AGRONEGÓCIO

Maior feira do Centro-Oeste promete movimentar R$ 10 bilhões

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Com a expectativa de atrair cerca de 150 mil visitantes e movimentar R$ 10 bilhões, começa nesta segunda-feira (07) em Rio Verde (GO), a 22ª edição da Tecnoshow Comigo, uma das maiores feiras de tecnologia agropecuária do Brasil.

A feira contará com a participação de 690 expositores, que irão apresentar mais de 3 mil máquinas e equipamentos agrícolas, além de oferecer mais de 300 horas de palestras com especialistas renomados, como Fernando Beltrame, Thiago Bernardino, Paulo Arbex, Aldo Rebelo e José Luiz Tejon.

O tema deste ano será “Gerações do Agro”, que abordará não apenas inovações tecnológicas e práticas agrícolas, mas também questões importantes como a sucessão familiar nas propriedades rurais.

Para esse ano, a Tecnoshow Comigo planeja promover uma feira mais sustentável, com o objetivo de zerar suas emissões de carbono, implementando ações como a distribuição de mudas nativas e a reciclagem de resíduos gerados no evento.

Além das inovações tecnológicas e das palestras, a feira gera cerca de 10 mil empregos diretos e indiretos, desde a montagem dos estandes até os serviços prestados durante os cinco dias de evento.

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A infraestrutura da feira foi ampliada para atender à grande demanda de visitantes. A área de exposição de maquinários agrícolas foi expandida em 2 mil m², assim como a pavimentação das ruas da feira, que somam agora 281 mil m² de área gramada e 45 mil m² pavimentados.

Para maior conforto do público, os banheiros femininos foram climatizados e novos banheiros foram construídos. A área de alimentação será um dos destaques, com três restaurantes, sendo dois gerenciados por fornecedores da região de Rio Verde, além de lanchonetes, quiosques e food trucks, que deverão atender entre 7.500 e 9.000 pessoas diariamente.

Nos cinco dias de evento, a Tecnoshow Comigo oferecerá uma programação de mais de 100 palestras, distribuídas em três auditórios, com a participação de grandes nomes do setor agropecuário. Dentre os temas, destacam-se “Plantio Inteligente”, “A Geopolítica da Agropecuária Brasileira” e “Caminhos da Sucessão: Como Preparar a Próxima Geração para a Continuidade?”. Palestras sobre agricultura, pecuária, meteorologia agrícola e gestão de propriedades também fazem parte da programação, que visa capacitar os produtores rurais a tomar decisões mais assertivas para o sucesso de suas atividades.

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As dinâmicas de pecuária também prometem atrair a atenção do público, com demonstrações práticas sobre o manejo racional de bovinos, técnicas de silagem e comportamentos animais, além de uma oficina de casqueamento de equinos. Uma das novidades deste ano será um concurso de cutelaria, no qual os participantes poderão mostrar suas habilidades na forja de facas.

A Tecnoshow Comigo, além de se consolidar como um importante evento para o agronegócio brasileiro, também se destaca pelo seu compromisso com a sustentabilidade e inovação, atraindo produtores de todo o país e do exterior, reafirmando a importância da feira para o desenvolvimento do setor agropecuário.

Serviço:

  • Data: 7 a 11 de abril de 2025
    Local: Centro Tecnológico COMIGO (CTC), Rio Verde, GO
    Horário: 8h às 18h
    Entrada: Gratuita
    Mais informações: www.tecnoshowcomigo.com.br

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Sustentabilidade avança e passa a influenciar crédito, mercado e custos do setor

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A agenda de sustentabilidade deixou de ser apenas institucional e passou a afetar diretamente decisões de investimento, acesso a mercado e custo de produção — com impacto crescente também sobre o agronegócio. Levantamento da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), em parceria com a empresa Humanizadas, mostra que 59% das companhias brasileiras já incorporam critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) à estratégia central dos negócios, enquanto 57% integram exigências regulatórias diretamente em decisões comerciais e financeiras.

Na prática, isso começa a chegar ao campo. A exigência por rastreabilidade, menor emissão de carbono e cumprimento de protocolos ambientais já influencia desde a concessão de crédito até o acesso a mercados internacionais, especialmente na cadeia de grãos, carnes e café. Para o produtor, o tema deixa de ser reputacional e passa a ter efeito direto sobre receita, financiamento e risco operacional.

O estudo, que ouviu 587 executivos — em sua maioria de médias e grandes empresas — indica que 87% das organizações já atuam com sustentabilidade, mas apenas 26% se consideram preparadas para atender às novas exigências. Esse descompasso revela um ponto central: a agenda avançou mais rápido na intenção do que na execução, o que tende a aumentar a pressão sobre cadeias produtivas, incluindo fornecedores do agro.

O principal entrave é econômico. Embora 74% das empresas reconheçam valor na sustentabilidade, só 34% conseguem medir retorno financeiro de forma estruturada. Para 44% dos executivos, transformar práticas ambientais em resultado concreto ainda é o maior desafio. No agro, essa conta aparece no custo de adaptação — seja na adequação ambiental, seja na adoção de tecnologias para redução de emissão ou melhoria de eficiência.

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Outro dado relevante é que 71% das empresas ainda não reduzem nem compensam emissões de carbono, enquanto temas como clima e biodiversidade seguem em segundo plano. Em contrapartida, inovação e tecnologia lideram as prioridades, com 59% de atenção, justamente por apresentarem retorno mais direto em produtividade e redução de custos — lógica que também se repete dentro da porteira.

A fragilidade na gestão de dados reforça esse cenário. Segundo o levantamento, 68% das empresas não publicam relatórios de sustentabilidade e 73% não atualizam suas matrizes de materialidade, o que dificulta transformar exigências ambientais em indicadores financeiros claros. Para o agro, isso significa maior risco de assimetria: o produtor passa a ser cobrado, mas nem sempre tem clareza sobre como essa exigência se converte em preço ou vantagem comercial.

A pesquisa também mostra que apenas 31% das empresas monitoram riscos ligados à sustentabilidade e 28% acompanham oportunidades. Na prática, isso indica que boa parte do mercado ainda reage à pressão regulatória, em vez de antecipar movimentos — um comportamento que tende a se refletir nas cadeias produtivas.

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Apesar dos desafios, os efeitos econômicos já são percebidos. Entre as empresas, 74% apontam fortalecimento de reputação, 65% maior eficiência no uso de recursos e 60% redução de custos como principais ganhos da agenda. No agro, esses fatores aparecem, por exemplo, na melhoria da gestão de insumos, uso mais eficiente de água e energia e acesso a programas de financiamento com critérios ambientais.

No cenário externo, a tendência é de aumento dessa pressão. A realização da Conferência do Clima das Nações Unidas, a COP30, em Belém, em 2025, foi utilizada por 37% das empresas para ampliar parcerias e posicionamento institucional, indicando que a agenda ambiental deve ganhar ainda mais peso na definição de mercados e fluxos de investimento.

Para o produtor rural, o movimento é claro: sustentabilidade deixa de ser diferencial e passa a ser requisito. A capacidade de atender a essas exigências — com controle de custo e ganho de eficiência — tende a definir não apenas competitividade, mas também acesso a crédito e mercado nos próximos anos

Fonte: Pensar Agro

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