MATO GROSSO

Polícia Militar prende suspeito por tentativa de feminicídio em Cuiabá

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Policiais militares do 10º Batalhão prenderam, neste domingo (18.1), um homem suspeito por tentativa de feminicídio contra uma mulher, no bairro Ribeirão do Lipa, em Cuiabá. A vítima foi encaminhada para uma unidade de saúde com diversas lesões pelo corpo. O denunciado também precisou de atendimento médico.

As equipes foram acionadas por volta das 15h para atender a uma ocorrência de violência doméstica em uma residência na Rua Benvindo Costa de Jesus, onde a esposa teria esfaqueado o marido. No local, os policiais militares identificaram a mulher, de 19 anos, que estava com as roupas sujas de sangue, com diversos hematomas e um corte na cabeça.

Os militares também localizaram o suspeito, de 25 anos, que estava caído desacordado e com um corte na cabeça. De acordo com a mulher, ela vem sofrendo agressões constantes por parte do marido e neste domingo (18), após ambos ingerirem bebidas alcoólicas, sofreu socos em seu rosto e na cabeça. Em determinado momento, ela pegou uma faca e desferiu contra a cabeça do denunciado.

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Em seguida, durante a discussão, o suspeito revelou que pegou a faca e agrediu a esposa, causando um corte na região do queixo. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) encaminhou os envolvidos até a Unidade de Pronto-Atendimento do Verdão.

A mulher apresentava cortes na cabeça, queixo e supercílio, além de hematomas no olho, na testa, na nuca e atrás da orelha. Já o homem constava com lesão na mão e região da cabeça. Na casa, as equipes apreenderam uma porção de substância análoga à maconha. A faca não foi localizada. Os envolvidos foram conduzidos à delegacia para registro do boletim de ocorrência.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Polícia Civil cumpre 21 mandados contra grupo suspeito de golpes e lavagem de dinheiro

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6.5), a Operação Janus, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso estruturado para a prática de crimes de estelionato, integração a organização criminosa e lavagem de capitais.

Na operação, são cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e o bloqueio de contas bancárias de 21 suspeitos, além de ter sido decretada a indisponibilidade de valores até o limite de R$ 160 mil, com o fim de assegurar a recuperação dos ativos ilícitos e o ressarcimento dos prejuízos causados às vítimas.

As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá, com base em investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, que evidenciou a atuação coordenada e reiterada do grupo criminoso.

Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio do Leverger, além de cidades dos Estados de Minas Gerais e do Acre.

Modo de atuação

De acordo com as investigações, no mês de janeiro de 2024, duas vítimas foram alvos do denominado “golpe do terceiro intermediário”, modalidade de fraude caracterizada pela intermediação enganosa entre comprador e vendedor de veículo. Os golpistas simulam negociações legítimas para induzir as partes ao erro e obter vantagem ilícita.

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No curso das diligências, foi possível identificar o principal articulador do esquema criminoso, responsável pela criação de perfis falsos em redes sociais e pela coordenação das transações fraudulentas.

Os demais investigados atuavam como titulares de contas bancárias utilizadas para o recebimento dos valores ilícitos, ou como operadores na cadeia de lavagem de capitais. Ao todo, apurou-se a movimentação de aproximadamente R$ 160 mil, quantia subtraída das vítimas.

Lavagem de dinheiro

As investigações também revelaram que o grupo operava uma estrutura sofisticada de lavagem de dinheiro, utilizando múltiplas contas bancárias distribuídas em diversos estados do país, incluindo Mato Grosso, Minas Gerais, Acre, Rondônia e Rio de Janeiro.

Os valores eram submetidos a um processo de triangulação financeira, por meio de transferências sequenciais e fracionadas, com o objetivo de dificultar o rastreamento e a identificação da origem ilícita dos recursos.

O delegado Bruno Palmiro, responsável pelas investigações, destaca que a Operação Janus representa mais uma ação estratégica no enfrentamento qualificado aos crimes patrimoniais e financeiros.

“Especialmente aqueles praticados por meio de fraudes eletrônicas e estruturas organizadas, reafirmando o compromisso da Polícia Civil com a repressão à criminalidade complexa e a proteção do patrimônio da sociedade”, disse o delegado.

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Operação Janus

O nome da operação, “Janus”, faz referência a Jano, tradicionalmente representado com duas faces, e remete ao modus operandi do golpe do terceiro intermediário, no qual o fraudador se apresenta de forma distinta para cada uma das vítimas, conseguindo enganar tanto o vendedor quanto o comprador do veículo, manipulando informações e conduzindo a negociação de maneira fraudulenta.

Fonte: Governo MT – MT

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