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Música como raio de sol: Bombeiros fazem show para emocionar idosos e crianças no HMC

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Desde que sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e ficou acamada, dona Nilda Magalhães, de 85 anos, chama aos enfermeiros e médicos do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) Leony Palma de Carvalho de “Raio de Sol”. Ela levanta a mão, abre um sorriso, e diz: “você é um raio de sol”.

Este hábito carinhoso, que ela adotou como forma de espalhar carinho, foi repetido inúmeras vezes enquanto a Banda Musical do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso passava pelos corredores do HMC na manhã desta quarta-feira (24).

Ao mesmo tempo em que ouvia, a idosa viu o brilho tão dourado quanto um raio de sol de instrumentos como trombones, clarinetes e saxofones usados pelos 26 membros da banda. No hospital, os militares animaram e trouxeram conforto para pacientes e servidores do hospital tocando canções infantis, clássicos da dance music e hinos religiosos como “Noites Traiçoeiras”, música que fez dona Nilda se emocionar. 

“Ela se emocionou e chorou muito pela visita, é uma pessoa religiosa, que gosta dessas músicas”, afirmou a cuidadora Luzineide Caetano. “A maneira dela de agradar é chamar as pessoas de raio de sol e hoje ela também foi agradada porque ficou ouvindo, querendo subir, mas então eles desceram até aqui tocando”, contou a cuidadora, que está com Nilda há sete meses.

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Com 78 anos a menos que dona Nilda, o pequeno Enzo Gabriel sentiu emoção parecida ouvindo as canções infantis. Acometido de uma pneumonia aos 7 anos de idade, ele se levantou rapidamente da cama ao ouvir a música “Ilariê”, de Xuxa Meneghel, ecoando na ala pediátrica. A passagem dos militares pelo corredor parecia um convite à diversão, foi quando ele seguiu os militares com seu celular na mão, gravando cada passo dos músicos. 

Para a avó de Enzo, Maria da Conceição, ver o neto dançando e brincando durante o tratamento gerou lágrimas de felicidade. “Ele ficou emocionado, ele é comunicativo demais com tudo e com todos”, afirmou. “Senti muito o efeito da música e fiquei muito feliz, eu chorei, mas estou me segurando”, contou a vovó. 

Humanização através da música

A ideia de levar a Banda Musical do Corpo de Bombeiro partiu do Setor de Humanização do HMC, coordenado pela responsável técnica, Myrella Azizi. A presença da banda foi uma prévia da Semana do Trabalhador, que será realizada a partir da próxima segunda-feira. 

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“Nós vimos durante a apresentação o quanto isso alegra as pessoas, vimos pacientes dançando, pacientes se abraçando, os colaboradores abraçando seus pacientes, é um movimento de felicidade entre os colaboradores e os pacientes do SUS”, afirmou Myrella. 

Os bombeiros receberam café da manhã especial com a leitura de um texto em homenagem e, em seguida, iniciaram a apresentação musical. Mas o que era para ser apenas um pequeno show no corredor central do hospital acabou atraindo mais atenção do que o normal e a Banda Musical resolveu percorrer todos os corredores. 

“Nós somos procurados depois por familiares e por pacientes e nós vemos o resultado significativo no olhar, mas eu vou além: os próprios músicos quando saem daqui saem com outro olhar, eles saem renovados, eles recebem isso como um ânimo para suas vidas”, afirmou Capitão Vieira, coordenador de projetos especiais do Corpo de Bombeiros. 

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Prefeitura reforça rede de acompanhamento a adolescentes em medidas socioeducativas

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A integração entre os serviços da assistência social e o fortalecimento das ações voltadas aos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas foram os principais temas debatidos durante a Reunião Ampliada “Adolescência: um Compromisso de Todos, Avanços e Desafios da PSC”, promovida pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão. O encontro ocorreu na quarta-feira (3), no auditório da pasta, reunindo profissionais que atuam diretamente na execução da Prestação de Serviços à Comunidade (PSC).

A atividade reuniu representantes dos dois Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), dos 14 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e demais profissionais da rede socioassistencial para discutir estratégias de atendimento, alinhar procedimentos e compartilhar experiências relacionadas ao acompanhamento de adolescentes encaminhados pela Justiça para o cumprimento de medidas em meio aberto.

A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, destacou que o município mantém uma atuação articulada entre as políticas de assistência social, saúde e educação para garantir acompanhamento aos adolescentes e suas famílias.

“As medidas socioeducativas são acompanhadas pelas equipes técnicas dos CREAS, que desenvolvem um trabalho contínuo de orientação, apoio e fortalecimento de vínculos”, disse, ressaltando a busca por parcerias voltadas à qualificação profissional e à inserção no mercado de trabalho, incluindo ações do Programa Acessuas Trabalho, que oferece oficinas e orientações relacionadas ao mundo do trabalho.

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A palestrante e gerente do CREAS Norte, Vera Lúcia Martins Pereira, explicou que a reunião ampliada teve com

De acordo com ela, além dos 14 CRAS, o município conta atualmente com quatro Centros de Convivência da Pessoa Idosa (CCI), que atuam como unidades executoras da Prestação de Serviços à Comunidade. O alinhamento entre os profissionais busca garantir que os adolescentes cumpram as medidas determinadas pela Justiça de forma adequada e com acompanhamento técnico qualificado.o principal objetivo aproximar as equipes da Proteção Social Especial e da Proteção Social Básica, fortalecendo a atuação conjunta entre CREAS e CRAS.

Durante a apresentação, Vera detalhou o fluxo de atendimento realizado pela rede. Após a determinação judicial, o adolescente é encaminhado ao CREAS, onde uma equipe multidisciplinar composta por psicólogo, assistente social, pedagogo e orientador social elabora, juntamente com o jovem e sua família, o Plano Individual de Atendimento (PIA). Quando a medida aplicada é a Prestação de Serviços à Comunidade, o adolescente passa a desenvolver atividades supervisionadas em unidades do CRAS de seu território.

A psicóloga e gerente do CRAS Centro, Dariane Melo, ressaltou que o serviço de medidas socioeducativas conta com uma equipe técnica exclusiva responsável pelo atendimento dos adolescentes e de seus familiares. Ela explicou que, além do acompanhamento psicossocial, são realizados encaminhamentos para áreas como saúde, educação e qualificação profissional, em articulação com a rede de proteção e o Poder Judiciário.

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Para Dariane, momentos de capacitação são fundamentais para a qualificação do serviço. “A assistência social não trabalha sozinha, trabalha com todos, e estar ali junto faz parte do processo de trabalho”, afirmou, ao destacar a importância da troca de experiências entre os profissionais que atuam diretamente no atendimento.

A perspectiva prática do trabalho desenvolvido nos territórios também foi abordada pelos participantes. O orientador social Marcelo Lima Martins, do CRAS Doutor Fábio, destacou que o acolhimento é um dos pilares do atendimento aos adolescentes. Segundo ele, compreender as particularidades de cada jovem e respeitar seu tempo são fatores essenciais para transformar o período de cumprimento da medida em uma oportunidade de aprendizado e desenvolvimento.

Na mesma linha, o gerente do CRAS Pedregal, João Vítor Souza dos Santos, afirmou que o maior desafio das equipes é conquistar a confiança dos adolescentes durante o primeiro contato. Ele destacou que o trabalho desenvolvido pelos profissionais busca identificar potencialidades e estimular habilidades que contribuam para a ressocialização e a construção de novas perspectivas de vida.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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