A capital mato-grossense voltou a ser o centro das discussões da pecuária com a abertura da edição 2026 da Acricorte, realizada nesta quinta-feira (14.5), no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. Promovido pela Acrimat, o encontro reúne produtores, especialistas, empresários e lideranças políticas para debater os desafios e as oportunidades da cadeia produtiva da carne bovina.
Com 77 estandes confirmados nesta edição, a Acricorte ampliou sua estrutura e reforçou o papel de Mato Grosso como uma das principais referências da pecuária nacional. O estado possui o maior rebanho bovino do país, com cerca de 32 milhões de cabeças, e lidera as exportações e a produção de carne bovina no Brasil.
Durante a abertura do evento, o governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, destacou a evolução da bovinocultura mato-grossense e a importância do fortalecimento da atividade no estado.
“Queremos fortalecer cada vez mais a bovinocultura de Mato Grosso, garantindo alimentação de qualidade para o rebanho, aumentando a produtividade e encurtando o ciclo de abate. Hoje, nossa pecuária já é uma das mais eficientes do mundo, resultado de um ecossistema produtivo forte aliado à capacidade e ao empreendedorismo dos produtores mato-grossenses.”, afirmou.
Os indicadores econômicos reforçam o protagonismo da pecuária mato-grossense. No primeiro trimestre de 2026, as exportações de carne bovina cresceram 74% em relação ao mesmo período do ano anterior, somando US$ 1,136 bilhão. No mesmo período, o estado registrou recorde histórico de abate, com 1,8 milhão de bovinos abatidos.
A secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, destacou que os resultados refletem o avanço tecnológico e a capacidade de adaptação do setor.
“A pecuária de Mato Grosso vive um momento histórico, com liderança nacional em rebanho, exportações e produção de carne bovina. Esses resultados são fruto de um setor cada vez mais tecnificado, sustentável e alinhado às exigências do mercado internacional. Eventos como a Acricorte fortalecem esse avanço ao promover inovação, debate e conhecimento para o produtor rural”, afirmou.
A expectativa para 2026 é que a pecuária movimente mais de R$ 42 bilhões em Mato Grosso, valor que representa mais de 20% do Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária estadual.
O presidente da Acrimat, Luís Fernando Amado Conte, também ressaltou a transformação da atividade pecuária no estado e a importância do evento para o desenvolvimento do setor.
“A pecuária evoluiu muito em tecnologia, em gestão e em produtividade. Essa transformação não aconteceu por acaso. Ela é resultado direto da capacidade do produtor de se adaptar, aprender e olhar para frente. A Acricorte representa exatamente isso, um ambiente de conhecimento, troca de experiências e a construção do futuro da nossa atividade”, declarou.
A programação da Acricorte 2026 segue até quinta-feira (15.5), com palestras, debates técnicos, feira de negócios e apresentações voltadas à inovação, sustentabilidade e eficiência produtiva na pecuária de corte.
Produções fotográficas e audiovisuais da cultiva cigana são apresentadas na Mostra Calon Lachon e na Exposição Diquela, no Centro de Cuiabá, durante o VI Encontro de Cultura Cigana de Mato Grosso, contemplado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), no edital Pontos de Cultura – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab). Com entrada gratuita, a programação ocorre às sextas-feiras de maio (15, 22 e 29), das 16h às 21h, no Ateliê Kaiardon.
A programação reúne a Mostra Calon Lachon, com exibição de curtas e longas-metragens produzidos por povos ciganos, além da Exposição Diquela, formada por registros fotográficos de comunidades ciganas do Brasil, especialmente ligadas ao tronco étnico Calon.
Esta é a quarta edição do projeto, que surgiu para registrar, por meio de vídeos, fotografias, áudios e documentos escritos, histórias e tradições das comunidades ciganas, contadas por elas mesmas, além de ampliar a circulação das produções audiovisuais.
Já a Exposição Diquela apresenta obras produzidas pelas fotógrafas Karen Ferreira, Maria Clara Aquino e Ju Queiroz. As imagens retratam elementos culturais e o cotidiano de comunidades ciganas brasileiras, especialmente do povo Calon. O nome da exposição vem da língua Chibe e pode ser traduzido como “Veja”.
“A escolha por este nome para representar a exposição se deu justamente para que quem não é cigano ‘veja’ que existem pessoas e comunidades ciganas circulando e vivendo em Mato Grosso há quase 100 anos”, explica o curador da exposição, Aluízio de Azevedo.
Além de Cuiabá, a Exposição Diquela também pode ser visitada em Tangará da Serra, no Centro Cultural Pedro Alberto Tayano, das 8h às 17h.
Confira abaixo todos os detalhes da programação completa:
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