O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) resgatou, na tarde desta terça-feira (3.2), uma idosa de 95 anos e sua filha, que ficaram ilhadas em sua residência, no bairro EcoPark, após o alagamento que atingiu o município de Guarantã do Norte (a 710 km de Cuiabá).
A equipe do 4º Núcleo Bombeiro Militar (4º NBM) foi acionada, por volta das 12h05, para atender à ocorrência em uma casa localizada na avenida de acesso ao bairro, que ficou completamente tomada pela água em decorrência das fortes chuvas que atingiram a cidade durante a noite anterior.
No local, os bombeiros constataram que a idosa, que é acamada, e sua filha não conseguiam deixar a residência com segurança devido ao elevado nível da água. Para realizar o resgate, foi necessário o uso de uma embarcação, já que o acesso por vias terrestres estava impossibilitado pelas condições do terreno. Com o auxílio do barco, as duas foram retiradas da residência sem ferimentos e encaminhadas para um local seguro.
Como as chuvas continuam atingindo Guarantã do Norte e já provocaram alagamentos em diversos pontos da cidade, as equipes de emergência seguem em alerta, monitorando as áreas afetadas e prontas para novos atendimentos.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) embargou uma área do município de Mirassol D´Oeste, por operação de sistema de saneamento clandestino, até que seja promovida a regularização ambiental. Durante a autuação, ocorrida na sexta-feira (17.4), os fiscais identificaram o local da escavação que permitiu a entrada de resíduos sólidos e líquidos brutos no sistema de drenagem pluvial, que deságua no Córrego André. Nesta quarta-feira (22), equipes da Sema voltam ao local para fazer a coleta em vários pontos no córrego para análise em laboratório.
Foi verificado também o descarte de resíduos no local oriundos do serviço de limpa fossa. A ação imediata, requerida pela Promotoria de Justiça da Comarca do município, contou com o auxílio da Polícia Militar Ambiental, por meio da 1ª Companhia Independente de Proteção Ambiental, e Polícia Militar de Mirassol D´Oeste. De acordo com a Sema, a área já havia sido interditada. “A continuidade das atividades em uma área formalmente interditada configura crime de desobediência à ordem administrativa ambiental e reincidência específica, agravando a responsabilidade penal dos envolvidos”, destacou o diretor da Unidade da Sema em Cáceres, Luiz Sergio Garcia.
Segundo ele, o documento e as provas colhidas serão encaminhados ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso e à Delegacia Especializada do Meio Ambiente para apuração no âmbito cível e criminal.
Além da coleta em vários pontos no córrego, será requerido ao município a elaboração do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), exigido pelo Sema e pelo Ministério Público para reparar danos ambientais, focando na reabilitação do meio físico e biótico (solo, fauna, flora), na qual envolve diagnóstico, ações de revegetação e monitoramento, visando a estabilidade ambiental da área.
A introdução de carga orgânica in natura em sistema clandestino provoca a degradação sistêmica do corpo hídrico, com reflexos diretos no Rio Jauru e na bacia do Rio Paraguai, comprometendo a biodiversidade e a saúde pública regional.
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