AGRONEGÓCIO

Novo modelo de monitoramento pretende substituir a moratória

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Um novo modelo de monitoramento da produção de soja começa a ganhar forma no Brasil, substituindo a antiga Moratória da Soja, acordo privado que restringia a compra de grãos oriundos de áreas desmatadas na Amazônia Legal, mesmo quando o desmatamento era legal.

A proposta foi definida em reunião realizada no gabinete da deputada federal Coronel Fernanda, em Brasília, e contou com a participação de representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Aprosoja-MT, de produtores de sementes e do Ministério Público Federal (MPF).

O projeto-piloto será implementado em dois municípios de Mato Grosso, escolhidos por apresentarem alta produção de soja e presença de vegetação nativa. O objetivo é monitorar, por meio de imagens de satélite e outras tecnologias, a produção e comercialização do grão, garantindo a conformidade com o Código Florestal e promovendo a sustentabilidade da cadeia produtiva.

Segundo a Abiove, o novo pacto respeitará integralmente a legislação brasileira vigente, incluindo o Código Florestal, que permite o desmate controlado de até 20% do bioma amazônico e 65% do Cerrado em propriedades privadas. O monitoramento inicial terá duração de dois meses, e os resultados serão apresentados em janeiro de 2025.

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“Se essa experiência der certo, expandiremos para outras regiões do país. Nossa soja é a mais sustentável do mundo, e precisamos comunicar isso de forma efetiva”, afirmou a deputada Coronel Fernanda, coordenadora do grupo de trabalho.

A parlamentar destacou que o novo instrumento deve ser inclusivo e ágil, permitindo a regularização de áreas com pendências ambientais. Além disso, será estruturado como um acordo privado, evitando atribuições que cabem ao Estado.

O novo pacto simboliza o encerramento da Moratória da Soja, criticada por produtores e governos estaduais por restringir a comercialização de grãos em áreas legalmente desmatadas. Nos últimos anos, a Aprosoja-MT e outros representantes do setor acionaram o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para investigar práticas comerciais das empresas signatárias da moratória, argumentando que o acordo desrespeitava a liberdade econômica.

O setor produtivo tem reforçado a necessidade de valorizar a soja brasileira no mercado internacional, promovendo sua sustentabilidade e alta produtividade. Coronel Fernanda ressaltou que a nova proposta será desenvolvida de forma a preservar a competitividade do agronegócio nacional, destacando o compromisso dos produtores com a preservação ambiental e o uso responsável dos recursos naturais.

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A iniciativa reflete a força e a organização do setor produtivo no Mato Grosso, estado líder em produção de grãos, e reforça o papel da agricultura como motor econômico e social do país. Enquanto isso, o agronegócio aguarda com otimismo a implementação do novo pacto, que promete equilibrar sustentabilidade, produtividade e respeito às normas ambientais.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Simpósio em Dourados debate Zarc, manejo da soja e créditos de carbono

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Produtores rurais, pesquisadores, técnicos e representantes do agronegócio participam nesta segunda-feira (11.05), em Dourados (cerca de 230 km da capital, Campo Grande), em Mato Grosso do Sul, do Simpósio de Agricultura promovido pelo Grupo Plantio na Palha (GPP) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Agropecuária Oeste). O evento integra a programação da 60ª Expoagro e concentra discussões sobre gestão de risco climático, manejo da soja, uso da água e mercado de carbono.

A programação reune especialistas para discutir temas considerados estratégicos diante das mudanças climáticas, da pressão por sustentabilidade e da necessidade de ampliar eficiência produtiva no campo.

Um dos principais focos do encontro será o novo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), política pública utilizada para orientar épocas de plantio e reduzir riscos associados ao clima. A ferramenta também serve de base para operações de crédito rural e contratação de seguro agrícola.

A abertura técnica do simpósio contará com palestra do pesquisador Éder Comunello, da Embrapa Agropecuária Oeste, que apresentará os avanços do Zarc com a incorporação dos chamados níveis de manejo. A nova metodologia leva em consideração diferentes padrões tecnológicos adotados nas propriedades rurais, permitindo análises mais precisas sobre risco produtivo.

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Segundo especialistas, a atualização do sistema pode trazer impactos relevantes para o produtor, incluindo redução do custo do seguro rural em áreas com melhor manejo e menor exposição climática.

Na sequência, o pesquisador Júlio Cesar Salton abordará a relação entre níveis de manejo e produtividade da soja, destacando práticas voltadas ao aumento da eficiência agronômica e à diminuição dos riscos de perdas nas lavouras.

O simpósio também abrirá espaço para debates sobre recursos hídricos. O presidente do Comitê da Bacia do Rio Ivinhema, Leonardo Ramos, discutirá os impactos e desafios relacionados à cobrança pelo uso da água na agricultura e na pecuária, tema que ganha importância crescente em regiões de expansão agropecuária e maior pressão ambiental.

Outro assunto em destaque será o mercado de créditos de carbono. O CEO da NetWord, Marcos Ferronatto, apresentará possibilidades de originação, estruturação e comercialização de créditos gerados em propriedades rurais que adotam práticas sustentáveis e sistemas conservacionistas.

O encerramento da programação contará com debate mediado pelo presidente do Grupo Plantio na Palha, Mário José Maffini, reunindo palestrantes e participantes para discutir os desafios da agricultura regional diante do atual cenário climático e econômico.

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Para a Embrapa Agropecuária Oeste, o evento reforça a importância da transferência de tecnologia e da aproximação entre pesquisa científica e produtor rural, especialmente em temas ligados à adaptação climática, sustentabilidade e rentabilidade da atividade agrícola.

Serviço

Simpósio de Agricultura da Expoagro 2026

  • Data: 11 de maio de 2026
  • Horário: das 7h às 12h
  • Local: Auditório do Sindicato Rural de Dourados, em Dourados (MS)
  • Realização: Grupo Plantio na Palha (GPP) e Embrapa Agropecuária Oeste
  • Temas:
    • Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc)
    • Manejo da soja
    • Cobrança pelo uso da água
    • Créditos de carbono
    • Sustentabilidade e gestão de risco no campo

Fonte: Pensar Agro

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