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CAPS AD III amplia rede de saúde mental com estrutura própria e acolhimento 24 h em Várzea Grande

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A construção da sede própria do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III (CAPS AD III) representa um passo histórico para a saúde mental de Várzea Grande. Mais do que uma nova estrutura física, a unidade promete ampliar o atendimento especializado às pessoas em sofrimento psíquico decorrente do uso abusivo de álcool e outras drogas, oferecendo acolhimento 24 horas e suporte multiprofissional contínuo pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Com investimento superior a R$ 3,1 milhões, viabilizado por meio do Novo PAC Saúde, a obra já está em andamento e deve ser concluída em aproximadamente dez meses. Atualmente, o CAPS AD funciona em um prédio alugado de 250 metros quadrados. A nova sede terá 635 metros quadrados e estrutura voltada para acolhimento humanizado, atendimento intensivo, acompanhamento terapêutico integral e hospitalidade.

A secretária municipal de Saúde, Valeria Nogueira, destacou que a implantação da unidade marca uma transformação no cuidado em saúde mental no Município. “Essa é uma conquista muito grande para Várzea Grande. Estamos falando de um CAPS que vai funcionar 24 horas, com atendimento integrado, equipe multiprofissional formada por médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogo e psiquiatra, ofertando terapias voltadas aos usuários do SUS. É uma tratativa diferenciada, que vai abarcar toda a questão social, mental e também os problemas relacionados ao álcool e outras drogas”, afirmou.

Segundo a secretária, a nova sede permitirá oferecer mais conforto, acolhimento e dignidade aos pacientes e familiares. “Hoje funcionamos em um espaço alugado e improvisado que havia se tornado, até então, definitivo. Com a sede própria, teremos uma estrutura ampla, adequada e dentro dos padrões recomendados pelo Ministério da Saúde”, completou.
DEMANDA LEVADA A SÉRIO – A responsável técnica dos CAPS do Município, Marisa Rodrigues, explicou que a transformação do CAPS AD II em CAPS AD III era uma demanda defendida pela equipe desde 2018. A principal diferença entre os dois modelos está justamente na possibilidade de acolhimento noturno e permanência transitória de pacientes em situações de crise o atendimento permanente 24 horas por dia e sete vezes por semana.

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“O CAPS III permite leitos de hospitalidade, ou seja, o paciente pode permanecer na unidade por um período transitório para estabilização clínica e acompanhamento intensivo. É uma ampliação muito importante da estrutura e no cuidado individualizado”, explicou.

Atualmente, cerca de 800 pacientes são acompanhados pelo serviço no Município. Grande parte deles é formada por usuários de álcool e outras drogas, incluindo pessoas em situação de rua. O trabalho desenvolvido pela equipe busca reduzir danos, fortalecer vínculos sociais e estimular a autonomia dos usuários.
“A gente trabalha a autonomia e a redução de danos dentro da unidade. Muitos pacientes procuram ajuda justamente para diminuir o uso da droga e reconstruir a própria vida”, ressaltou Marisa.

O funcionamento da unidade será dividido entre atendimentos terapêuticos diurnos e acolhimento intensivo noturno. Durante o dia, os pacientes terão acesso às consultas individualizadas, grupos terapêuticos, oficinas de expressão, atividades culturais e ações psicoeducativas voltadas ao fortalecimento emocional e social.

Já o acolhimento noturno será destinado às pessoas em crise, incluindo casos de intoxicação aguda, abstinência, descompensações psíquicas ou vulnerabilidade social. O objetivo, segundo a equipe técnica, não é institucionalizar o paciente, mas oferecer suporte temporário até sua estabilização.

“O acolhimento noturno não tem caráter de asilo. É um apoio transitório para estabilização e retomada do projeto terapêutico no território”, reforçou a responsável técnica.

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NOVO ESPAÇO – A estrutura contará com oito leitos — cinco masculinos e três femininos — para permanência breve de até 14 dias. O espaço foi planejado para oferecer suporte clínico e psicossocial intensivo, evitando internações hospitalares desnecessárias e mantendo o cuidado em ambiente comunitário e protegido.

Além do atendimento clínico, a equipe também atuará no acompanhamento social dos usuários, auxiliando em processos de escolarização, inserção no mercado de trabalho, acesso a benefícios sociais e fortalecimento da rede de apoio familiar e reinserção na sociedade.

A nova sede terá salas de atendimento individualizado, banheiros adaptados, farmácia, sala administrativa, sala de reunião, espaços internos e externos de convivência, refeitório, cozinha, lavanderia, posto de enfermagem, almoxarifado, abrigo de resíduos, DML, DMI e sala de repouso. A unidade contará ainda com quartos coletivos separados em alas masculina e feminina, além de quarto de plantão para os profissionais.

Para a médica psiquiatra Dra. Ackermann Fortes, a nova estrutura permitirá ampliar o acolhimento humanizado tanto aos pacientes quanto às famílias.

“Ter uma sede adequada significa poder oferecer um tratamento mais humanizado aos nossos acolhidos e também estender esse cuidado às famílias, que muitas vezes também precisam de apoio para enfrentar o sofrimento causado pelo álcool e outras substâncias psicoativas”, afirmou.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Lucas do Rio Verde

4º Encontro Geração Coop reúne estudantes das cooperativas escolares e fortalece o protagonismo juvenil em Lucas do Rio Verde

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Na manhã desta terça-feira (11), 142 alunos da rede municipal que integram as cooperativas escolares se reuniram na sede da cooperativa Sicredi Ouro Verde MT/PA para participar do 4º Encontro Geração Coop. O encontro teve como objetivo promover a integração das cinco cooperativas instituídas no município, são elas: CeciCoop, da Escola Municipal Cecília Meireles; CooperEça, da Eça de Queirós; CooperLino, da Fredolino Vieira Barros; Coração Valente, da São Cristóvão e OlavoCoop, da Olavo Bilac.

Na ocasião, os presidentes de cada cooperativa participaram de um “talk show”, compartilhando experiências vivenciadas em suas escolas e suas trajetórias no cooperativismo, além dos desafios e aprendizados relacionados ao exercício da liderança.

Também foram realizadas atividades práticas, nas quais os estudantes desenvolveram habilidades de comunicação, trabalho em equipe, criatividade e entre outras.

(Foto: Ascom Prefeitura/Anderson Lippi)

Vallentina Follmann, presidente da CeciCoop, compartilhou, entusiasmada, o sentimento de participar pela primeira vez do Geração Coop. “Estou muito feliz por estar aqui e por todos os associados que puderam estar presentes hoje. Esse encontro é muito legal, porque podemos compartilhar as ações que desenvolvemos na nossa cooperativa. E se alguma outra gostar da nossa ideia, pode conversar conosco e se inspirar para fazer uma ação parecida em sua escola.”

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Aprender, cooperar e transformar

Pioneiro em Mato Grosso, Lucas do Rio Verde é, até o momento, o único município do estado a desenvolver o Programa Cooperativas Escolares em sua rede municipal de ensino, em parceria com a Sicredi Ouro Verde MT/PA.

De acordo com a secretária municipal de Educação, Elaine Lovatel, os princípios do cooperativismo transmitidos pelo programa estão alinhados aos objetivos educacionais do município.

“Os princípios e as habilidades desenvolvidos conversam diretamente com a formação humana que nós esperamos que aconteça dentro das nossas unidades escolares. E, estrategicamente, como se trata de adolescentes, todo o conhecimento adquirido fortalecerá também o desenvolvimento acadêmico e profissional desses alunos. É visível a transformação dos estudantes que fazem parte das cooperativas escolares”, afirmou.

(Foto: Ascom Prefeitura/Anderson Lippi)

“Eles têm a oportunidade de, nas escolas, praticar o verdadeiro cooperativismo, realizar experiências e aprender com os erros e acertos. Assim, estamos semeando o cooperativismo em nosso município para que, no futuro, possamos colher muitos bons frutos, pois os jovens que estão aqui hoje serão os líderes de amanhã”, acrescentou o presidente da Sicredi Ouro Verde MT/PA, Eledir Techio.

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(Foto: Ascom Prefeitura/Anderson Lippi)

Entre os estudantes que têm suas trajetórias transformadas pelo programa está Vanessa Maffra, aluna da Escola Municipal São Cristóvão e atual presidente da Coração Valente.

“A cooperativa forma pessoas muito mais conscientes e ligadas ao mundo. Participar dela há três anos aumentou a minha responsabilidade e a minha integração com as pessoas. Eu era uma pessoa que tinha muita vergonha e não conseguia conversar em público. Hoje, tenho mais facilidade para conversar com muitas pessoas, e isso me fez me abrir até mesmo em sala de aula”, relatou.

Por meio de iniciativas como essas, Lucas do Rio Verde consolida a educação municipal como agente de transformação social e formação cidadã, contribuindo para a promoção do protagonismo juvenil e do desenvolvimento de lideranças e de competências essenciais para que os estudantes luverdenses construam trajetórias sólidas e prósperas.

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

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