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População de Jangada quer inclusão da duplicação da BR-163 no perímetro urbano

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Representantes do comércio local afirmaram que os usuários da rodovia movimentam a economia local

Representantes do comércio local afirmaram que os usuários da rodovia movimentam a economia local

Foto: Helder Faria

A população do município de Jangada lotou o plenário da Câmara Municipal durante audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), nesta sexta-feira (14), que discutiu a inclusão da duplicação no trecho da BR-163, no perímetro urbano da cidade.

De acordo com o requerente da audiência, deputado Eduardo Botelho (União Brasil), a base da economia do município se resume a agricultura familiar e ao comércio local. “O município viverá um caos se a BR-163 deixar de passar pelo perímetro urbano, colocando fim ao segmento de economia local”.

“A BR-163 é uma das principais artérias para o escoamento da produção agropecuária e industrial do nosso Estado. Esta rodovia estratégica interliga regiões produtivas, facilitando o transporte de grãos, gado e outros produtos que impulsionam nossa economia. No entanto, a atual situação da rodovia no perímetro urbano de Jangada tem sido um desafio constante para a mobilidade, segurança e progresso da nossa população”, complementou Botelho.

No último censo, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2023, Jangada contava com sete mil, quatrocentos e vinte e seis habitantes, quase mil habitantes a menos do que o censo, feito em 2020.

Conhecida como a “Capital do Pastel’’ por causa das diversas pastelarias, grande parte do comércio desta cidade, aproximadamente cem estabelecimentos, geram mais quinhentos empregos diretos, sendo mais de duas mil famílias vivendo em função dessa renda. Situado às margens da rodovia, com extensão de dois quilômetros, o comércio, na sua maioria varejista, conta com três grandes mercados, duas farmácias e lojas de vestuário, calçados, papelaria, móveis, entre outros.

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O vice-presidente da ALMT, deputado Júlio Campos (União Brasil), disse que os parlamentares estão lutando para que a rodovia em questão seja duplicada e que não afete o comercio local. “Não se trata apenas de uma questão de infraestrutura, mas de segurança viária, geração de emprego, renda e impulsionamento econômico. Juscimeira ficou fora da BR e praticamente, hoje é um município sem nenhum crescimento econômico social, perdeu a movimentação do trânsito, dos caminhões, dos veículos passavam por lá, o comércio esvaziou muito e se isso poderá ocorrer aqui na Jangada”.

Os deputados Dr. João (MDB), primeiro-secretário da ALMT e Fábio Tardin (PSB) também defendem a duplicação da pista. “Nós não vamos permitir que Jangada se torne uma “cidade fantasma” como ocorreu com Juscimeira e São Pedro da Cipa – cidades corredores de escoação de produção agrícola – quando a duplicação da BR-163/364 sentido Rondonópolis contornou as cidades, diminuiu a economia, uma vez que eram dependentes do fluxo rodoviário”, explicou Dr. João.

Para o senador Jaime Campos (União Brasil), que é membro da Comissão de Infraestrutura do Senado “é preciso achar um caminho que não prejudique a cidade de Jangada. Há uma preocupação, de maneira geral, sobretudo pelo comércio aqui, de que isso dava a ver um esvaziamento da cidade de Jangada. Entretanto, eu mesmo, como membro da Comissão de Infraestrutura do Senado Federal, estou aqui para ouvir. Esse é um projeto que tem uma relevância muito grande”.

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O comerciante João Gruber , do ramo de auto elétrica e que atua há mais de quarenta anos no comércio local, acredita a duplicação da BR será a melhor solução para os comerciantes. “Aqui não tem indústria, a cidade é pequena, se o traçado mudar, o comércio vai parar”, disse João.

O vereador de Jangada Jones Souza (União Brasil), comunga da mesma opinião do comerciante. Os nove vereadores do município são unanimes quanto o assunto é a BR-163. Queremos a duplicação dessa rodovia e não o traçado que desvia do perímetro urbano”, enfatizou Jones.

Em defesa do município, o prefeito Rogério Meira (PSD), pediu “que o traçado de duplicação seja feito dentro do perímetro urbano, pois irá melhorar a infraestrutura e acima de tudo, manter nosso comércio que sustenta o setor econômico de Jangada”.

