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Políticos lembram luta de Satélite em prol da região norte de Mato Grosso

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A notícia do falecimento do ex-deputado Pedro Satélite foi recebida com tristeza pelos parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT). Alguns políticos citaram o legado deixado por Satélite ao longo dos cinco mandatos como deputado e três como suplente, sobretudo sobre luta em defesa da BR-163, principal acesso ao norte mato-grossense. O corpo do ex-deputado foi velado no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, na sede do Parlamento Estadual.

Para o presidente da Casa de Leis, deputado Eduardo Botelho (União), Satélite contribuiu diretamente para a construção do Estado. “Pedro Satélite teve contribuição importante para o desenvolvimento do estado, em especial no setor de exportação. Por isso, marca a história. Como guerreiro tentou vencer o câncer de pâncreas, mas infelizmente não resistiu.  Nossos sinceros sentimentos para toda família e amigos”, solidarizou Botelho.

Satélite nasceu no dia 08 de setembro de 1955, e iniciou sua trajetória política em 1986, sendo vice-prefeito do município de Guarantã do Norte e, em 1990, como suplente de deputado estadual.

O filho Márcio Rodrigo Wiegert lembrou do trabalho do pai como político durante o processo de terceirização de vários órgãos públicos, como Cemat, Bemat e Telemat. “Ele teve participação direta nesses processos, dando opiniões sobre a criação dos hospitais regionais no estado. Meu pai também foi o primeiro a criar uma assistência de apoio as famílias no interior do estado, quando na época existia somente o Pronto Socorro de Cuiabá. Ele participou de oito eleições, assumindo o mandato de deputado em todas elas. Foram cinco mandatos efetivos e três vezes como suplente. Ele também participou de todo o processo de terceirização de órgãos públicos do Estado de Mato Grosso”, apontou Márcio.

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Para o deputado Nininho (PSD), a história do asfaltamento da rodovia BR-163 está ligada ao trabalho de Satélite. “Foi o precursor e causador do término dessa rodovia. Podemos dizer que ele brigou e fez o primeiro caminhonaço pela rodovia que hoje é o corredor da exportação da produção do estado”, revelou.

“Perdemos um grande ser humano, pai de família e amigo. Satélite deixou sua história, sendo uma pessoa que ajudou e também conheceu o desenvolvimento de Mato Grosso. Ele enfrentou a falta de infraestrutura e ajudou muitas pessoas que chegavam no estado. Trabalhou muito para a conclusão da BR-163, para que se tornasse a realidade que é atualmente”, destacou Nininho.

A deputada Janaína Riva (MDB) reforçou a opinião de Nininho, lembrando que a base eleitoral de Satélite foi devido ao trabalho voltado para a BR-163. “Os números eleitorais do Satélite sempre foram voltados para a BR-163, que era o trecho que fazia sempre. O Pedro fez história no parlamento defendendo os interesses da região norte de Mato Grosso. Para mim, vai deixar saudades, e lutou contra o câncer não resistindo, mas fica o trabalho dele no estado”, apontou ela.

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De acordo com informações dos familiares, há dois anos e meio o ex-parlamentar vinha lutando contra um câncer de pâncreas, Satélite também teve uma embolia pulmonar em setembro passado.

“Logo após o Natal ele teve dificuldades para respirar e procuramos o hospital para internação na UTI, onde ele estava lúcido e consciente. Mas, infelizmente ele teve um colapso pulmonar vindo a falecer”, explicou o filho Márcio.

De acordo com o deputado Júlio Campos (União), o trabalho de Satélite teve início mesmo antes de fazer parte do quadro político do estado. “Conheci Pedro Satélite quando ele ainda não era político, mas sim, empresário da área do transporte. Depois entrou para a política mato-grossense como representante da região norte sempre vinculada ao setor de transporte. Foi um político moderado e equilibrado que prestou relevantes serviços ao Estado, e hoje é um dia triste para os mato-grossenses”, afirmou.


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Fonte: ALMT – MT

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Mato Grosso proíbe visitas íntimas a condenados por feminicídio, estupro e pedofilia

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O Governo de Mato Grosso sancionou a Lei nº 13.283, de 14 de abril de 2026, que proíbe a realização de visitas íntimas para condenados por crimes de feminicídio, estupro e pedofilia, desde que haja sentença transitada em julgado. A norma, de autoria do deputado estadual Eduardo Botelho (MDB), foi publicada em edição extra do Diário Oficial e já está em vigor.

A nova legislação estabelece que a vedação se aplica exclusivamente aos detentos com condenação definitiva, ou seja, quando não há mais possibilidade de recurso judicial. A medida não interfere nas visitas sociais, que continuam sendo permitidas nos termos da Lei de Execução Penal. De acordo com o texto, considera-se visita íntima aquela realizada fora do alcance de monitoramento e vigilância dos servidores do sistema prisional, em ambiente reservado e sem a presença de terceiros.

A proposta busca reforçar o caráter punitivo e pedagógico da pena, além de contribuir para a segurança dentro das unidades prisionais. Entre os pontos elencados na justificativa do projeto estão os riscos associados à prática, como a entrada de objetos ilícitos, a disseminação de doenças e a facilitação de atividades criminosas no interior dos presídios.

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) destacou que a sanção da lei, logo nos primeiros dias à frente do Executivo estadual, sinaliza o direcionamento da atual gestão no enfrentamento à criminalidade e no fortalecimento das políticas de segurança pública.

“A sanção desta lei reafirma o compromisso do Estado com o enfrentamento firme à violência e com a proteção da sociedade, especialmente das mulheres e das crianças. Estamos tratando de crimes graves, que exigem respostas claras do poder público. Essa medida também contribui para o fortalecimento da disciplina e da segurança no sistema penitenciário de Mato Grosso”, pontuou.

Autor da proposta, o deputado Eduardo Botelho avaliou que a iniciativa representa um avanço no enfrentamento à violência e na responsabilização de condenados por crimes graves.

“A visita íntima não é um direito absoluto do apenado. Estamos tratando de crimes extremamente graves, que violam direitos fundamentais, especialmente de mulheres e crianças. Essa medida fortalece o caráter punitivo da pena e corrige uma distorção, ao impedir que condenados por esse tipo de crime tenham acesso a um benefício que não condiz com a gravidade dos atos praticados”, argumentou o parlamentar.

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Botelho acrescentou que a sanção da lei consolida o compromisso do Estado de Mato Grosso com o enfrentamento à violência e a adoção de medidas que ampliem a segurança e a efetividade do sistema prisional. O deputado ainda ressaltou que a legislação está alinhada a práticas adotadas em outros países e respeita a competência dos estados para regulamentar o sistema penitenciário, sem interferir na estrutura do Poder Executivo.

Fonte: ALMT – MT

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