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Registre-se encerra atendimentos em Mato Grosso no Centro de Ressocialização Ahmenon em VG

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“Hoje recebi um presente maravilhoso, finalmente tenho minha certidão com o meu nome feminino. Agora posso chegar aos lugares sem me sentir constrangida, pois minha aparência feminina não combinava com o nome masculino”, disse K. H. S. C., de 35 anos. Ela é uma das seis pessoas privada de liberdade da ala LGBTQIAPN+ do Complexo de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas (Criald) e que foram beneficiadas pelos atendimentos da 4ª Semana Nacional do Registro Civil – Registre-se!, em Mato Grosso.

A mulher trans recebeu uma nova certidão de nascimento com alteração de nome, no último dia de atendimentos realizado nesta sexta-feira (17). A ação integra uma mobilização nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e executada pelas corregedorias dos estados com vários parceiros. Em Mato Grosso, o trabalho é conduzido pela Corregedoria-Geral da Justiça, com foco na emissão de documentos e no acesso a direitos para pessoas em situação de vulnerabilidade.

A juíza auxiliar da Corregedoria, Myrian Pavan Schenkel, que liderou as atividades destacou que diferentes de outros Estados, Mato Grosso encerrou sua segunda semana de atendimentos, já que entre os dias 06 a 10 de abril, as ações foram voltadas aos povos originários, em Marcelândia. Já no dia 09 de abril, houve atendimento aos idosos e pessoas em situação de rua durante o Mutirão PopRuaJud, em Rondonópolis. E entre os dias 13 a 16 de abril, os serviços foram destinados as pessoas privadas de liberdade da Penitenciária Central de Cuiabá e nesta sexta, no Centro de Ressocialização em Várzea Grande.

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“Ao todo, registramos uma média de 1000 atendimentos, com a emissão de certidões de nascimento e outros documentos básicos. O objetivo do evento é justamente combater o sub-registro civil, garantindo que essas pessoas tenham acesso a direitos que antes lhes eram negados por falta de documentação”, pontuou a juíza auxiliar.

Para o presidente da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais de Mato Grosso, Rodrigo Oliveira Castro é fundamental que os cartórios de registro civil estejam sempre engajados no combate ao sub-registro e no atendimento dessa população vulnerável, conforme diretrizes estabelecidas pelo CNJ.

“Estamos falando de públicos como indígenas, pessoas em situação de rua e outros grupos em condição de invisibilidade social. O acesso à documentação básica é o primeiro passo para garantir direitos assegurados por lei”, afirmou Rodrigo Castro.

O diretor da Criald, Edson Casimiro ressaltou que a ação é importante não apenas para promover a cidadania, mas também para abrir oportunidades de inserção no mercado de trabalho. “Por sermos um centro de ressocialização, buscamos implementar frentes de trabalho, possibilitando que essas pessoas desenvolvam habilidades e tenham melhores condições de recomeçar fora daqui”, disse.

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Registre-se! – Em 2026, a 4ª Semana ocorreu de 13 a 17 de abril de 2026 em Mato Grosso e em todo o Brasil. A ação ofereceu serviços gratuitos como: emissão de certidões de nascimento e casamento, regularização de CPF, emissão de documentos de identidade, inclusão da identidade de pertencimento nas certidões, além da retificação do nome indígena.

Todos os serviços ofertados foram disponibilizados por meio de parcerias com o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Fundação Nova Chance (Funac), Defensoria Pública do Estado (DPE), Defensoria Pública da União (DPU), Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), Receita Federal do Brasil (RFB), Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Associação dos Registradores de Pessoas Naturais de Mato Grosso (Arpen-MT), Associação dos Notários e Registradores de Mato Grosso (Anoreg-MT), cartórios, Prefeitura de Marcelândia, Prefeitura de Cuiabá e Prefeitura de Várzea Grande.

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Autor: Larissa Klein

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

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Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

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Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

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Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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