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Recredenciamento no Conselho de Educação confirma solidez acadêmica da Esmagis-MT

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A Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso Desembargador João Antônio Neto (Esmagis-MT) conquistou mais um marco para sua trajetória: está oficialmente recredenciada pelo Conselho Estadual de Educação (CEE-MT) para oferecer cursos de pós-graduação lato sensu presenciais pelos próximos cinco anos. Essa autorização reafirma a qualidade acadêmica da instituição e fortalece sua missão de fomentar o conhecimento e socializar competências da magistratura mato-grossense, sempre com foco em pesquisa e tecnologias inovadoras.

A renovação é válida de 29 de setembro de 2026 a 27 de setembro de 2031. A decisão consta na Portaria nº 002/2026/GAB/CEE-MT, publicada no Diário Oficial, em 4 de fevereiro.

“Estar credenciada no Sistema Estadual de Ensino de Mato Grosso garante à Esmagis-MT autonomia acadêmica, permitindo-lhe ofertar suas próprias especializações sem depender de outras instituições de ensino, assegurando a continuidade de nossos programas de formação com excelência.”, registra o diretor-geral, desembargador Márcio Vidal. Ele complementa que “a medida também fortalece a integração entre atividade jurisdicional, pesquisa acadêmica e prática profissional e ainda promove qualificação contínua alinhada às demandas contemporâneas da magistratura. Ações essas, que permitirão, cada vez mais, a melhoria da entrega jurisdicional aos cidadãos.”

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Vidal pontua ainda que o reconhecimento “reforça a solidez institucional da Escola e confirma que a instituição atende integralmente aos requisitos acadêmicos, pedagógicos, estruturais e administrativos necessários para a oferta de cursos em nível de pós-graduação, consolidando sua atuação como referência estadual na formação jurídico-institucional. Aos magistrados é exigido o permanente processo de aprendizado, por isso, o aprimoramento constante da atividade jurisdicional é objetivo da Esmagis-MT”.

Critérios para recredenciamento

O novo processo de recredenciamento começou em 2025. Em 6 de novembro de 2025, representantes do Conselho Estadual de Educação de Mato Grosso visitaram as dependências da Esmagis-MT para conhecer in loco o espaço físico da unidade. Na ocasião, foram averiguadas a estrutura física da escola, salas de aula, biblioteca, laboratórios e acessibilidade em todo o prédio.

Para a aprovação do recredenciamento, também foram analisadas documentações integrantes das tratativas legais como, Plano de Desenvolvimento

Institucional, Plano Político Pedagógico, Regimento Interno, Histórico de Implantação e Desenvolvimento, Organização Didática Pedagógica, Perfil Docente e Relatório de Avaliação Institucional.

Pioneirismo

A Esmagis-MT foi a primeira escola institucional a ser credenciada no Conselho Estadual de Educação de Mato Grosso, ocorrido em 2021, com validade até setembro de 2026. A partir de então, a Escola realizou a Pós-Graduação Lato Sensu em Direito Judicial, compreendendo competências necessárias ao exercício da magistratura.

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Composta por 360 horas/aula, a especialização foi disponibilizada na modalidade presencial e voltada para 24 juízes recém-empossados, que integravam o Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi).

Os primeiros juízes a receberem certificados da pós-graduação da Esmagis foram: Alex Ferreira Dourado, Caio Almeida Neves Martins, Fabricio Savazzi Bertoncini, Fernando Akio Maeda, Gezicler Luiza Sossanovicz Artilheiro, Guilherme Leite Roriz, Humberto Resende Costa, João Zibordi Lara, Luis Otavio Tonello dos Santos, Laio Portes Sthel, Leonardo Lucio Santos, Luciana Sittinieri Leon, Luiz Guilherme Carvalho Guimaraes, Marcelo Ferreira Botelho, Matheus de Miranda Medeiros, Michele Cristina Ribeiro de Oliveira, Natália Paranzini G. Janene, Patricia Bedin, Rafaella Karlla de O. Barbosa, Ricardo Garcia Maziero, Romeu da Cunha Gomes, Silvana Fleury Curado, Tabatha Tosetto, Vinícius Paiva Galhardo.

Autor: Keila Maressa

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Esmagis-MT inicia segunda edição do curso de Introdução ao Direito Ambiental

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A Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) deu início à segunda edição do curso Introdução ao Direito Ambiental, promovido em parceria com o Centro de Estudos Integrados em Meio Ambiente (Cesima). A capacitação reúne magistrados(as), servidores(as) e profissionais ligados ao sistema de Justiça em torno de um dos temas mais relevantes da atualidade, marcado pelos desafios ambientais e climáticos que cada vez mais chegam ao Poder Judiciário.
O curso começou nesta segunda (03/08) e seguirá até quarta-feira (05), sendo o conteúdo programático apresentado pelos professores Tiago Fensterseifer e Ingo Wolfgang Sarlet.
Na abertura do curso, o responsável pelo eixo Meio Ambiente da Escola e coordenador do Cesima, desembargador Rodrigo Curvo, destacou a importância da continuidade da iniciativa e o compromisso institucional da magistratura com a formação permanente. “A continuidade desta iniciativa demonstra que a formação ambiental da magistratura constitui um compromisso institucional com os desafios do nosso tempo”, afirmou.
Segundo ele, o Direito Ambiental ultrapassa os limites de uma disciplina especializada e dialoga com questões fundamentais da sociedade. “O Direito Ambiental está ligado à vida, à saúde, à dignidade humana, ao desenvolvimento econômico, à segurança jurídica e à proteção das presentes e futuras gerações. Capacitar magistrados e servidores nessa matéria significa aperfeiçoar a prestação jurisdicional e ampliar nossa capacidade de compreender conflitos cujos efeitos frequentemente alcançam toda a coletividade”, ressaltou.
O professor Ingo Wolfgang Sarlet, desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, destacou que a proposta é oferecer uma visão abrangente dos principais temas do Direito Ambiental, articulando fundamentos teóricos e desafios práticos enfrentados diariamente pelos magistrados.
Dentre os conteúdos abordados estão a evolução histórica da disciplina, ética e justiça ambiental, teoria geral, fontes do Direito Ambiental, constitucionalismo ambiental e responsabilidade civil ambiental. “É uma série de temas que depois realmente esperamos que tenham utilidade para os magistrados na sua jurisdição, especialmente em um estado onde a questão ambiental é particularmente importante e muitos juízes atuam diretamente nessa área”, observou Sarlet, que também é professor titular da Escola de Direito da PUC do Rio Grande do Sul.
Para ele, a formação jurídica deve sempre manter o equilíbrio entre reflexão acadêmica e aplicação concreta. “Uma prática sem uma boa teoria de base é uma prática muitas vezes deficiente, ou pelo menos insuficiente. Assim como uma boa teoria sem uma possibilidade de aplicação prática é uma teoria vazia, sem um propósito social”, afirmou. O professor também ressaltou a troca de experiências proporcionada pelo curso. Segundo ele, a participação ativa dos alunos enriquece o debate e contribui para aproximar ainda mais a realidade da jurisdição do ambiente acadêmico.
Ao abordar os desafios contemporâneos da área, o professor Tiago Fensterseifer destacou a crescente centralidade das questões ambientais e climáticas no âmbito judicial. “Hoje tanto o Direito Climático quanto o Direito Ambiental ocupam uma centralidade até mesmo em relação ao sistema de justiça e ao papel que o Poder Judiciário tem realizado de forma cada vez mais contundente nos últimos anos”, afirmou.
De acordo com o professor, que atua como defensor público do Estado de São Paulo, magistrados e tribunais assumem papel decisivo na implementação das normas ambientais e climáticas em âmbito nacional e internacional. “Hoje, juízes e tribunais são, de fato, protagonistas dessas agendas e têm sido grandes implementadores não só da legislação internacional, mas também do direito nacional e de todos os avanços que a gente tem sentido”, destacou.
Fensterseifer citou como exemplo a Opinião Consultiva nº 32/2025 da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que reconheceu o direito humano ao clima, além de iniciativas recentes voltadas ao fortalecimento do diálogo entre o direito internacional e a atuação do Poder Judiciário brasileiro.
Para ele, o cenário exige constante atualização profissional e reforça o papel das escolas judiciais na qualificação dos magistrados. “É um tema absolutamente novo, em alguma medida, e por isso a importância e o papel até mesmo da escola, de estar oportunizando aos magistrados esses cursos de atualização, que colocam eles, de fato, em contato com o que existe de mais avançado, o estado da arte dessas disciplinas.”
Ele acrescentou que o objetivo da capacitação é apresentar aos participantes tanto os fundamentos históricos da área quanto as transformações mais recentes do Direito Ambiental e do Direito Climático. “Temos um direito ambiental, um direito climático, extremamente de vanguarda e muito avançado”, concluiu.
Compromisso com a qualificação

Uma das coordenadoras da capacitação, a juíza Henriqueta Lima, destacou que a segunda edição do curso reafirma a relevância do tema para a formação continuada de magistrados, servidores e assessores, especialmente diante dos desafios contemporâneos relacionados à proteção ambiental. “Essa segunda turma só ratifica a importância de trazer para a magistratura, para os servidores, para a assessoria, um debate que é super atual, super contemporâneo, que é olhar para o meio ambiente com uma perspectiva multidisciplinar”, afirmou.
A magistrada também ressaltou a excelência do corpo docente responsável pela formação e o compromisso do Judiciário mato-grossense com a qualificação técnica de seus integrantes. “Nós não poderíamos ter escolhido melhor do que esses dois grandes doutrinadores nacionais, internacionais, na verdade, que são referência, inclusive no próprio STF, acerca da questão da proteção ambiental, da sustentabilidade, do desenvolvimento”, disse. Para ela, a iniciativa demonstra que “o Poder Judiciário de Mato Grosso se preocupa com a proteção do meio ambiente e se preocupa com a qualificação técnica do seu corpo”.
Também presente à capacitação, o integrante do Cesima e advogado Rodrigo Bressane destacou a importância da atualização constante dos profissionais do Direito diante das transformações sociais e jurídicas. Segundo ele, o Direito Ambiental ganhou protagonismo e passou a ocupar espaço central nas discussões jurídicas contemporâneas. “É muito importante a gente estar sempre buscando aprimorar conhecimentos e acompanhar a modernidade e o avanço de toda a sociedade”, afirmou.
Para Bressane, a evolução da área exige estudo permanente para garantir a proteção das atuais e futuras gerações. Ele também elogiou a iniciativa da Esmagis-MT e do Cesima. “Feliz pela iniciativa do Tribunal, da Esmagis e do Cesima de realizar esse curso de atualização com pessoas tão altamente capacitadas e qualificadas”, ressaltou.
Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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