A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) promoveu, nesta quinta-feira (25.04), uma capacitação a 30 servidores do Sistema Socioeducativo com objetivo de apresentar as ferramentas e funcionalidades do Programa Vigia Mais MT, no âmbito do curso de Monitoramento, Controle e Informação.
Os agentes públicos conheceram a sala de videomonitoramento do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) e aprenderam sobre a funcionalidade de cada câmera, e como elas podem contribuir para a segurança da população.
Os servidores são das cidades de Cuiabá e Rondonópolis, onde as primeiras unidades de internação da Secretaria Adjunta de Justiça terão a segurança reforçada por meio do programa.
As ferramentas digitais utilizadas pelo Ciosp permitem o compartilhamento de informações em tempo real, resultando no menor tempo-resposta às solicitações da população.
Em Rondonópolis, o Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) conta com monitoramento próprio. Contudo, somente as câmeras voltadas as vias públicas serão integradas ao Ciosp, seguindo o objetivo do programa de monitorar áreas de interesse coletivo e público.
Em Cuiabá, 70 câmeras serão instaladas nas áreas externas do Complexo Pomeri.
O superintendente do Ciosp, delegado Cláudio Alvarez Sant’Ana, explicou que outras secretarias do Governo do Estado já estão integradas ao Vigia Mais MT e a adesão da Secretaria Adjunta de Justiça representa um ganho significativo para a população.
“A tecnologia é uma ferramenta importante para ampliar a segurança pública e adesão de outras secretarias reforça a preocupação do Governo do Estado em monitorar e inibir crimes em diversos setores da sociedade”, disse.
A secretária-adjunta de Justiça, Lenice Silva dos Santos, ressaltou a importância da parceria, destacando os benefícios da tecnologia para o Sistema Socioeducativo.
“Essa ferramenta representará um avanço significativo para o Sistema Socioeducativo, bem como para a gestão de bens, estruturas administrativas da Secretaria Adjunta de Justiça e unidades socioeducativas. Isso aumenta a eficiência do serviço prestado e contribui para um ambiente de trabalho mais tranquilo e menos tencionado”, afirmou.
A partir de 4 de julho, os agentes públicos devem redobrar a atenção ao uso de redes sociais, aplicativos de mensagens e ferramentas de inteligência artificial para evitar condutas vedadas pela legislação eleitoral.
As orientações estão na cartilha elaborada pela Controladoria-Geral do Estado de Mato Grosso (CGE-MT) e pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT). O material reúne as principais regras que devem ser observadas pelos agentes públicos do Governo de Mato Grosso nas eleições de 2026.
De acordo com a legislação eleitoral, servidores públicos e demais agentes da administração, como terceirizados, residentes técnicos e estagiários, podem manifestar suas opiniões políticas e apoiar candidatos em suas redes sociais pessoais já que o exercício da cidadania é um direito garantido. Entretanto, essa manifestação deve ocorrer fora do horário de expediente, sem utilização de recursos públicos e sem associação da função pública à propaganda eleitoral.
Aplicativos de mensagens
O uso de aplicativos como WhatsApp e Telegram é permitido para manifestações políticas em caráter pessoal. Contudo, a legislação proíbe o uso da estrutura pública para divulgação eleitoral.
Entre as condutas vedadas estão: utilizar telefones institucionais para fins de campanha; enviar mensagens políticas durante o horário de trabalho e utilizar listas de contatos obtidas em razão da função pública para divulgação eleitoral.
Inteligência artificial
A inteligência artificial pode ser utilizada para finalidades legítimas, como melhorar a qualidade de imagens e vídeos ou produzir conteúdos digitais. Contudo, é proibido usar essa tecnologia para criar ou divulgar informações falsas que possam influenciar eleitores ou prejudicar candidatos.
Propaganda na internet
A legislação também estabelece regras específicas para a propaganda eleitoral no ambiente digital. É proibida a divulgação de propaganda eleitoral em sites oficiais de órgãos públicos e intranets governamentais.
Quanto ao impulsionamento de conteúdo na internet, somente pode ser realizado por candidatos ou políticos, de acordo com as exigências legais de identificação e contratação.
Atenção às consequências
As regras eleitorais buscam preservar a neutralidade da administração pública e assegurar a igualdade de condições entre os candidatos.
O descumprimento das normas pode resultar em multas, responsabilização administrativa, cassação de registro ou diploma, declaração de inelegibilidade e outras sanções previstas na legislação eleitoral.
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