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Justiça além dos processos: PopRuaJud realiza três edições em 2025 e amplia cidadania em MT

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A Justiça que chega para quem mais precisa não aparece apenas em sentenças e outras decisões judiciais. Em 2025, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reforçou, na prática, o compromisso de estar onde a vida acontece e onde a vulnerabilidade costuma tornar direitos básicos inalcançáveis a muitas pessoas.
Com três edições realizadas ao longo do ano, o Mutirão PopRuaJud se firmou como uma grande ação interinstitucional de cidadania, inclusão e dignidade para pessoas em situação de rua e outras populações vulnerabilizadas.
Garantir direitos e abrir caminhos
Em Rondonópolis, no dia 15 de maio, levando serviços concentrados no Ganha Tempo do município. A iniciativa reuniu atendimentos jurídicos, emissão de documentos, encaminhamentos para benefícios e oportunidades, além de cuidados de saúde e ações de acolhimento. Só nessa edição, foram registrados 1.224 atendimentos.
Na sequência, o PopRuaJud voltou a movimentar a Capital. Em 18 de setembro, o pátio do Ganha Tempo, na Praça Ipiranga, em Cuiabá, se transformou em um ponto de encontro entre cidadania e esperança: mais de 50 serviços em um só lugar, de documentos e atendimento jurídico a vacinação, consultas, corte de cabelo, banho solidário, roupas e kits de higiene. A edição somou mais de 2.000 atendimentos.
Em dezembro, o Mutirão Florescer, uma das vertentes do PopRuaJud, promoveu atendimentos exclusivos para a saúde de mulheres em situação de rua, em Cuiabá. Foram realizados exames de mamografia e papanicolau gratuitos.
Histórias mostram que o mutirão faz diferença
No PopRuaJud de setembro, Valdir Nickson se emocionou ao receber novos óculos e encaminhar a emissão de documentos. “Hoje vou poder ver o ônibus de longe… essa oportunidade é única”, celebrou.
Na mesma edição, Rossana Del Valle, indígena Warao, relatou a importância da documentação para permanecer no país com os filhos: “Isso permite que a gente permaneça no Brasil e viva”.
Em Rondonópolis, Célia de Souza Moraes Martins, pedreira, conseguiu iniciar a averbação do divórcio e regularizar documentos, além de se cadastrar para oportunidades de trabalho: “Vejo que há uma luz no fim do túnel”. Já Antônio Carlos Evangelista (59) resumiu o alívio de resolver pendências em um único dia e sem custo: “Hoje saio daqui com tudo resolvido… é muita benção. E ainda cortei o cabelo!”.

Rede integrada e compromisso permanente
Coordenador-adjunto do Comitê Multinível, Multissetorial e Interinstitucional para a Promoção de Políticas Públicas de Atenção às Pessoas em Situação de Rua (CMMIRua-PJMT), o juiz Marcos Faleiros reforçou que o programa não se limita ao dia do evento: “O PopRuaJud funciona o ano inteiro. O documento é o primeiro passo para que a pessoa exista, não apenas juridicamente, mas também simbolicamente.”
O conselheiro do CNJ Pablo Coutinho, coordenador nacional do programa, destacou Cuiabá como referência de organização e trabalho em rede, lembrando que a política é fruto da Resolução CNJ nº 425/2021.
Com apoio de órgãos estaduais, federais e municipais e participação da sociedade civil, o PopRuaJud tem mostrado que a Justiça, além dos processos, é presença, escuta e garantia de direitos – do documento à consulta médica, do encaminhamento ao emprego ao cuidado psicológico, do banho solidário ao recomeço possível. Em cada edição de 2025, o recado ficou claro: quando a rede se une, a dignidade deixa de ser promessa e passa a ser prática.

Autor: Vitória Maria Sena

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Fotografo: Josi Dias e Lucas Figueiredo

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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“Selo Imprensa por Elas” destaca adesão de veículos de comunicação e busca proteger mulheres

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O troféu e o “Selo Imprensa Por Elas”, entregues aos 27 veículos de comunicação presentes no “Café com a Imprensa – Diálogo e Proteção à Mulher”, marcam o início de novas ações de enfrentamento à violência de gênero a serem desenvolvidas pelo Poder Judiciário de Mato Grosso. O evento, realizado nesta quarta-feira (15) no Tribunal de Justiça, em Cuiabá, foi o primeiro passo para jornalistas e magistrados construírem juntos um protocolo de cobertura jornalística que proteja as vítimas da violência doméstica e feminicídio.

“Podemos juntos fazer uma transformação cultural. Precisamos do apoio e da parceria dos meios de comunicação para evitar que mais mulheres sejam mortas em seus ambientes íntimos. Esse encontro foi essencial para ouvirmos as dúvidas e sugestões dos profissionais presentes e debatermos questões sensíveis”, ressaltou a coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), desembargadora Maria Erotides Kneip.

Durante o café, foi distribuído o “Guia Rápido –Jornalismo que protege e dignifica” como primeira minuta de um trabalho maior a ser construído, conforme a juíza Ana Graziela Vaz de Campos, membro da Cemulher e vice-presidente do Fórum Nacional de Juízes e Juízas (Fonavid).

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“O ‘Selo Imprensa Por Elas’ destaca os veículos que investem na qualificação de suas equipes e na melhora contínua da cobertura responsável dos casos de violência doméstica. Desse diálogo, vamos construir juntos um protocolo de cobertura jornalística para evitar o chamado efeito copycat, quando se divulga a forma como ocorreu o feminicídio e um caso gera outros similares”, pontuou.

Para a desembargadora Gabriela Knaul Albuquerque, a iniciativa tem como objetivos a “proteção da dignidade das mulheres, a prevenção da revitimização e o estímulo a práticas que contribuam para a responsabilização e reeducação de agressores, inclusive por meio de Grupos Reflexivos”.

Durante o evento, o delegado do Distrito Federal Marcelo Zago trouxe dados de pesquisa científica sobre os impactos da cobertura midiática sobre o assunto, bem como da violência de gênero e feminicídios.

Também estavam presentes o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira; os desembargadores Márcio Vidal e Jonnes Gattas; o secretário-geral do Tribunal de Justiça, juiz Agamenon Alcântara Moreno; a juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges, que preside a Rede de Enfrentamento de Cuiabá; além dos juízes Marcos Terencio Agostinho Pires, de Cuiabá; Leonísio Salles de Abreu Júnior, de Chapada dos Guimarães; Rosângela Zacarkim, de Sinop; Suelen Barizon Hartmann, de Tangará da Serra; Djessica Giseli Kuntzer, de Pontes e Lacerda; Juliano Hermont Hermes da Silva, de Várzea Grande; Luciana Sittinieri Leon, de Rio Branco e Marcelo Sousa Melo Bento de Resende, de Barra do Garças.

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Autor: Lídice Lannes

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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