junto com nossas parceiras – Esmagis, Esdepe, Acadepol e ESA – busca atualizar profissionais do Judiciário, da Advocacia, do Ministério Público, da Polícia Judiciária Civil e da Defensoria Pública. Como é difícil acompanhar essa evolução diariamente, essas instituições pretendem, anualmente, se unir para oferecer atualizações como a deste curso”, explicou. Já o promotor de Justiça Rodrigo Ribeiro Domingues, da 28ª Promotoria Criminal de Cuiabá, reforçou o impacto direto das mudanças legislativas na rotina dos operadores do Direito. “Este curso de atualização do Código Penal e do Código de Processo Penal é de suma importância devido às inúmeras alterações existentes. É necessário que o operador do Direito acompanhe essa evolução para a melhor aplicação da lei”, considerou. Para quem está se preparando para concursos ou atua no cotidiano do Sistema de Justiça, o conteúdo também trouxe reflexões valiosas. Beatriz Boeing Tarca, assistente ministerial da 2ª Promotoria Criminal de Cuiabá, avaliou positivamente a experiência. “Estou achando muito interessante porque, na correria do dia a dia, às vezes não conseguimos nos atentar a pequenas modificações. O doutor Renee aponta essas mudanças e mostra como elas provavelmente aparecerão nos concursos públicos. Para quem estuda, isso é muito importante. A aula está sendo muito proveitosa”, disse.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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TAC garante encerramento de lixão e recuperação ambiental

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Querência, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no dia 31 de agosto, com o Município para garantir uma solução definitiva para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, o encerramento do antigo lixão municipal e a recuperação ambiental da área degradada.A atuação ministerial teve início em 2013, quando foi instaurado inquérito civil para apurar irregularidades no gerenciamento e na destinação final dos resíduos sólidos no município. Naquele mesmo ano, vistoria realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) constatou a disposição inadequada de resíduos em lixão a céu aberto, sem impermeabilização do solo, com infiltração de chorume, ocorrência de queimadas e presença de catadores no local.Mesmo após diversas tentativas de resolução extrajudicial, a situação persistiu. Diante disso, o Ministério Público ingressou, em 2020, com uma ação civil pública visando interromper a disposição irregular dos resíduos, assegurar a destinação ambientalmente adequada e promover a recuperação da área degradada.Nos últimos anos, o município passou a encaminhar os resíduos sólidos urbanos para um aterro sanitário licenciado localizado em Água Boa, medida que representou um importante avanço na política de gestão de resíduos. Contudo, segundo o MPMT, a mudança da destinação final não elimina os passivos ambientais acumulados ao longo de décadas de utilização do lixão, tornando necessárias ações para o encerramento técnico da área e sua recuperação ambiental.Foi nesse contexto que o Ministério Público e o Município construíram uma solução consensual voltada à reorganização da política municipal de resíduos sólidos. O TAC estabelece obrigações específicas, responsáveis, cronograma de execução, mecanismos de fiscalização e prazos para a implementação das medidas.Entre as ações previstas estão o encerramento definitivo do lixão, a elaboração de diagnóstico ambiental e do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), a regularização e o licenciamento da estrutura de transbordo dos resíduos, a manutenção da destinação final em aterro sanitário licenciado, o fortalecimento da coleta seletiva, a inclusão socioprodutiva dos catadores, o desenvolvimento de ações de logística reversa e a avaliação da sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de limpeza urbana.O acordo também prevê a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar para coordenar e acompanhar a execução das medidas, além do cumprimento de etapas condicionadas aos processos de licenciamento e aprovação ambiental.Para garantir a efetividade do TAC, a 1ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo específico para monitorar o cumprimento das obrigações assumidas. Também foi elaborado um controle detalhado dos prazos, que será compartilhado com o Município e com o Conselho Municipal de Meio Ambiente para acompanhamento e fiscalização das ações.Segundo a promotora de Justiça Daniela Moreira Augusto, o objetivo é solucionar de forma definitiva um problema ambiental que se arrasta há mais de uma década.“O TAC foi construído para ser efetivamente cumprido. Não se trata apenas de encerrar um processo ou de impedir o descarte de resíduos em determinado local. O encerramento de um lixão exige uma série de medidas, como a recuperação da área degradada, a mitigação dos passivos ambientais e a estruturação adequada do sistema de transbordo. Por isso, optamos por um acordo estrutural, com obrigações concretas, responsáveis definidos, prazos estabelecidos e acompanhamento permanente”, destacou.O cumprimento das obrigações será fiscalizado pelo Ministério Público, com participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente. O TAC prevê ainda a apresentação de relatórios bimestrais de acompanhamento e estabelece multa diária em caso de descumprimento injustificado, sem prejuízo da adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.Com a formalização do acordo, o MPMT busca assegurar a execução de ações concretas para o encerramento definitivo do lixão, a recuperação ambiental da área degradada e a consolidação de um sistema municipal de manejo de resíduos sólidos ambientalmente adequado, sustentável e alinhado à legislação vigente.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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