AGRONEGÓCIO

Goiás decreta situação de emergência em 25 municípios por conta da seca

Publicado em

Em uma medida drástica para enfrentar a grave estiagem que assola o estado, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, decretou situação de emergência em 25 municípios. A falta de chuvas, acompanhada de calor excessivo e a consequente perda de umidade do solo, tem impactado severamente a produção agrícola nas regiões, comprometendo não apenas a economia local, mas também a subsistência de comunidades.

Publicado na última segunda-feira (05.02), o decreto entra em vigor com uma duração prevista de 180 dias, abrangendo uma vasta área que inclui municípios das regiões oeste e norte do estado, como Acreúna, Porangatu, Quirinópolis e Santa Helena de Goiás, entre outros. Essas áreas são conhecidas por sua atividade agropecuária intensa, o que ressalta a gravidade da situação atual.

O governo do estado tomou essa decisão após observar o volume significativamente baixo de chuvas e as extremas condições climáticas que perduram por longos períodos sem precipitação. Em vários casos, a perda de umidade do solo ultrapassou a capacidade de reposição natural, uma situação alarmante para a agricultura e pecuária locais.

Leia Também:  Avanço da colheita no principal estado produtor amplia pressão sobre preços

O decreto classifica a situação como “estiagem” de nível 2, ou de média intensidade, seguindo a Classificação e Codificação Brasileira de Desastres (Cobrade) e normas do Ministério do Desenvolvimento Regional. Essa classificação implica em uma série de medidas emergenciais que o estado poderá adotar para mitigar os efeitos da seca, incluindo a possibilidade de acesso a recursos federais para apoio e recuperação das áreas afetadas.

A decisão de declarar estado de emergência reflete a urgência em responder aos desafios impostos pela natureza, buscando minimizar o impacto sobre a população e a economia dos municípios goianos. Com a agricultura sendo um dos pilares da economia do estado, a estiagem representa não apenas uma crise ambiental, mas também social e econômica, afetando diretamente a vida de milhares de agricultores e habitantes dessas regiões.

O governo de Goiás, junto a órgãos competentes, agora trabalha na implementação de estratégias de enfrentamento à estiagem, enquanto monitora de perto a situação climática dos municípios em emergência, esperando que medidas paliativas possam aliviar os efeitos devastadores da seca prolongada.

Fonte: Pensar Agro

Leia Também:  Governo investe R$ 78,5 milhões para obras de saneamento básico em municípios

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Plantio chega a 0,5% entre calor, seca, frio e excesso de chuvas

Published

on

O plantio da soja 2026/27 alcançou 0,5% da área prevista no Brasil, mas começou em ritmos diferentes nas principais regiões produtoras. Enquanto a falta de umidade e o calor restringem a entrada das máquinas em Mato Grosso e partes do Centro-Oeste, o excesso de chuva reduziu as janelas de trabalho no Paraná.

Os dados fazem parte do acompanhamento divulgado nesta semana pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com informações coletadas até 18 de setembro. Entre os Estados que já iniciaram a semeadura, o Paraná aparece com 2% da área plantada, seguido por Mato Grosso do Sul, com 1%, e Mato Grosso, com 0,6%.

O início ainda lento não representa, por enquanto, ameaça ao potencial da safra. A preocupação está na distribuição irregular das chuvas e na possibilidade de o produtor avançar depois de uma precipitação isolada, sem umidade suficiente para garantir germinação e emergência uniformes.

Em Mato Grosso, maior produtor brasileiro da oleaginosa, o trabalho permanece concentrado nas áreas irrigadas e em propriedades que receberam volumes localizados de chuva. Nas lavouras de sequeiro, a semeadura avança com cautela porque a água acumulada no solo ainda é insuficiente em parte do Estado.

As primeiras precipitações de setembro permitiram o plantio de alguns talhões, nos quais já existem plantas no estágio inicial de emergência. A redução das chuvas, entretanto, obrigou produtores a diminuir o ritmo para evitar que as sementes sejam colocadas em solo quente e com pouca água.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê chuvas isoladas em áreas do Centro-Oeste, mas indica predomínio de tempo mais estável no nordeste de Mato Grosso e no norte de Goiás. O calor continua elevado e pode manter a rápida perda de água do solo, principalmente onde as precipitações forem fracas ou mal distribuídas.

Leia Também:  Grêmio vence, rebaixa o Goiás e mantém chance de título do brasileirão

Temperaturas próximas ou superiores a 40°C em pontos da região também elevam a temperatura da camada superficial. Nessas condições, plantar somente porque ocorreu uma chuva pode aumentar o risco de germinação irregular, falhas no estande e necessidade de replantio.

Em Goiás, onde a semeadura ainda é incipiente, a situação também exige atenção. A previsão de chuva para os próximos dias não indica recuperação uniforme da umidade, sobretudo no norte do Estado. A recomendação agronômica é observar não apenas o volume recebido, mas a profundidade alcançada pela água e a perspectiva de novas precipitações depois do plantio.

Mato Grosso do Sul apresenta situação mais favorável em parte do território. O Estado já semeou 1% da área e pode receber volumes superiores a 50 milímetros no sul durante o período analisado pelo Inmet. No norte, porém, a umidade permanece irregular, o que impede uma aceleração homogênea dos trabalhos.

No Paraná, o obstáculo é diferente. O Estado lidera o plantio entre os principais produtores, com 2% da área semeada, mas as chuvas frequentes e o excesso de umidade interromperam operações em algumas regiões. A entrada de tratores e plantadeiras em solo encharcado pode provocar compactação, formação de sulcos inadequados e distribuição irregular das sementes.

A previsão indica uma redução temporária da instabilidade em parte do Paraná, abrindo novas janelas para o trabalho no campo. A chuva, contudo, pode retornar durante o fim de semana, especialmente no leste do Estado. O produtor precisará avaliar as condições de tráfego e evitar operações antes que o solo recupere sustentação suficiente.

Leia Também:  Polícia Civil resgata crianças subtraídas pelo pai e levadas para Goiás sem autorização da mãe

O contraste mostra que o início da safra não depende apenas da quantidade total de chuva. No Centro-Oeste, a necessidade é de precipitações regulares que recuperem o armazenamento hídrico. No Paraná, o desafio é encontrar períodos de tempo firme entre sucessivos episódios de chuva.

O avanço da soja também influencia o calendário das culturas plantadas na sequência. Em Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, uma demora prolongada pode reduzir a janela disponível para o milho e o algodão de segunda safra. Isso pode levar parte das áreas a ser semeada em período de maior risco climático.

Ainda é cedo, porém, para projetar perda de produção ou redução generalizada da área. O ritmo costuma ganhar força entre o fim de setembro e a primeira quinzena de outubro, desde que as chuvas se regularizem no Centro-Oeste e o excesso de umidade diminua no Sul.

Neste momento, a estratégia mais segura é ajustar o plantio às condições de cada talhão. Em áreas secas, precipitações isoladas não garantem umidade suficiente para o estabelecimento da lavoura. Onde há excesso de água, entrar antes da hora pode comprometer a estrutura do solo e a qualidade da semeadura.

Os próximos dias serão decisivos para determinar se a diferença atual será rapidamente recuperada. Mais do que acelerar as máquinas, o produtor precisará preservar a qualidade do plantio, porque uma lavoura implantada fora das condições adequadas pode carregar falhas até a colheita.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA