MATO GROSSO

Polícia Civil prende investigado por movimentar milhões com venda ilegal de combustível

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A Polícia Civil de Mato Grosso, em ação conjunta com a Polícia Civil do Pará, prendeu, na segunda-feira (15.12), um homem, de 33 anos, apontado como o líder de um grupo criminoso envolvido no furto e comércio clandestino de combustíveis.

A prisão ocorreu no distrito de Moraes de Almeida, em Itaituba (PA), após informações fornecidas pela Delegacia de Guarantã do Norte, que há meses investigava o grupo. O mandado de prisão preventiva foi expedido pela Vara Única de Guarantã do Norte, evidenciando a gravidade e a complexidade do esquema criminoso.

As investigações revelaram que a rede era dedicada ao furto, distribuição e revenda ilegal de combustíveis, com ramificações que movimentavam milhões de reais e afetavam a ordem econômica.

O modo de operação envolvia o desvio de combustíveis por caminhoneiros, que eram armazenados em grandes reservatórios para posterior comercialização, principalmente para garimpos ilegais.

O suspeito preso nessa segunda-feira é apontado como o principal articulador e financiador dessa estrutura criminosa, sendo responsável por coordenar as ações e a ocultação de valores ilícitos.

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Além de sua prisão, a justiça também autorizou outras medidas, como buscas e apreensões em endereços relacionados aos investigados, quebra de sigilo de dados telefônicos, bloqueio de valores em contas bancárias e sequestro de veículos utilizados nas atividades ilícitas. Essas ações visam desmantelar completamente a organização e garantir a aplicação da lei penal.

“A captura do líder da organização criminosa representa um avanço significativo no combate a essa modalidade de crime, que gera prejuízos substanciais às empresas vítimas e à sociedade. A operação reforça a importância da cooperação entre as forças policiais para desarticular organizações criminosas”, afirmou o delegado Waner dos Santos Neves.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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