Presidente do Conselho Administrativo da Nova Rota do Oeste, Cidinho Santos, disse que até o mês de maio esse trecho da BR-163 será iniciado. Precisamos entender que quem irá decidir qual o melhor traçado é a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Algumas pessoas defendem que a obra passe por fora município e outras entendem que deve passar por dentro de Jangada. A nossa equipe técnica, fez um trabalho, um levantamento das duas opções e seus impactos. Levaremos essa discussão a ANTT.

Ao final da audiência pública o deputado Eduardo Botelho, pediu ao prefeito de Jaciara, Rogério Meira, que constitua uma equipe técnica para fazer um levantamento junto com os comerciantes de quais os impactos para economia local. O estudo será apresentado a Nova Rota do Oeste e levado a ANTT.

Fonte: ALMT – MT

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Comissão de Fiscalização reforça controle das contas públicas

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No primeiro semestre de 2026, a Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) analisou 67 proposições, realizou 11 reuniões e promoveu quatro audiências públicas.

A CFAEO exerce papel estratégico no processo legislativo, especialmente na análise de proposições relacionadas às finanças públicas, arrecadação, despesas, dívida pública, contratos e instrumentos de planejamento do estado.

Entre as 67 proposições encaminhadas à comissão no primeiro semestre estão 39 projetos de lei; 11 emendas a projetos de lei; nove substitutivos integrais; seis projetos de lei complementares; e dois projetos de resolução.

Além da análise das proposições, a comissão realizou 11 reuniões, sendo uma de instalação e posse dos membros, uma ordinária e nove extraordinárias, para apreciação de matérias, análise de pareceres, deliberação sobre proposições e acompanhamento de demandas relacionadas à execução orçamentária e financeira de Mato Grosso.

A atuação da comissão também foi marcada pela realização de quatro audiências públicas, destinadas à apresentação das metas fiscais pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e das metas físicas e do Relatório Anual de Gestão (RAG) referente ao segundo exercício do Plano Plurianual (PPA) 2024/2027 pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag).

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As audiências públicas integram os mecanismos de transparência da ALMT e permitem que informações sobre receitas, despesas, metas e resultados sejam apresentadas e debatidas com a sociedade.

Audiência pública para apresentação das metas físicas referentes ao 2º semestre de 2025, realizada em maio.

Audiência pública para apresentação das metas físicas referentes ao 2º semestre de 2025, realizada em maio.

Foto: ANGELO VARELA / ALMT

O relatório registra ainda a aprovação de quatro Leis Ordinárias, uma Lei Complementar e duas Resoluções. Entre as normas de destaque, está a Lei nº 13.346/2026, que autoriza o Poder Executivo a conceder financiamento à Associação dos Camelôs do Shopping Popular.

Outro resultado relevante foi a Lei nº 13.467/2026, que alterou a legislação do Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal de Mato Grosso (FEEF/MT) e prorrogou a vigência em caráter transitório. Conforme destacado no relatório, a medida contribui para assegurar a continuidade da destinação de recursos à saúde pública até o início da vigência da Reforma Tributária Nacional.

A comissão também concentrou esforços para melhorias à área social. O relatório destaca a derrubada do Veto Total nº 32/2026, aposto ao projeto que concede isenção da Taxa de Segurança Contra Incêndio (TACIN) à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) em Mato Grosso (Lei nº 13.491/2026).

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Além da análise de proposições, a CFAEO acompanhou as contas públicas, os instrumentos de planejamento e a execução orçamentária de Mato Grosso. “Tivemos mais um semestre bastante produtivo. Para o segundo semestre, temos as audiências públicas das peças orçamentárias, tanto da LDO quanto da LOA, e também das Metas Físicas e Metas Fiscais, conforme cronograma de audiência pública da Assembleia”, disse o consultor do Núcleo Econômico, Ricardo Araújo de Andrade.

Para o calendário do segundo semestre, já estão previstas as seguintes atividades:

24/09 – Audiência pública de apresentação das Metas Fiscais – Sefaz, referente ao 2º quadrimestre de 2026, às 14h.

15/10 – Audiência pública de apresentação das Metas Físicas – Seplag, referente ao 1º semestre de 2026, às 9h e às 14h.

12/11 – Lei Orçamentária Anual, às 14h.

Fonte: ALMT – MT

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