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Alunos e familiares se reencontram em homenagem ao legado de Masanobu Kazurayama

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A exposição Dois Mundos: O Legado de Masanobu Kazurayama segue emocionando visitantes no Museu do Morro da Caixa D’Água Velha, em Cuiabá. Após a abertura, a mostra passou a reunir familiares, ex-alunos, amigos e admiradores do artista plástico e professor em um reencontro marcado por lembranças, reconhecimento e pela oportunidade de apresentar sua obra às novas gerações. A abertura foi realizada na segunda-feira (3).

Idealizada por antigos alunos em parceria com a família, a exposição reúne cerca de 30 pinturas do mestre e trabalhos produzidos por seus discípulos, evidenciando a continuidade do legado artístico deixado por Kazurayama. O coordenador da mostra, Evans Camargo, explica que a homenagem surgiu de forma espontânea entre pessoas que conviveram com o professor. “Entramos em contato com a família e decidimos realizar essa exposição. Ela traz 30 obras do mestre e também obras de seus alunos. É um resgate histórico tanto da técnica aplicada por Kazurayama quanto da produção de seus alunos”, afirmou.

Mais do que destacar a qualidade técnica das pinturas em óleo sobre tela, a exposição revela a dimensão humana de Masanobu Kazurayama, reconhecido pela dedicação ao ensino e pela disposição em colaborar com tudo o que envolvia a arte. O filho, Fábio Masao Kazurayama, relembra que o pai era incansável quando se tratava de ensinar e cuidar dos espaços onde atuava. “Ele era muito esforçado e dedicado em tudo o que fazia. Se faltasse alguma coisa, ele dava um jeito. Não importava se estivesse fazendo sol ou chuva, porque ele amava o que fazia”, disse.

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O reencontro também emocionou a família. A esposa do artista, Clara Emiko Kazurayama, acompanhou a homenagem e demonstrou satisfação ao ver as obras novamente reunidas. Segundo ela, a iniciativa representa o carinho dos antigos alunos pelo mestre. “Fiquei muito satisfeita de ver os quadros dele expostos aqui. As alunas queriam fazer uma homenagem para ele”, declarou.

Entre os visitantes, a estudante Paola Doenha contou que a riqueza dos detalhes das pinturas transmite a sensação de conhecer outros lugares por meio da arte. Para ela, a trajetória de vida do artista amplia o significado da exposição. “Resiliência, dedicação e inspiração. É um exemplo para a nossa geração que está surgindo agora”, resumiu. Já o vigilante Sidrac Dias, que visitava o museu pela primeira vez, destacou que a experiência despertou uma reflexão sobre a importância de valorizar a arte e aproveitar melhor o tempo.

De acordo com a turismóloga Thaís Nishimura, o Museu do Morro da Caixa D’Água Velha cumpre o papel de preservar a memória e aproximar o público das manifestações culturais. A homenagem a Kazurayama, segundo ela, também permite conhecer referências do Japão e de outros países retratados nas obras, ao mesmo tempo em que valoriza artistas que ajudaram a construir a história cultural de Cuiabá.

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O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Corrêa, destacou que o museu mantém programação permanente de exposições e segue recebendo investimentos para melhorias na estrutura. Aberto diariamente, inclusive aos fins de semana, o espaço permanece com a mostra Dois Mundos, oferecendo aos moradores e turistas a oportunidade de conhecer de perto a trajetória de um artista que transformou a técnica em legado e fez da arte um instrumento de ensino e inspiração.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Com apoio da Prefeitura de Cuiabá, Grupo Flor Serrana lança primeiro álbum

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A valorização da cultura popular cuiabana ganhou um importante reforço com o lançamento do álbum “Flor Serrana – As Tradições da Serra Abaixo”, primeiro trabalho fonográfico do Grupo Flor Serrana. O projeto foi viabilizado por meio do Edital Gambira Cultural – Múltiplas Linguagens, realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, executados pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Cultura.

