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Polícia Civil cumpre mandados contra uma rede especializada em tráfico de drogas sintéticas

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A Polícia Civil deflagrou, nesta sexta-feira (6.3), a Operação Convergência, para cumprimento de nove mandados visando desarticular uma rede criminosa dedicada ao tráfico e à distribuição de drogas sintéticas na região metropolitana de Cuiabá.

Na operação da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) foram cumpridos simultaneamente cinco mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão, nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Sinop.

As ordens judiciais foram expedidas pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Várzea Grande, com manifestação favorável do Ministério Público Estadual, por meio da 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Várzea Grande.

Os investigados respondem pela prática dos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Investigação

As diligências iniciaram em abril do ano passado, após a Denarc prender em flagrante dois indivíduos na cidade de Várzea Grande, na posse de porções de cocaína, LSD, maconha, drogas sintéticas do tipo ecstasy e MDMA, além de 12 munições.

Ao longo da investigação oriunda da prisão em flagrante foi identificado o mesmo elo central articulador, apontado como um dos maiores distribuidores de droga sintética da região metropolitana, abastecendo traficantes e pontos de venda de diferentes perfis, desde consumidores de alto poder aquisitivo até áreas periféricas.

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Modus operandi da rede criminosa

Os policiais civis identificaram que o grupo criminoso era altamente estruturado, com divisão clara de papéis e utilização de diversas táticas para dificultar a identificação e o rastreamento das atividades ilícitas.

Os suspeitos agiam usando codinomes em substituição aos nomes verdadeiros, utilizavam números telefônicos cadastrados em nome de terceiros, comercializavam os entorpecentes em eventos de música eletrônica, negociavam grande volume de droga, bem como faziam controle detalhado e sistematizado das vendas ilícitas.

A rede investigada atuava nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Sinop, com indicativo de conexões interestaduais e interesse em expandir a traficância para novas cidades e comunidades.

Cumprimento dos mandados

Das cinco ordens de prisão preventiva cumpridas, duas foram em desfavor de indivíduos que se encontram presos em decorrência de investigações anteriores, tendo a nova decisão judicial fundamentada a continuidade da custódia e justificado a extensão das investigações.

Já os outros quatro mandados de busca e apreensão domiciliar foram cumpridos nos endereços em Cuiabá no bairro CPA II, em Várzea Grande no bairro Jardim Paula II e em Sinop nos bairros Residencial Gente Feliz e Jardim Portinari.

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Conforme o delegado da Denarc responsável pela investigação, Marcelo Miranda Muniz, as investigações revelaram uma rede criminosa organizada, com atuação ramificada na região metropolitana e conexões que transcendem as fronteiras do estado.

“A Operação Convergência é resultado de um trabalho investigativo criterioso, que reuniu duas frentes de apuração em torno de um mesmo núcleo de atividade criminosa. O objetivo da Denarc é desarticular essa estrutura de distribuição de drogas sintéticas, que alcança diferentes classes sociais e coloca em risco especialmente os jovens da nossa região”, destacou o delegado.

As diligências prosseguem com o objetivo de identificar os demais integrantes da rede criminosa, incluindo indivíduos que até o momento operam sob codinomes e ainda não tiveram sua identidade confirmada.

A Polícia Civil, por meio da Denarc, vem intensificando os esforços investigativos para o rastreamento do fluxo financeiro do grupo e a elucidação de possíveis conexões com outras organizações criminosas.

Nome da Operação

Convergência faz referência a dinâmica investigativa que culminou na unificação dos esforços oriundos de duas investigações inicialmente autônomas, as quais, embora instauradas a partir de elementos informativos distintos, passaram gradativamente a revelar pontos de interseção relevantes.

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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