O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou o resgate de 933 animais em situação de risco, entre os meses de janeiro e março deste ano, em diversos municípios do Estado. As ocorrências envolveram tanto animais silvestres quanto domésticos, frequentemente encontrados em locais perigosos, como telhados, árvores ou nas proximidades de vias movimentadas.
O caso mais recente ocorreu em Campo Verde (a 139,2 km de Cuiabá), na última sexta-feira (04.4), e envolveu o resgate de uma anta de grande porte. O animal estava transitando pelo centro da cidade quando arrombou a cerca de proteção de um posto de combustível.
No local, os bombeiros da 11ª Companhia Independente de Bombeiros Militar (11ª CIBM) realizaram a contenção do animal, que se encontrava bastante assustado e exausto. A anta foi colocada na carroceria da viatura para ser transportada a um local seguro fora do perímetro urbano e, posteriormente, ser devolvida ao seu habitat natural.
No entanto, após ser colocada na carroceria, devido ao seu porte e força, o animal se debateu e acabou quebrando o vidro traseiro central da viatura. A equipe então conseguiu amarrar as quatro patas da anta para garantir a segurança durante o transporte.
Diante desse cenário, o CBMT reforça a importância de que o cidadão não tente atuar em ocorrências desta natureza por conta própria. É fundamental que a população evite qualquer tipo de interação direta com o animal até a chegada da equipe de resgate.
Tentar capturar ou remover um animal sem o apoio de profissionais capacitados pode resultar em ferimentos, tanto para o animal quanto para a pessoa envolvida. Essa orientação é especialmente importante quando se trata de animais silvestres, que podem reagir de maneira imprevisível ao se sentirem ameaçados. Nessas situações, o risco de acidentes ou ataques é significativamente maior, especialmente sob estresse.
A recomendação é de acionar imediatamente o telefone de emergência 193. Assim, os bombeiros militares poderão realizar o resgate de forma segura e eficiente.
Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.
Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.
De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.
Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.
Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.
A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.
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