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MT participa da maior feira de alimentos do Oriente Médio; expectativa de negócios chega a US$ 653 milhões

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Os produtos mato-grossenses foram apresentados por 12 empresas exportadoras do Estado na Gulfood 2026, uma das maiores feiras de alimentos do mundo, realizada em Dubai. A participação das empresas foi viabilizada por meio de uma parceria entre a Agência Invest MT, criada pelo Governo do Estado em 2024, e o Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafre).

O evento gerou uma expectativa de US$ 653 milhões em negócios para os próximos 12 meses, a partir dos contatos realizados durante os cinco dias da feira, que ocorreu de 26 a 30 de janeiro.

O resultado é considerado um salto em relação à edição anterior. No ano passado, quando Mato Grosso não esteve presente, a expectativa de negócios em 12 meses foi de US$ 255,2 milhões e US$ 36,8 milhões em negócios imediatos, cerca de três vezes menos do que neste ano.

Neste ano, das 14 empresas brasileiras que participaram da feira por meio do Ibrafe, 12 eram de Mato Grosso, o que colocou o estado como protagonista da delegação nacional. Ao todo, foram registrados 770 contatos comerciais, sendo 490 novos contatos, com compradores diretos, distribuidores e brokers de mercados estratégicos como Índia, China, Egito, Paquistão, Turquia e Emirados Árabes Unidos. Durante o evento, os negócios imediatos chegaram a US$ 101 milhões.

Para o presidente da Invest MT, Mirael Praeiro, os números refletem um trabalho articulado e um reposicionamento claro da imagem do estado no exterior.

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“Mato Grosso mostrou que vai além das commodities tradicionais e se consolida como referência global em feijões, gergelim e pulses, produtos cada vez mais estratégicos na transição para dietas sustentáveis e proteicas”, afirma.

Mirael lembra ainda que a Gulfood foi o primeiro grande evento internacional de promoção comercial de 2026 e que os resultados estão diretamente ligados à agenda institucional cumprida também no mês de janeiro de 2026, pela agência de promoção de Mato Grosso, no Oriente Médio.

“Em janeiro, estivemos na Arábia Saudita dialogando com governo, bancos e grandes grupos empresariais. Esse ambiente favorável se refletiu na feira, com interesse real em parcerias, joint ventures e investimentos estruturados”, ressalta.

Segundo ele, as conversas com o Ministério de Investimentos saudita, o Saudi Exim Bank e a Saudi Food & Drug Authority abriram caminho para novos negócios, especialmente com foco em certificação halal – tipo de abate de animais seguindo a tradição dos muçulmanos – permitindo o acesso a mercados islâmicos e agregação de valor à produção mato-grossense.

O secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, César Miranda, avalia que a Gulfood consolida uma virada de chave na política de promoção comercial do estado.

“Mato Grosso começa 2026 mostrando força, organização e competitividade. A Gulfood é estratégica porque conecta nossos produtores diretamente a mercados de alta demanda e alto padrão. Esses resultados reforçam que estamos no caminho certo ao investir em inteligência comercial e presença institucional”, afirma.

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César Miranda destaca ainda que a feira em Dubai abre uma agenda extensa ao longo do ano, que totalizam 20 eventos nacionais e internacionais que a Invest MT e a Sedec vão apoiar em 2026.

“O objetivo é transformar contatos em contratos, ampliar exportações e atrair investimentos que gerem valor, emprego e renda para o estado”, completa.

De acordo com o relatório do Ibrafe, 100% das empresas participantes avaliaram positivamente a ação e manifestaram interesse em participar de uma próxima edição. Para o presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses, Marcelo Lüders, os resultados da Gulfood 2026 refletem uma estratégia consistente de posicionamento internacional e articulação institucional.

“A presença majoritária de empresas de Mato Grosso na Gulfood demonstra a maturidade do setor e a capacidade do estado de atuar de forma organizada nos principais mercados globais. Os números alcançados são resultado direto de uma construção coletiva, que envolve planejamento, inteligência comercial e parceria entre o setor produtivo e o poder público. O Ibrafe tem orgulho de contribuir para esse processo, promovendo feijões, gergelim e pulses brasileiros como produtos estratégicos, competitivos e alinhados às demandas globais por segurança alimentar, sustentabilidade e qualidade”, afirma.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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