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Seduc lança Projeto Piloto para ensino de Libras nas escolas de Tempo Integral da Rede

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A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) deu mais um passo na promoção da inclusão e da valorização linguística com o lançamento do Projeto Piloto de ensino de Língua Brasileira de Sinais (Libras) nas Escolas de Tempo Integral Vocacionadas à Línguas Rede Estadual.

Nessa fase inicial, o projeto será desenvolvido nas escolas Honório Rodrigues Amorim, onde as aulas já foram iniciadas, e na Antônio Epaminondas, que aguarda a finalização do processo de contratação de profissional especializado para dar início às atividades.

De acordo com a Seduc, embora o projeto tenha início em unidades vocacionadas, a meta é que a iniciativa sirva como modelo para expansão futura em toda a rede estadual, incorporando ao cotidiano escolar uma dimensão importante de inclusão e comunicação.

O objetivo é que o ensino da Libras ganhe fortalecimento, garantindo que a língua, reconhecida oficialmente no Brasil desde 2002, ganhe espaço efetivo na grade curricular das escolas da Rede Estadual de Ensino.

Professora de Libras, Priscilla Lopes Ferreira, destacou que atuar com estudantes ouvintes tem sido uma experiência enriquecedora e desafiadora, especialmente por se tratar de um projeto piloto. Segundo ela, o ensino da língua de sinais nesse contexto promove uma inclusão real, além de estimular a empatia e o respeito às diferenças dentro da escola.

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“Os alunos estão aprendendo Libras como segunda língua, enquanto para mim é a primeira. Estamos aprendendo juntos nesse processo e isso fortalece a troca de experiências e a empatia. Esse projeto contribui muito para a inclusão, pois ajuda os estudantes a compreenderem melhor as diferenças e a importância do respeito com todos”, afirmou.

Com aulas ministradas uma vez por semana, o projeto tem como diferencial pedagógico a intenção de que as aulas sejam aplicadas, preferencialmente, por professores surdos, garantindo maior imersão linguística para os estudantes e fortalecendo a representatividade no processo de ensino-aprendizagem.

A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Coordenadoria de Educação Inclusiva, a Coordenadoria de Escolas de Tempo Integral, Centro de Apoio e Suporte à Inclusão da Educação Especial (Casies) e o curso de Letras Libras da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

Fonte: Governo MT – MT

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XII Encontro Intercultural Indígena reforça ensino dos saberes ancestrais em Mato Grosso

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Cuiabá sedia, nesta quinta e sexta-feira (23 e 24.4), o XII Encontro Intercultural Indígena: O futuro é Ancestral, uma programação voltada à valorização dos saberes indígenas no ambiente escolar. A programação ocorre das 8h às 18h, no Museu de História Natural de Mato Grosso, e é promovida pelo Instituto de Ecossistemas e Populações Tradicionais (Ecoss), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), por meio da Secretaria Adjunta de Gestão Educacional (Sage)..

A proposta é dar continuidade ao trabalho de inserção dos saberes indígenas na formação de estudantes e professores da rede estadual, aproximando a escola da realidade pluriétnica de Mato Grosso. O encontro também abre espaço para discutir como a história e a cultura dos povos originários podem estar mais presentes no cotidiano das unidades de ensino, sobretudo nas escolas não indígenas.

Participam da programação representantes das escolas estaduais indígenas Hadori, de Confresa; Julá Paré, de Tangará da Serra; Kurâ Bakairi, de Primavera do Leste; e Sagrado Coração de Jesus e Luiz Rudzane Edi Orebewe, da Diretoria Regional de Educação de Barra do Garças. As unidades representam as etnias Iny, Balatiponé, Kurâ Bakairi, Boé-Bororo e Xavante.

O encontro dialoga com a Lei 11.645/2008, que tornou obrigatório o ensino da história e da cultura indígena e afro-brasileira na educação básica, e com a Resolução nº 04/2019 do Conselho Estadual de Educação, que orienta a Educação Escolar Indígena em Mato Grosso com base na diferença, na especificidade, no bilinguismo, no multilinguismo e na interculturalidade.

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A programação também está alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) ao abordar temas transversais que perpassam diferentes áreas do conhecimento, como valorização da vida, sustentabilidade, comunicação e alteridade. Na prática, o encontro busca transformar esses princípios em ações concretas, promovendo sua aplicação no cotidiano pedagógico.

De acordo com a superintendente de Educação Inclusiva da Seduc, Paula Cunha, o encontro tem importância por promover a aproximação entre o ambiente escolar e os saberes indígenas de maneira respeitosa e efetiva, contribuindo para sua integração no contexto educacional.

“Quando esse diálogo acontece, estudantes e professores passam a compreender melhor a diversidade que forma Mato Grosso e a reconhecer que a cultura dos povos originários não está à margem da educação, mas no centro de uma formação mais humana, mais ampla e mais conectada com a nossa realidade”, avalia ela.

Para o cacique Xavante, Felisberto Cirerê, do município de Campinápolis, ver a sua cultura sendo compartilhada com outras etnias e com estudantes não indígenas é gratificante. “Há uma troca aqui e isso é importante para dar mais visibilidade aos povos originários. Essa importância se potencializa justamente por ser realizada no Museu Histórico de Maro Grosso”.

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Na opinião do professor Magno Kura-Bakairi, se trata de uma oportunidade tanto para os povos indígenas como para a sociedade não indígena divulgar, conhecer, quebrar alguns estereótipos e valorizar a questão da ancestralidade.

“A cultura dos povos indígenas é a cultura do povo brasileiro. Então, é uma oportunidade que as crianças estão tendo para tirar suas dúvidas sobre o que produzem, como vivem, como é a sua alimentação. Algo mais amplo do que mostram apenas os livros de história”.

Ao longo desses dois dias, a programação deve reunir cerca de 854 participantes, incluindo professores indígenas, coordenadores das Diretorias Regionais de Educação, monitores e estudantes. Estima-se ainda a participação de aproximadamente 640 estudantes nas atividades, distribuídas em quatro turnos, com média de 160 alunos por período, sob condução de professores indígenas.

Da Grande Cuiabá, participam estudantes de 16 escolas estaduais: Francisco Ferreira Mendes, Padre Ernesto Camilo Barreto, Professor Honório Rodrigues Amorim, Alcebíades Calhao, José Leite de Moraes, Hermelinda de Figueiredo, João Brienne de Camargo, Emanuel Pinheiro, Cezina Antonio Botelho, Marlene Marques de Barros, Antônio Cesário de Figueiredo Neto, Antônio Epaminondas, Elmaz Gattas Monteiro, Senador Azeredo, Governador José Fragelli e Santos Dumont.

Confira no anexo a programação completa.

Fonte: Governo MT – MT

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