Com 19 faixas, o álbum registra pela primeira vez em formato de áudio o repertório que acompanha as apresentações do grupo desde sua fundação, reunindo canções que preservam a memória, a religiosidade e a identidade das comunidades rurais da Serra Abaixo e da Baixada Cuiabana. Lançado nesta sexta-feira (7), o trabalho já está disponível nas plataformas Spotify e YouTube, ampliando o acesso do público a um patrimônio cultural que, até então, era transmitido principalmente por meio da tradição oral.

O investimento da Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, reforça o compromisso da gestão municipal com a preservação do patrimônio cultural imaterial, incentivando artistas, grupos e mestres da cultura popular a registrarem e difundirem suas produções para as novas gerações.

Fundado em 2012 por Helena Maria e Nezinho, o Grupo Flor Serrana surgiu a partir das tradicionais Festas de Santo realizadas nas comunidades rurais de Cuiabá, transformando essas vivências em um trabalho permanente de valorização do siriri e do cururu. Ao longo de mais de uma década, o coletivo consolidou-se como um dos principais representantes da cultura popular mato-grossense.

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O repertório reúne composições autorais e adaptações de músicas tradicionais assinadas por Nezinho (Almindo Reis de Oliveira), Jorginho (Jorge Manoel Aguiar), Jhordan Costa, Eduardo Andrade, Adelino Costa, Leocádio Silva e Vinicius Gonçalves, além de obras de domínio popular preservadas pela tradição oral. As canções também evidenciam a devoção aos padroeiros Santo Antônio, São Gonçalo e Nossa Senhora Aparecida, elementos que fazem parte da identidade cultural das comunidades onde o grupo nasceu.

Para a dançarina e coreógrafa Kamily Amorim, o álbum representa um importante instrumento de preservação da cultura popular.

“Mais do que um lançamento musical, o álbum representa um importante registro do patrimônio cultural imaterial de Mato Grosso. Em um contexto em que grande parte do repertório tradicional permanece apenas na memória dos grupos e de seus mestres, a gravação contribui para a preservação dessas canções e amplia seu acesso para novas gerações e públicos de diferentes regiões do país.”

A produção musical foi realizada pelo Home Studio Alcimar e Thomas do Rasqueado, responsável pela gravação, mixagem e masterização, mantendo a sonoridade característica do siriri tradicional e valorizando instrumentos como a viola de cocho, o ganzá e o mocho.

Incentivo à cultura

O álbum demonstra a importância das políticas públicas de incentivo à cultura desenvolvidas pela Prefeitura de Cuiabá. Por meio da Lei Paulo Gustavo, a Secretaria Municipal de Cultura tem possibilitado que artistas e coletivos registrem e difundam produções que preservam a identidade cultural cuiabana e mato-grossense.

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Além da produção musical, o projeto também valoriza a identidade visual. A capa do álbum, assinada pela artista Tamii, retrata elementos característicos da Serra Abaixo, como a estrada de chão, as serras, o pôr do sol da Baixada Cuiabana e os dançarinos de siriri, traduzindo visualmente a relação entre música, território e pertencimento.

Cultura cuiabana ganha novos espaços

Reconhecido por participações em importantes eventos, como o Festival de Siriri e Cururu de Cuiabá, FIT Pantanal, Festival Vambora, Festival Velha Joana e Sesc Celebra Cuiabá, além de festivais nacionais em São Paulo, Paraná e Santa Catarina, o Grupo Flor Serrana inicia uma nova etapa de sua trajetória com o lançamento do álbum.

Entre os dias 20 e 28 de setembro, o grupo representará Mato Grosso no 1º Festival Folclórico Internacional de Maceió, levando ao público nacional e internacional a tradição do siriri das comunidades rurais da Baixada Cuiabana.

Para celebrar o lançamento, o grupo realizará, no dia 5 de setembro, uma festa com apresentações culturais e shows de artistas regionais. O evento também terá caráter beneficente para arrecadar recursos destinados à participação da delegação no festival internacional.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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