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Secel contempla mais 22 projetos em seis editais da Lei Paulo Gustavo em Mato Grosso

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A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) publicou convocações complementares para formalização de projetos selecionados em seis editais da Lei Paulo Gustavo (LPG) em Mato Grosso.

As novas convocações aumentam a quantidade de propostas contempladas, utilizando os saldos remanescentes dos editais LPG em que o número de projetos selecionados foi menor que a quantidade de vagas oferecidas.

Confira quais foram os editais com convocações complementares:

Cinemotion – Produção Audiovisual: mais dois projetos selecionados. O valor disponível para o filme de longa-metragem é de R$ 2 milhões e, para a minissérie, o recurso é de R$ 1 milhão.

Cinemotion – Desenvolvimento de Roteiro: mais três projetos selecionados. Cada proposta receberá R$ 72,5 mil para custear as fases de construção de um roteiro.

Cinemotion – Formação: mais um projeto contemplado com R$ 200,5 mil para realizar formação básica com foco na iniciação no campo cinematográfico.

Fomento audiovisual – Diretor Estreante: mais sete propostas selecionadas. Com R$ 150 mil para cada projeto, o edital financia filme de curta-metragem de diretor que não tenha realizado obra audiovisual com recurso público.

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Fomento audiovisual – Documentário Temático: mais sete propostas contempladas. Cada projeto receberá R$ 150 mil para produção de curta-metragem com foco em território cultural tradicional ou mestre da cultura ligado a um território.

MT Criativo – Feiras de Economia Criativa / Solidária: mais duas propostas contempladas com R$ 100 mil para fomentar a economia criativa e/ou solidária por meio de feira.

Os proponentes dos projetos selecionados nas novas convocações têm até a próxima sexta-feira (29.11) para a formalização do processo de seleção, com o envio dos documentos complementares ao e-mail de cada edital.

Sobre as novas convocações

Para as convocações complementares, publicadas na sexta-feira (22.11), foram considerados os projetos classificados com a maior nota, conforme edital, e também a distribuição territorial prevista na Lei nº 10.379/2016, que indica que 60% dos projetos atendidos seja dos municípios do interior do Estado e 40% de municípios da Região do Vale do Rio Cuiabá.

Além dos seis editais citados anteriormente, ainda haverá novas convocações nos editais Viver Cultura – Identidades (mais cinco projetos) e Viver Cultura – Expressões Artísticas (mais 16 projetos).

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Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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