AGRONEGÓCIO

Ministério da Agricultura e Denit discutem alternativas para a conclusão da BR-242

Publicado em

O Ministério da Agricultura e Pecuária e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) estão analisando alternativas ao traçado da BR-242, em Mato Grosso.

A BR-242 é um projeto inserido no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal e compreende a pavimentação de 305 quilômetros divididos em três lotes, conectando os municípios de Santiago do Norte e Querência, em Mato Grosso.

Essa rodovia estabelece uma ligação estratégica entre a BR-163 e a BR-158, dois dos principais corredores de escoamento da produção agrícola brasileira.

Para o início das obras de pavimentação desses trechos, são necessários a finalização do Licenciamento Ambiental e a conclusão dos estudos relacionados aos componentes indígenas. Isto se deve ao fato de que os lotes B e C da rodovia, que passam por Gaúcha do Norte e Querência, atravessam áreas indígenas ou estão próximos a elas, particularmente ao sul do Parque do Xingu.

A pavimentação da BR-158, uma das obras mais relevantes para o desenvolvimento da região do Vale do Araguaia, já teve sua ordem de serviço emitida em setembro. Esta inclui o contorno de 12 quilômetros, evitando a área indígena. Portanto, as propostas de traçados alternativos para a BR-242 estão focadas em rotas que contornem as áreas de influência indígena.

Leia Também:  Na Infraero, prefeito e secretário discutem outorga do Aeroporto Regional

Essa obra vai além de simplesmente facilitar o escoamento da safra, desempenhando um papel fundamental no transporte escolar, na assistência médica dos pacientes e na mobilidade das comunidades locais. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) também implementou um programa de reabilitação das estradas vicinais, buscando tornar o sistema rodoviário mais eficiente.

O estudo dos traçados alternativos aborda a criação de um sistema interligado de rodovias municipais e a substituição de pontes de madeira por estruturas mais adequadas, promovendo um fluxo de tráfego mais eficaz.

No total, a BR-242 abrange uma extensão de 2.311,7 quilômetros, estendendo-se da Bahia até Mato Grosso. Com suas conexões às BRs 163 e 158, essa rodovia também se configura como uma rota fundamental para o escoamento da produção, seja pelos portos do arco norte ou do arco sul, contribuindo para aumentar a competitividade da região, que é considerada a nova fronteira agrícola do país.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado

Published

on

A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.

O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.

Leia Também:  Brasil segue ampliando presença global nas exportações de grãos

Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.

A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.

A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.

Leia Também:  Inovação rural ganha espaço no South Summit e aponta caminhos para o agro

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA