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TJMT inicia segunda edição do curso de letramento racial e antirracismo

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Print de tela de uma videoconferência que mostra os participantes do curso de letramento racial e antirracismo sorrindo.Uma aula permeada de conceitos, informações práticas, valorização do povo negro e troca de experiências entre os participantes. Assim foi o primeiro dia do Curso de Letramento Racial e Antirracismo promovido pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Comitê de Promoção da Equidade Racial e da Escola dos Servidores do Judiciário, na manhã desta terça-feira (25), na modalidade on-line.

O curso chega à sua segunda edição no mesmo ano em que o Comitê foi instituído no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e tem a proposta de despertar em magistrados, servidores e demais interessados uma compreensão sobre a formação histórica da raça e do racismo, bem como o entendimento de como o racismo estrutura relações e instituições, o reconhecimento das manifestações da branquitude e seus efeitos. Além disso, o curso visa desenvolver práticas de equidade aplicáveis ao cotidiano institucional.

Presidente do Comitê de Promoção da Equidade Racial, o desembargador Juvenal Pereira da Silva esteve presente na aula e enalteceu o propósito do curso. “Como sempre, o curso tem sido providencial para promover a inclusão e é um sucesso para toda a sociedade”.

A coordenadora do Comitê, juíza Renata do Carmo Evaristo Parreira, ressaltou sua alegria em iniciar uma nova etapa da capacitação e agradeceu a cada participante por dedicar seu tempo ao conhecimento sobre a pauta racial, mesmo em meio a tantas demandas típicas de final de ano. “A promoção da equidade racial é um tema estruturante no Judiciário brasileiro. Esta não é apenas uma formação, é uma ferramenta transformadora que nos permite combater o racismo. E para construir um Judiciário mais justo e plural é preciso educação contínua”, disse.

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A professora do curso é a pesquisadora e doutora em Sociologia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR) e mestre em História pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Silviane Ramos Lopes da Silva, que também é quilombola. Ela enalteceu a potência e a importância da capacitação. “O letramento racial é uma ferramenta à qual devemos nos agarrar para conseguir provocar mudanças, rupturas com práticas que já estão tão naturalizadas naquilo que chamamos de normalidade”.

Nessa primeira aula, Silviane focou o debate explicando conceitos como raça, racismo e as relações de poder deles decorrentes, destacando que o racismo traz consigo a falsa ideia de superioridade racial que embasou a discriminação em suas diversas formas, inclusive a escravização de pessoas negras por quase quatro séculos no Brasil. Além disso, foi abordado que o racismo estruturou a sociedade brasileira, calcada a partir de desigualdades que perduram até hoje.

Também foi abordada a legislação que trata sobre o racismo, que é crime inafiançável e imprescritível no Brasil. Dentre os destaques estão a Lei nº 7.716/1989, que define os crimes decorrentes de preconceito de raça ou de cor, e o Decreto 10.932/2022, que promulgou a Convenção Interamericana contra o Racismo, a Discriminação Racial e Formas Correlatas de Intolerância.

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Lembrando que a Convenção também traz deveres do Estado de prevenir, eliminar, proibir e punir atos de racismo, a professora Silviane Ramos levantou o debate sobre práticas institucionais antirracistas que podem ser implementadas no Judiciário mato-grossense, pontuando algumas sugestões que estão sendo realizadas pelo Comitê de Promoção da Equidade Racial, como a capacitação de suas equipes e a disponibilização de um canal para recebimento de denúncias. Conheça a página do comitê.

O Curso de Letramento Racial e Antirracismo terá continuidade nesta quarta-feira (26) e contemplará ainda três encontros on-line, nos dias 9, 11 e 13 de março de 2026, sempre das 8h às 12h, totalizando 20 horas/aula.

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Autor: Celly Silva

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Podcast aborda assédio moral e reforça a importância de ambientes de trabalho saudáveis

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O combate ao assédio moral no ambiente de trabalho é o tema do mais recente episódio do podcast Explicando Direito, apresentado pela jornalista Elaine Coimbra. A convidada é a desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, presidente da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação do Poder Judiciário de Mato Grosso.

Durante a entrevista, a magistrada explica que o assédio moral pode se manifestar em situações do cotidiano profissional, como comentários inadequados, cobranças fora das atribuições do trabalhador e críticas que expõem ou constrangem o servidor. Segundo ela, todo ato que prejudique a imagem da pessoa ou do seu trabalho pode configurar assédio.

A conversa também diferencia o feedback necessário da gestão de situações abusivas. A desembargadora esclarece que, a partir do momento em que a crítica é feita em público, chamando a atenção da pessoa na frente dos demais, isso pode caracterizar sim assédio.

Outro ponto de destaque são os efeitos do assédio na saúde mental. Segundo a entrevistada, a vítima tende a se sentir isolada no ambiente de trabalho, o que pode provocar consequências graves, como baixa autoestima, depressão, insônia e até casos mais graves, como suicídio.

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A desembargadora também detalha a atuação da comissão que preside, ressaltando que o foco está na prevenção e no acolhimento das vítimas, com orientação e encaminhamento para atendimento adequado, quando necessário. “O principal objetivo da comissão é a prevenção”, destaca Juanita.

Ao falar diretamente ao público ouvinte, ela orienta que o primeiro passo é não normalizar esse tipo de violência e buscar apoio nos canais institucionais. Juanita reforça a importância do respeito nas relações profissionais e os impactos do assédio na produtividade e no bem-estar coletivo.

O podcast Explicando Direito é uma produção do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Escola Superior da Magistratura e apoio da Assembleia Legislativa.

Cliqueneste link para ouvir o episódio completo.


Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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