A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Ribeirão Cascalheira, prendeu em flagrante um homem e apreendeu dois menores de idade, envolvidos no furto de uma motocicleta, ocorrido durante o fim de semana no município.
O furto da motocicleta Honda CG 160cc Start, cor preta, modelo 2023/2024, ocorreu na madrugada de domingo, 11 de agosto, em um bairro residencial da cidade. A vítima, ao sair para o trabalho por volta das 5 horas da manhã, notou que sua motocicleta, que estava estacionada nos fundos de sua residência, havia sido subtraída.
Imediatamente, a equipe da Polícia Civil foi acionada para apuração dos fatos e ao chegar à residência da vítima, encontrou indícios que levaram à identificação e localização dos suspeitos. Pegadas deixadas pelos criminosos foram o ponto de partida para as diligências investigativas, que resultaram na descoberta da residência onde os suspeitos estavam escondidos.
Em buscas na residência, os policiais encontraram diversas peças da motocicleta furtada, incluindo retrovisores, que foram prontamente reconhecidos pela vítima como sendo de sua propriedade. O homem preso em flagrante, e um dos menores apreendidos, confessaram a autoria do furto e revelaram que já haviam cometido outros furtos de motocicletas anteriormente, as quais também foram recuperadas pela equipe policial.
O delegado Diogo Jobane reforça a importância da denúncia por parte da população para coibir a ação de criminosos e garantir a segurança da comunidade. “As investigações continuam em andamento para apura a conexão dos suspeitos com uma rede de furtos de motocicletas na região”, disse o delegado.
Após os trâmites na delegacia, os suspeitos foram colocados à disposição da justiça para os devidos procedimentos legais.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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