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Minas atinge marco histórico com processamento de 74,8 milhões de toneladas de cana

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Minas Gerais atingiu um marco histórico na safra atual, com o processamento de 74,8 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, representando um aumento de 13,7% em comparação com o período anterior. Os dados divulgados pela Siamig – Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais confirmam esse recorde na moagem para esta temporada.

Houve também um expressivo aumento na produção de açúcar, atingindo a marca de 5,19 milhões de toneladas, um incremento de 16,1% em relação ao ano passado. Apenas na segunda metade de outubro, a produção de açúcar alcançou 286 mil toneladas, um aumento significativo de 47% em comparação com o mesmo período na safra anterior.

Em relação ao etanol, a fabricação total atingiu a marca de 3,08 bilhões de litros, registrando um sólido aumento de 11% em comparação com o mesmo período do ano passado. O etanol hidratado contribuiu com 1,8 milhões de metros cúbicos, enquanto o etanol anidro atingiu 1,2 milhões de metros cúbicos, representando aumentos de 12,9% e 7,6%, respectivamente, em comparação com a safra 2022/23.

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O mix de produção acumulado demonstra uma tendência de 51% para o açúcar, um aumento de 1 ponto percentual em relação à safra anterior. Mário Campos, presidente da Siamig, destaca os recordes de produção de cana nesta safra em Minas Gerais. Com uma projeção de ultrapassar 76 milhões de toneladas, Campos ressalta o aumento da produtividade agrícola e a manutenção da qualidade da matéria-prima como fatores determinantes para esse sucesso.

Fonte: Pensar Agro

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Atenção para a declaração de rebanho obrigatória

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A atualização cadastral dos rebanhos, obrigatória para produtores rurais em todo o país, ganha força neste ano com a abertura das primeiras janelas de declaração em diferentes estados. Embora o calendário varie conforme a unidade da Federação, a exigência já se consolidou como um dos principais instrumentos de controle sanitário da pecuária brasileira.

Em Goiás, a primeira etapa de 2026 ocorre entre 1º e 31 de maio, conforme cronograma da Agência Goiana de Defesa Agropecuária. O procedimento é obrigatório e exige que o produtor informe a situação atualizada dos animais na propriedade, incluindo nascimentos, mortes e movimentações.

A exigência, no entanto, não é isolada. Estados como Rio Grande do Sul já realizam a declaração entre abril e junho, enquanto Paraná segue calendário semelhante. No Centro-Oeste, modelos semestrais também são adotados, com etapas distribuídas ao longo do ano, como ocorre em Mato Grosso do Sul. Já em Mato Grosso e Rondônia, a atualização costuma ocorrer no fim do ano, concentrada entre novembro e dezembro.

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Apesar das diferenças de prazo, a lógica é a mesma em todo o país: manter um banco de dados atualizado sobre o rebanho nacional, permitindo resposta rápida a eventuais surtos sanitários e maior controle da movimentação animal.

Na prática, o produtor deve declarar todas as espécies existentes na propriedade — de bovinos e suínos a aves, equinos, ovinos, caprinos, abelhas e animais aquáticos — garantindo que o cadastro reflita a realidade atual da produção.

A medida ganhou ainda mais importância com o avanço do Brasil no status sanitário internacional, especialmente após a retirada gradual da vacinação contra febre aftosa em diversas regiões. Com menor margem para erro, a rastreabilidade e o controle do rebanho passaram a ser considerados essenciais para a manutenção de mercados e abertura de novos destinos para a carne brasileira.

Além da sanidade, os dados também são utilizados para orientar políticas públicas e planejamento do setor. Informações atualizadas permitem dimensionar com precisão o tamanho do rebanho, direcionar campanhas de controle de doenças e apoiar decisões comerciais.

O descumprimento da obrigação pode gerar penalidades, incluindo multas e restrições operacionais. Na prática, o produtor fica impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para transporte e comercialização, o que pode travar a atividade dentro da porteira.

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Com a digitalização dos sistemas, o processo tem migrado para plataformas online, o que amplia o acesso, mas também exige atenção redobrada do produtor quanto a prazos e regularidade cadastral.

Em um cenário de maior exigência sanitária e competitividade internacional, a declaração de rebanho deixou de ser apenas uma obrigação burocrática e passou a integrar a estratégia produtiva da pecuária brasileira — com impacto direto sobre a segurança do sistema e a capacidade de acesso a mercados.

Fonte: Pensar Agro

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