AGRONEGÓCIO

Brasil amplia exportação de material genético animal para o Paraguai

Publicado em

O governo brasileiro tomou conhecimento, com satisfação, da abertura do mercado paraguaio para as exportações de sêmen e embriões caprinos e ovinos. As negociações foram iniciadas em março deste ano e a aprovação do Certificado Sanitário Internacional, que permite a exportação dos produtos, foi concluída em novembro corrente, com a publicação dos requisitos zoosanitários pela autoridade sanitária do Paraguai.

De acordo com o documento, as condições de manipulação, carregamento e transporte obedecem aos padrões higiênico-sanitários recomendados internacionalmente, que asseguram os cuidados necessários para evitar o contato dos produtos com qualquer fonte potencial de contaminação.

Pelas métricas do governo brasileiro, as exportações brasileiras de material genético animal – excluído o material genético de origem bovina – somaram USD 825,2 mil de janeiro a outubro deste ano. Os principais mercados importadores do produto brasileiro são Costa Rica, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai.

Dessa maneira, o Brasil alcançou a abertura de 65 novos mercados externos para os produtos agropecuários brasileiros neste ano. Tais resultados são fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Leia Também:  Colheita do milho já supera 2023 no sul e no Sudeste

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Pequenos produtores ampliam presença no mercado internacional

Published

on

O comércio exterior deixou de ser uma realidade exclusiva das grandes tradings e cooperativas para se tornar uma oportunidade cada vez mais concreta para pequenos negócios ligados ao agronegócio brasileiro.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que 877 microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte do setor exportaram seus produtos em 2025, um crescimento de 154,9% em comparação com 2015.

Mais expressivo ainda foi o avanço da receita gerada por esses negócios. Em dez anos, o faturamento das exportações quintuplicou, passando de R$ 583 milhões para R$ 2,9 bilhões, um crescimento de 402%. Os números revelam uma mudança importante no perfil do comércio exterior brasileiro e demonstram que produtores de menor porte estão encontrando espaço em mercados cada vez mais exigentes ao redor do mundo.

O avanço é resultado de uma combinação de fatores, entre eles a busca internacional por alimentos diferenciados, a organização dos produtores em cooperativas, o acesso a certificações de qualidade, a profissionalização da gestão rural e a abertura de novos mercados para produtos com identidade regional. Hoje, cafés especiais, mel, frutas, castanhas, erva-mate, pescados, queijos artesanais e diversos outros produtos oriundos de pequenas propriedades já chegam a consumidores na Europa, Ásia, Oriente Médio e América do Norte.

Leia Também:  Usina transforma dejetos suínos em combustível e abre nova frente de renda no campo

O crescimento também mostra que exportar deixou de ser apenas uma estratégia para grandes volumes. Em muitos casos, o diferencial competitivo está justamente na qualidade, na rastreabilidade, na sustentabilidade e na história por trás do produto. É o caso de pequenos cafeicultores de Minas Gerais e Espírito Santo, produtores de mel do Sul do país, fruticultores do Nordeste e agroindústrias familiares que agregam valor à produção antes de comercializá-la.

Segundo dados do governo federal, os pequenos negócios já representam mais da metade das empresas exportadoras do agronegócio brasileiro. Embora ainda respondam por uma parcela menor do valor total exportado quando comparados aos grandes grupos, sua participação cresce ano após ano e demonstra o potencial de inclusão produtiva e geração de renda no campo.

A expansão das exportações de pequenos produtores também fortalece economias regionais, estimula investimentos em tecnologia e incentiva a sucessão familiar nas propriedades rurais. Em um cenário de crescente demanda global por alimentos, o mercado internacional passa a ser visto não apenas como uma oportunidade de negócios, mas como um caminho para aumentar a rentabilidade e reduzir a dependência exclusiva do consumo interno.

Leia Também:  Brasil não tem onde armazenar mais de 60% da safra

Os números mostram que a internacionalização do agro brasileiro não está acontecendo apenas nas grandes fazendas ou nas multinacionais do setor. Ela também avança dentro das pequenas propriedades, onde produtores encontram novas oportunidades para transformar qualidade, tradição e inovação em renda e desenvolvimento.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA