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Governo de MT reúne setor produtivo para discutir aplicação prática da reforma tributária

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O Governo de Mato Grosso reuniu, nesta quinta-feira (19.3), representantes do setor produtivo, entidades de classe e gestores públicos para discutir a aplicação prática da reforma tributária. O Encontro Técnico Reforma Tributária na Prática foi realizado no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT).

Durante o evento, foram apresentados os sistemas que darão suporte ao novo modelo de tributação do consumo, com foco na redução do custo de conformidade para empresas e na adaptação ao período de transição entre o ICMS e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

O governador Mauro Mendes destacou que o Estado tem buscado antecipar o debate para garantir segurança jurídica e reduzir incertezas para o setor produtivo.

“A reforma tributária já é uma realidade e exige preparo técnico e diálogo com todos os setores envolvidos. Mato Grosso está se antecipando a esse processo ao promover um debate claro e objetivo sobre como o novo sistema vai funcionar na prática. Isso dá mais segurança para quem produz, investe e gera empregos no nosso Estado”, afirmou.

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O secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, disse que a reforma entra agora em uma fase decisiva, com a consolidação das regras e o desenvolvimento dos sistemas que irão operacionalizar o novo modelo.

“Nós estamos agora num momento em que a reforma tributária passa a ser uma realidade. A emenda constitucional foi aprovada, as leis complementares também já foram aprovadas e a última foi sancionada em janeiro de 2026. Já temos o comitê gestor do IBS e vamos entrar em um período de convivência entre o ICMS e o novo tributo, especialmente a partir de 2027. Esse encontro tem justamente o objetivo de mostrar, na prática, como essa reforma vai funcionar, principalmente em relação aos sistemas, que precisam ser simples para evitar aumento no custo de conformidade das empresas”, explicou.

Para o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel, o encontro é fundamental para que o setor produtivo compreenda os impactos da mudança e possa se preparar para o novo cenário.

“Todos os setores produtivos estão reunidos aqui para entender melhor como será o dia a dia com a reforma tributária. Esse é um tema que impacta diretamente o desenvolvimento do Estado. Mato Grosso tem crescido muito, e a reforma ainda gera dúvidas sobre como esse crescimento vai continuar. Esse momento é importante justamente para esclarecer essas questões e preparar o setor produtivo para o futuro”, disse.

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A programação contou com um talk show com a participação do secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, do presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), Júnior Macagnam, da secretária de Finanças de Sinop, Ivete Mallmann e do secretário-adjunto de Projetos Estratégicos da Sefaz, Vinícius Simioni. Também participou o economista da Fiemt, José Lombardi.

Também foi apresentada uma palestra pelo coordenador do Encontro Nacional de Coordenadores da Administração Tributária (Encat), Luiz Dias.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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