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“Apoio do Governo é que faz o produtor continuar na propriedade”, diz agricultor que investe na agrofloresta em Santo Antônio de Leverger

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Em uma pequena propriedade rural de quatro hectares em Santo Antônio de Leverger, um casal de produtores decidiu apostar em um modelo de produção que une conservação ambiental e geração de renda. Na Estância Surya, Leandro Ferreira Santos e Mari Maki Godoy transformaram a área em um sistema produtivo baseado nos princípios da agrofloresta, onde o cultivo de alimentos ocorre em equilíbrio com a regeneração do solo, a diversidade de espécies e o uso sustentável da terra.

Há dois anos na propriedade, o casal assumiu o desafio de recuperar solo que estava degradado. Com trabalho diário, estudo e persistência, eles vêm reconstruindo a fertilidade da terra onde produzem hortifrúti, além de manter uma pequena granja.

“Estamos na Estância Surya há dois anos com nossa família e utilizamos os princípios e as práticas da agrofloresta, porque precisamos regenerar o solo para conseguir produzir alimentos com alto valor nutricional para o nosso consumo e levar o excedente aos nossos clientes”, conta Leandro.

Segundo ele, os primeiros meses foram de muitos desafios. O principal deles foi a falta de água. Para enfrentar o problema, a família contou com apoio técnico da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar de Mato Grosso (Seaf) e da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), por meio da unidade local.

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A solução encontrada foi investir na captação de água da chuva. “Nos últimos seis meses, eu e minha esposa fizemos um tanque reservatório. Contratamos apenas o trator para abrir o espaço, mas toda a parte de acabamento fizemos nós mesmos. Nosso objetivo é encher o tanque somente com a água da chuva. Não queremos depender de tirar esse bem valioso do solo, queremos utilizar esse recurso que vem do céu”, explica o produtor.


Mais do que uma atividade econômica, a rotina na propriedade também fortalece os laços familiares. Mari Maky destaca que um dos maiores valores do trabalho está justamente na possibilidade de viver esse processo junto com os filhos.

“O que mais me fascina no nosso dia a dia aqui é a união da família. Poder trazer nossos filhos para a propriedade e eles consumirem alimentos in natura, produzidos por nós. E poder levar isso aos clientes com a consciência tranquila, sabendo que estamos oferecendo um produto de qualidade”, afirma.

Os quatro hectares da Estância Surya ficam em uma em recuperação. A estratégia da família para manter o solo fértil segue um dos pilares da agrofloresta: devolver à terra a matéria orgânica produzida no próprio sistema.

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“O insumo ecológico que produzimos com a roçada protege as plantas e o solo. Criamos camadas de cobertura que ajudam a formar um estoque de água na terra. Assim diminui a evaporação e conseguimos reduzir bastante a perda de mudas”, explica Mari Maky.

Apoio que fortalece a agricultura familiar


O produtor também destaca a importância das políticas públicas voltadas para o pequeno produtor rural. Segundo Leandro, o acompanhamento técnico e os programas desenvolvidos pelo Governo do Estado, por meio da Seaf e da Empaer, têm sido fundamentais para que famílias como a dele consigam permanecer no campo.

“A assistência e as políticas públicas são o que fazem o produtor continuar na propriedade. Quando vemos o trabalho que está sendo feito para apoiar a agricultura familiar em cada município, percebemos o quanto isso está ajudando milhares de famílias a produzir alimento e seguir em frente”, conclui.

Fonte: Governo MT – MT

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Os R$ 600 mil do deputado Sebastião Rezende para a Unemat ainda precisam ser comprovados

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Deputado afirma ter repassado R$ 600 mil para o curso de Arquitetura e Urbanismo, mas NOB citada para comprovar a transferência não foi apresentada.

A implantação de uma turma especial de Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) em Rondonópolis foi anunciada com previsão de R$ 1,2 milhão. A proposta previa R$ 600 mil destinados pelo deputado estadual Sebastião Rezende e outros R$ 600 mil pela Prefeitura.

Sebastião Rezende afirma que os R$ 600 mil foram repassados e depositados na conta da Prefeitura. Segundo ele, uma Nota de Ordem Bancária (NOB) comprova a transferência. A NOB não foi apresentada publicamente.

Os outros R$ 600 mil também não têm, até o momento, um documento público que estabeleça a obrigação da Prefeitura.

A proposta foi discutida entre o deputado Sebastião Rezende e o então ex prefeito José Carlos do Pátio. O combinado era que o deputado destinaria R$ 600 mil e a Prefeitura colocaria outros R$ 600 mil.

A reportagem investigou e não foi encontrado pela Prefeitura qualquer documento assinado pela gestão anterior. O acordo entre os dois, porém, foi apenas verbal. Não foi apresentado convênio, termo ou outro documento da gestão anterior que determine o pagamento dos R$ 600 mil pelo município.

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Sem esse registro, não há documento que obrigue a atual administração a cumprir o acordo feito entre o deputado e o ex-prefeito.

A estimativa inicial de R$ 1,2 milhão também não representa necessariamente o custo atual do projeto. A implantação de um curso de Arquitetura e Urbanismo envolve despesas como equipamentos e outras necessidades da universidade. O valor atualizado precisa ser informado pela Unemat.

No caso do recurso atribuído do Sebastião Rezende, falta a apresentação da NOB citada pelo deputado. No caso da contrapartida municipal, falta um documento que comprove que a Prefeitura tenha que assumir formalmente o pagamento.

A apresentação desses documentos permitirá verificar quanto foi repassado, quando o dinheiro chegou aos cofres municipais e se existe uma obrigação financeira deixada pela administração de José Carlos do Pátio para a atual gestão.

Essas ações não significam que a Prefeitura tenha assumido o compromisso de R$ 600 mil discutido na gestão anterior.O prefeito Cláudio já disse publicamente que entregaria por meio do doação o prédio para a Unemat no entanto a instituição não se manifestou, fazendo que o núcleo passa-se de 7 cursos para apenas 2, impactanto o acesso dos estudantes da região ao ensino superior gratuito.

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Fonte: Política

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