AGRONEGÓCIO

Rizicultores têm início de ano animador, com preços batendo recordes

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Nos primeiros 15 dias do ano, a tendência de alta nos preços do arroz animou os rizicultores. No Rio Grande do Sul, principal estado produtor e que responde por cerca de 70% da produção nacional, a média da saca gaúcha está mais de 40% superior em comparação com o mesmo período do ano anterior, refletindo a forte valorização do produto.

Os valores do arroz, tanto em casca, ultrapassando R$ 2,5 mil por tonelada, e o beneficiado próximo aos R$ 4,3 mil por tonelada, destacam uma clara sobrevalorização.

No que se refere à recente safra no Rio Grande do Sul, informações mais recentes do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) apontam que os trabalhos foram concluídos tecnicamente. As lavouras semeadas entre outubro e novembro estão sendo irrigadas regularmente, exibindo uma aparência excelente devido às condições climáticas favoráveis.

A média da saca de arroz no estado (58/62% de grãos inteiros, com pagamento à vista) atingiu R$ 130,63 em 11 de janeiro, representando um aumento de 1,81% em relação à semana anterior, 6,13% comparado ao mesmo período do mês anterior e um impressionante acréscimo de 41,11% em relação ao mesmo período de 2023.

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Essa valorização pronunciada reflete uma significativa apreciação em comparação com o mesmo período do ano anterior, evidenciando a robustez atual do mercado.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro

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O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.

O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.

A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.

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O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.

Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.

Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.

A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.

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Fonte: Pensar Agro

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