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Retomada de investimentos eleva qualidade do pavimento da BR-163, aponta Pesquisa CNT

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A Pesquisa CNT de Rodovias 2025 aponta que a classificação Ótimo para o pavimento da BR-163 mais que dobrou nos últimos três anos, período que coincide com a troca de controle acionário da Nova Rota do Oeste e a retomada dos investimentos na rodovia. O estudo demonstra ainda que o trecho com maior destaque em qualidade está entre Diamantino e Nova Mutum, considerado o mais crítico até 2022, quando o Governo de Mato Grosso, por meio da MT Par, assumiu a gestão da concessionária e deu início à duplicação.

Um comparativo dos dados da pesquisa mostra que, em 2022, apenas 19% do pavimento da rodovia recebeu a classificação Ótimo, percentual que subiu para 41,2% em 2025.

Para o governador Mauro Mendes a pesquisa comprova que é possível, sim, fazer obras públicas com alto padrão de qualidade.

“Quando o Estado assumiu a concessão e retomou os investimentos, pegamos um trecho que era sinônimo de problemas, acidentes e mortes e transformamos em um corredor moderno e seguro. É mais qualidade no pavimento, mais fluidez para quem produz, mais competitividade para a nossa economia e, acima de tudo, mais vidas preservadas”, afirmou.

Na avaliação do diretor-presidente da Nova Rota do Oeste, Luciano Uchoa, o avanço na qualidade da rodovia é reflexo direto dos investimentos retomados em 2022, com a troca de controle da companhia.

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“Um exemplo nítido do impacto positivo dos investimentos na rodovia é o trecho entre Diamantino e Nova Mutum, onde iniciamos a duplicação por ser considerado o pior segmento da BR-163. Entregamos 100 km de pista duplicada nessa região em dezembro de 2024 e reduzimos em 95% o número de acidentes com mortes. Agora, a Pesquisa CNT reafirma o trecho como Ótimo, atestando a qualidade do trabalho desenvolvido”, destaca Uchoa.

A expectativa da Nova Rota do Oeste é que esse índice de qualidade da BR-163 se amplie nas próximas edições das pesquisas rodoviárias, diante do volume de obras em andamento e do avanço da duplicação. Atualmente, a Concessionária e o Governo de Mato Grosso, por meio da MT Par, contam com oito contratos de duplicação em execução, que somam R$ 4,14 bilhões em investimentos previstos para a rodovia, no trecho entre Cuiabá e Sinop.

“Com a entrega de mais 130 km de pista nova neste mês de dezembro, atingimos o maior volume de obras rodoviárias concluídas no Brasil pelo segundo ano consecutivo. Também estamos à frente da maior e melhor obra rodoviária do país. Diante desses resultados, acreditamos que a tendência é alcançar índices cada vez mais satisfatórios para os usuários da BR-163, contribuindo para o desenvolvimento do Estado e da logística como um todo”, finaliza.

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Pesquisa CNT

Desenvolvida anualmente pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), a Pesquisa CNT de Rodovias é a mais completa análise da infraestrutura rodoviária brasileira e serve como referencial estratégico para o planejamento operacional das empresas de transporte de cargas e passageiros, além de orientar investimentos públicos e privados em infraestrutura.

Em Mato Grosso, em 2025, os avaliadores percorreram 1.122 km da BR-163, sendo a maior parte sob concessão da Nova Rota do Oeste. Além da classificação Ótimo para 41,1% do pavimento, o Estado Geral da rodovia recebeu as classificações Bom (39,4%) e Ótimo (19,7%), somando 59%. A análise apontou ainda que 86% da sinalização foi avaliada como Bom ou Ótimo, enquanto a geometria da via atingiu 52,9% de classificação Ótimo — em 2022, esse índice era de apenas 7%.

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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